Transformação linear
Sorteando um número aleatório
então fazemos uma transformação para obter um número
. Isto é, obtemos a seguinte transformação
da seguinte forma:

Se todos os números entre
e
tinham igual probabilidade de serem sorteados, após a transformação todos os números entre
e
também possuem igual probabilidade, pois
varia com
de forma linear, isto é, a distribuição uniforme de números é mantida.Por sua vez, a distribuição uniforme significa que a probabiliade de obter um número entre
e
é dada pela função densidade de probabilidade da seguinte forma:

Sendo
constante, temos que:

Pela normalização. Mas se ampliarmos o intervalo dos números possíveis para entre
e
:

Então agora
. Isto é distribuição de probabilidade continua constante, mas com uma menor probabilidade de sortear um número
qualquer, quando em comparação de sortear um
qualquer.
Transformação não-linear
O mesmo não ocorre com uma transformação não linear. Por exemplo se
, derivando temos que:

Diferente do caso anterior que tínhamos apenas a transformação linear
. Podemos ver ainda usando a própria definição de derivada:

E sendo
um diferencial então
, logo
. Agora a distribuição de probabilidade é alterada com a transformação. Para uma transformação
qualquer, como a probabilidade se conserva, ainda temos:

Considrando que
tem inversa, então
então:

Sendo
então reescrevendo
, logo
Então temos:

E sendo nossa ditribuição em
uniforme com
como vimos anteriormente, ficamos com:

Para a transformação
. O mais comum é que saibamos a distribuição de probabilidade
que queremos, e uma vez que:

E integramos então para encontrar
.
Método da rejeição
Nem sempre o
desejado é fácil de definir matematicamente. O método da rejeição é um método rústico para obtermos
.
- Desenhar a função
desejada dentro dos limites
e
.
- Geramos um ponto aleatório
, se estiver abaixo da curva desejada é aceito.
Se gerarmos pontos aleatórios em grande quantidade, a razão de pontos aceitos para cada
em relação à todos o pontos aleatórios gerados neste
, nos dá uma estimativa de
neste ponto, em relação do
. Isto é, se para um
qualquer, metade dos pontos gerado aleatoriamente foram válidos, então
.
Cálulo de integrais definidas
Em uma ideia bastante análoga à anterior, aqui utilizamos a ideia que a integral definida é cálculo da área sob a curva. Definindo novamente limites
e
no qual a região que queremos calcular está contida, geramos uma série de pontos aleatórios, se gerado pontos suficientes, a razão de pontos que foram gerados dentro da área que queremos calcular em relação ao total de pontos gerados, será a mesma razão da área que queremos calcular em relação à área total definida pelos limites.