Grupo3 - Ondas2

De Física Computacional
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Introdução

Equações diferenciais parciais (EDP's) hiperbólicas geralmente podem ser formuladas a partir de teoremas de conservação. Um exemplo é a equação do tipo:

∂U→∂t+∇⋅F→(U)=S→(U),

onde U→ é o vetor de densidades da quantidade conservada, i.e., U→=(U1,...,Un), F→ é o fluxo de densidade e S→ é um termo genérico representando fontes ou sumidouros.

Uma classe especial de equações hiperbólicas são as chamadas equações de adveção, na qual a derivada temporal da quantidade conservada U→(x→,t) é proporcional à sua derivada espacial. Nesses casos, F→(U) é diagonal e dada por:

F→(U)=vI→⋅U→,

onde I→ é a matriz identidade.

Considerando apenas uma dimensão e com U→≡u, temos a equação de adveção:

∂u∂t+v∂u∂x=0,

onde v é a velocidade de propagação do pulso gerado. A equação admite uma solução analítica da forma u=f(x−vt), representando uma onda se movendo na direção x.\\

A equação da onda em uma dimensão é uma EDP hiperbólica de segunda ordem dada por

E admite duas soluções, representadas por pulsos, f(x+vt) e f(x−vt).\\

Assumindo que v≠v(x) na equação da onda, nos restringimos a problemas lineares. Além disso, se escrevermos

então a equação da onda pode ser escrita como um sistema de três equações diferenciais de primeira ordem:

Em notação vetorial, o sistema acima pode ser reescrito na forma conservativa como: ∂U∂t+∂F(U)∂x=0, onde $$U = \begin{pmatrix}k\\s\end{pmatrix},\quad \textrm{e}\quad F(U) =\begin{pmatrix}0 & -v\\-v & 0\end{pmatrix}$$