Modelo de Levins aprimorado para 2 espécies II: mudanças entre as edições

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</pre>Onde a análise do ponto de equilíbrio <math>n</math> pode ser obtida por:<pre>
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n = 2;
n = 2;
MA = M /. sol[[n]] /. parametros(*/.h\[Rule]0.5*);
MA = M /. sol[[n]] /. parametros;
P = CharacteristicPolynomial[MA, l]
P = CharacteristicPolynomial[MA, l]
Roots[P == 0, l]
Roots[P == 0, l]

Edição atual tal como às 23h37min de 26 de junho de 2021

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Original

O artigo Waves of desertification in a competitive ecosystem propõe o seguinte modelo de campo médio para representar o mesmo contexto ecológico discutido no Modelo espacialmente explícito para 2 espécies:x˙1=c1(hx1)x1e1x1x˙2=c2(hx1x2)x2e2x2h˙=γx2(tτ0)h(tτ0)+γx2(tτ0τr)h(tτ0τr)


Denotando a equação com atraso fτ(tτ) e sendo τ=τ0+τr então ainda podemos reescrever a última equação como:

h˙=γx2τ0hτ0+γx2τhτ

Podemos ver que há 2 termos para a dinâmica dos fragmentos disponíveis. Onde τ0 é o tempo que um fragmento ocupado leva para ser deteriorado, por isso o primeiro termo busca quantificar os fragmentos h(t) que estavam ocupados pela espécie x(t) em um tempo τ0 anterior, deste modo, no instante t estes fragmentos se deterioram representando uma decréscimo nos fragmentos disponíveis. De maneira análoga, o segundo termo busca os fragmentos que estavam ocupados em um instante τ=τ0+τr anterior, pois passado τr após a deterioração, o fragmento se recupera e representa um aumento nos fragmentos disponíveis.

Considerando que no ponto de equilíbrio temos f=fτ=fτ0 , logo obtém-se h˙=0. Pois o mesmo fragmento que é deteriorado em um instante t+τ0 é recuperado em um instante posterior t+τ0+τr. Sendo assim, o ponto de equilíbrio final irá depender da fração h(t)=hc no momento em que o equilíbrio é atingido. Porém qual é exatamente este valor h(t)=hc não parece ser possível de ser obtido de maneira analítica. Considerando um termo constante arbitrário hc=h no equilíbrio tem-se x˙=0, então o sistema reduz-se a:

0=c1(hx1)x1e1x10=c2(hx1x2)x2e2x2

Esse sistema possui 4 soluções possíveis:

  • (0,0) Nenhum animal sobrevive
  • (he1c1,0)Apenas guanacos sobrevivem
  • (0,he2c2) Apenas ovelhas sobrevivem
  • (he1c1,e1c1e2c2) Ambos sobrevivem

Continuando a análise deste conjunto de equações, mas lembrando que h é um valor que vai ser definido pela evolução do sistema e que não temos ferramentas aqui para prever qual será exatamente o ponto de equilíbrio. Linearizando através da matriz jacobiana, onde denotamos um ponto de equilíbrio qualquer por (x1*,x2*):

(x˙1x˙2)=(e1+c1(hx1)c1x10c2x2e2+c2(hx1x2)c2x2)|(x1*,x2*)(x1x2)

Solução do sistema de equações diferenciais originalmente proposto para a seguinte condição inicial (x10,x20,h0)=(0.3,0.3,1.).

Com o auxílio do Mathematica e considerando o conjunto de parâmetros definidos originalmente no artigo, temos as seguintes equações características dependendo de h para cada ponto de equilíbrio:

  1. l2+(0.066h)l+(0.028h2+0.0074h0.0001)=0
  2. l2+(0.155+0.04h)l+(0.0066h0.00165)=0
  3. l2+(0.020.74h)l+(0.028h20.0074h+0.0001)=0
  4. l2+(0.04h0.175)l+(0.0066h+0.00165)=0

Podemos ver que são polinômios do segundo grau, e lembrando que h[0,1] é um número real, temos os seguintes autovalores (ou raízes):

  1. l=0.5(0.5476h2+0.00040.0296h+0.66h) e l=0.5(0.5476h2+0.00040.0296h0.66h)
  2. l=0.5(0.0016h20.014h+0.030625+0.04h+0.155) e l=0.5(0.0016h20.014h+0.0306250.04h0.155)
  3. l0.04h0.01 e l0.70.01
  4. l=0.5(0.1750.0016h2+0.0124h+0.0240250.04h) e l=0.5(0.0016h2+0.0124h+0.024025+0.1750.04h)

É importante perceber que as raízes são sempre reais. Então variando h, obtém-se as seguintes situações:

  • h<0.125: Nenhum animal sobrevive
  • 0.125<h<0.25: Apenas ovelha sobrevive
  • h>0.25: guanacos e ovelha sobrevivem

Podemos perceber que a condição que apenas o guanaco sobrevive nunca é um ponto de equilíbrio estável. No máximo um ponto de cela, e concordando com os outros modelos discutidos anteriormente, os guanacos são mais sensíveis a destruição do meio ambiente.

  • Observação: de certa forma todas essas análise sobre o comportamento do sistema entorno dos pontos de equilíbrio é“inútil”. Pois ela parte do pressuposto de que h(t)=h é constante, o que não temos meios de confirmar que corresponde a realidade e nem de identificar qual é o valor, mesmo que seja.

Modificado

Inserindo um termo x1x2 na equação de x˙2 com o mesmo argumento utilizado no Modelo de Levins aprimorado para 3 espécies baseado em conceitos de probabilidade e teoria dos conjuntos, ficamos com o seguinte sistema:

x˙1=c1(hx1)x1e1x1x˙2=c2(hx1x2+x1x2)x2e2x2h˙=γx2τ0hτ0+γx2τhτ

Solução do sistema de equações diferenciais modificadas para a seguinte condição inicial (x10,x20,h0)=(0.3,0.3,1.).

A solução numérica deste sistema considerando as condições iniciais de forma semelhante com o que foi feito no SIRS revela uma solução oscilatória conforme foi encontrado no modelo espacialmente equivalente. Poderíamos repetir a análise feita para o sistema anterior acerca dos pontos de equilíbrio ou até tentar se aprofundar mais, mas a verdade é que as equações diferenciais com atraso são significativamente mais complexas de serem analisadas que equações diferenciais sem atraso. E não parece que essa camada de complexidade adicional melhore os resultados o suficiente para ser justificado no momento. Conforme destacado não só no artigo no qual este trabalho se baseou, os modelos espacialmente explícitos são ferramentas mais valiosas que o sistemas de equações[1], pois se aproximam melhor das situações reais. Sendo assim, não me aprofundarei na análise deste sistema.

Códigos

O código utilizado para a solução dos sistemas de equações diferenciais foi feito em Python utilizando o método numérico de Euler:


# Solução do sistema de equações diferenciais com atraso para 2 espécies com dinâmica dos fragmentos disponíveis
# Jhordan Silveira de Borba
# sbjhordan@gmail.com

import numpy as np  # Biblioteca para o cálculo científico
#Parâmetros da dinâmica
c1=0.04
c2=0.7
e1=0.01
e2=0.01
g=0.1
tr=10
to=50
t=tr+to
# Listas para guardar a evolução do sistema
x1=[]
x2=[]
h=[]
d=0.001 #Passo para o método de Euler
#Primeira parte:
N1=int(to/d)     #Quantidade de passos
x1.append(0.3)  #Condição inicial de guanacos
x2.append(0.3)  #Condição inicial de pumas
h.append(1.)     #Condição inicial de fragmentos disponíveis
#Resolve o sistema Usando o método de Euler
for k in range(N1):
    x1.append(x1[k]+d*(c1*(h[0]-x1[k]      )*x1[k]-e1*x1[k]))
    x2.append(x2[k]+d*(c2*(h[0]-x1[k]-x2[k]+x1[k]*x2[k])*x2[k]-e2*x2[k]-x1[k]*x2[k]*c1))
    h.append(h[0])    
#Segunda parte
N2=int(t/d)
for k in range(N1,N2):
    x1.append(x1[k]+d*(c1*(h[k]-x1[k]      )*x1[k]-e1*x1[k]))
    x2.append(x2[k]+d*(c2*(h[k]-x1[k]-x2[k]+x1[k]*x2[k])*x2[k]-e2*x2[k]-x1[k]*x2[k]*c1))
    h.append(h[k]+d*(-g*x2[k-int(to/d)]*h[k-int(to/d)]))
#Terceira parte
N3=int(1000/d)
for k in range(N2,N3):
    x1.append(x1[k]+d*(c1*(h[k]-x1[k]      )*x1[k]-e1*x1[k]))
    x2.append(x2[k]+d*(c2*(h[k]-x1[k]-x2[k]+x1[k]*x2[k])*x2[k]-e2*x2[k]-x1[k]*x2[k]*c1))
    h.append(h[k]+d*(-g*x2[k-int(to/d)]*h[k-int(to/d)]+g*x2[k-int(t/d)]*h[k-int(t/d)]))

E o sistema de equações pode ser analisado via Mathematica utilizando:

parametros = {c1 -> 0.04, c2 -> 0.7, e1 -> 0.01, e2 -> 0.01, tr -> 10,
    to -> 50, g -> 0.1};
dx1 = (c1* x1 (h - x1) - e1 x1);
dx2 = (c2 x2 (h - x1 - x2) - e2 x2);
sol = Solve[dx1 == 0 && dx2 == 0, {x1, x2}];
M = {{D[dx1, x1], D[dx1, x2]}, {D[dx2, x1], D[dx2, x2]}};

Onde a análise do ponto de equilíbrio

n

pode ser obtida por:

n = 2; MA = M /. sol[[n]] /. parametros; P = CharacteristicPolynomial[MA, l] Roots[P == 0, l]

Principal material utilizado

  1. Waves of desertification in a competitive ecosystem (Y. C. Daza C. e outros, Ecological Modelling)

Referências


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