Transição de fase em dinâmicas de avaliação

De Física Computacional
Edição feita às 00h51min de 29 de maio de 2021 por Almeidajuliano (Discussão | contribs)

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Falência Coletiva de Empresas e Transição de fase em dinâmicas de avaliação

Introdução

Existem muitos riscos na atividade bancária. Neste trabalho foi investigado uma Dinâmica usada para estudar estes riscos. Poder lidar com esses riscos é importante para que a economia ao todo não seja afetada quando os piores cenários aconteçam. Um destes riscos que bancos tem, é o risco de Moratórias (Defaults). Uma moratória é definida como um estado em que um banco determina que um devedor não é mais capaz de pagar uma dívida sem com que o banco tome outras ações (p.e. estender o prazo de pagamento). Com isso em mente, um banco sempre precisa ter uma estimativa das suas perdas dado uma moratória para cada entidade capaz de gerar uma dívida [1]. Uma dessa entidades são empresas. Porém, empresas não são entidades independentes. Elas tem relações com outras empresas e isso pode torná-las dependentes uma das outras. Baseado em o quão forte for essa dependência, uma moratória em uma empresa pode levar a uma moratória em outra. Duas empresas que dependem do produto uma outra se veem em uma situação que se caso qualquer uma delas tenha dificuldade financeira, a outra irá sentir também e, no pior dos casos, pode acabar com dívidas também. Isso é chamado de moratórias em conjunto ou falência coletiva.

Dependências podem surgir de fontes diferentes e nem sempre será positiva. Empresas podem ter uma parceria de trocas, onde uma depende do que outra produz e a que produz depende da compra da outra. Essa dependência pode ser indireta, na forma de ambas dependendo de um mesmo recurso. Como ambas usam a mesma matéria prima, caso algo aconteça com essa matéria prima, ambas serão afetadas. Uma competição entre empresas também é uma dependência. A diferença é que quando uma empresa for afetada de forma negativa, a outra será afetada de forma positiva e vice-versa.

Nesse trabalho foi utilizada uma dinâmica simples para identificar essas moratórias. Isso foi feito simulando essa interação entre empresas e criando uma avaliação da situação de cada uma delas. As mudanças nessas avaliações vão vir de duas fontes. A primeira será uma Dinâmica individual de uma firma, isto é, o estado econômico da mesma e como ela age em relação a isso. A segunda fonte será uma dinâmica coletiva das interações entre as empresas semelhante ao Modelo de Potts. Com uma dinâmica desse tipo, veremos duas fases bem definidas no número de moratórias.

Modelo

Referências

  1. Basel II: International Convergence of Capital Measurement and Capital Standards: a Revised Framework, The Basel Committee for Banking Supervision, Basel (2004), http://www.bis.org/publ/bcbs107.htm