Corda Vibrante

De Física Computacional
Revisão de 13h40min de 20 de abril de 2024 por Marcospasa (discussão | contribs) (análise espectral: bases enumeráveis)
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A equação da onda

Método FTCS

Sobre estabilidade

Análise espectral

Uma possível forma para quantitativamente analisar o som gerado por uma corda vibrante é estudar as frequências que compõem o seu movimento, técnica essa chamada de análise espectral. Antes de prosseguirmos vamos recapitular alguns resultados da álgebra linear

Supremacia da álgebra linear

O seguinte conjunto ={f|f:} é o espaço de funções reais de uma variável. Esse conjunto é um espaço vetorial, logo podemos utilizar toda a artilharia da álgebra linear, em especial, estamos interessados no sub-espaço gerado pela base B={sen(ωt)/π,cos(ωt)/π}ω+ [1], pois elementos de B, interpretados como sinais sonoros, representam um frequência pura de valor f=ω/(2π). Dessa forma, um sinal arbitrário s(t) pode ser escrito em termos das frequências puras que o formam

s(t)=1π0[a(ω)cos(ωt)+b(ω)sen(ωt]dω

E podemos extrair suas coordenadas (a(ω) e b(ω)), fazendo o produto escalar com os elementos da base

a(ω)=s(t)1πcos(ωt)dtb(ω)=s(t)1πsen(ωt)dt

Se o domínio de s(t) é limitado, digamos t[0,T], então uma base infinita com cardinalidade enumerável (em contraste com a base anterior, que possui cardinalidade não enumerável) é suficiente para representar s(t), uma possível base ortonormal é a seguinte: {1T,2Tsen(ωnt),2Tcos(ωnt)}n*, em que ωn=nπT. Dessa forma, a representação e coordenadas de s(t) ficam

s(t)=a01T+2Tn=1[ancos(ωnt)+bnsen(ωn)]a0=0Ts(t)1Tdtan=0Ts(t)2Tcos(ωnt)dtbn=0Ts(t)2Tsen(ωnt)dt

É impossível falar sobre bases enumeráveis de um sub-espaço de sem representar esse canhão matemático com uma animação. Abaixo segue uma animação que calcula as primeiras N coordenadas (a0,,aN e b1,,bN) de um sinal qualquer e sobrepõem a série obtida incrementando N até as duas curvas serem indistinguíveis a olho nu.

Agora, considerando uma corda vibrante, o nosso sinal sonoro provém da vibração de um ponto específico da corda, digamos em x=xo, então a função que representa esse sinal é y(xo,t)

Condição inicial para uma corda de violão

Notas

  1. A constante 1/π está presente por questão de normalização. Esse caso pode parecer um pouco estranho, dado que não é possível normalizar os cossenos e senos, pois sua integral em todo a reta não é definida, mas o que se deseja é a seguinte propriedade Aωcos(ωt)Aωcos(ωt)dt=δ(ωω) que é safisfeita quando Aω=Aω=1/π,ω,ω