Equação de Águas Rasas

De Física Computacional
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Em construção Grupo: Gabriel Schmökel, Julia Remus e Pedro Inocêncio Rodrigues Terra


Introdução

Tsunami é um fenômeno da natureza caracterizado por uma sucessão de ondas marinhas, que devido ao seu grande volume e alta velocidade, podem se tornar catastróficas ao atingir a costa. Sismos, erupções vulcânicas, deslizamentos de terra, impactos e outros movimentos submarinos são a causa para a formação deste evento, sendo a grande maioria provocado pelos movimentos das placas tectônicas.


Formação de um Tsunami

Vamos analisar a sequência de passos da formação de uma Tsunami formada a partir de um abalo sísmico:

I. A convergência das placas tectônicas, devido as correntes de convecção, faz com que existam forças de tensão entre as placas.

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A tensão entre as placas eventualmente ultrapassa o limite máximo, o que provoca o deslizamento brusco de uma das placas sobre a outra, gerando um grande deslocamento de volume de água na vertical. Como a tsunami ocorre em grandes profundidades, ela pode passar despercebida para um barco que navega nas proximidades, uma vez que amplitude da onda é menor.

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II. A onda gerada se propaga ao longo de todas as direções do plano da água.

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III. A medida que a onda se aproxima da superfície ela diminui sua velocidade e aumenta sua amplitude

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Temos o interesse de descrever fisicamente a propagação da Tsunami de acordo com a topografia da água e do mar, por essa razão não iremos estudar o efeito físico que causou o deslocamento do volume de água.

Teoria

Derivação das EQs. de Águas Rasas

Para obter as equações de águas rasas devemos partir da equação da continuidade e das equações da quantidade de movimento de Navier-Stokes:

dρdt+.(ρ𝐮)=0(3)

D𝐮Dt+1ρp+1ρ.τ+𝐠=0(4)


ρ é a densidade; p é a pressão; 𝐮=(u,v,w) é o vetor velocidade do fluído, onde u,v e w são as velocidades das partículas que compõe o fluído nas direções x,y,z; 𝐠 é o vetor aceleração da gravidade; τ é o tensor tensão, onde as componentes deste tensor são as tensões normais e tangenciais de cisalhamento, expressas por τij, no qual i indica a direção e j o plano normal.

Introduzindo as condições de contorno [1] para a superfície z(x,y,t) e para a profundidade do oceano h(x,y):

DηDt=ηt+𝐯.η=w , onde z=η(x,y,t)(4)

𝐮.(z+h(x,y))=0 , onde z=h(x,y)(5)


η é o deslocamento vertical da água sobre a superfície em repouso, 𝐯=(x,y,0) é o vetor velocidade do fluído nas direções horizontais x e y.

A equação da continuidade em (3) pode ser simplificada, já que a densidade do fluído no oceano ρ não varia significativamente com o tempo e a posição.

.𝐮=0(6)

Integrando a expressão da continuidade em (6), utilizando a regra da integral de Leibniz [1], com os limites indo de h(x,y) até η(x,y,t) chegamos na seguinte expressão:

hη.𝐮=hη(ux+vy+wz)dz=xhηudz+yhηvdz+w|hη+𝐮.(z+h(x,y))|hηu|hηηxv|hηηy(7)

Teorema de Leibniz:

ddx(a(x)b(x)f(x,t)dt)=f(x,b(x))ddxb(x)f(x,a(x))ddxa(x)+a(x)b(x)xf(x,t)dt(8)

Substituindo as condições de contorno da profundidade (5) em (7) obtemos:

xhηudz+yhηvdzw|eta𝐯.η=0(9)

Substituindo a condição de contorno da superfície (4) em (9):

xhηudz+yhηvdz+ηt=u(η+h)x+v(η+h)y+ηt=uDx+vDy+ηt

ηt+uDx+vDy=0(10)

(10) é a primeira das equações das águas rasas que obtemos, onde D é o comprimento da água total do fundo do oceano até a amplitude da onda. Podemos expressar (10) através do fluxo de descarga nas direções x e y, estás quantidades estão relacionadas com as velocidades da seguinte forma [1]:

M=xhηudz=uD(11)

N=yhηvdz=vD(12)

Substituindo (11) e (12) em (10) chegamos na representação do fluxo de descarga para uma das equações de águas rasas.

ηt+Mx+Ny=0(10)

Escrevendo as quantidades de movimento de Navier-Stokes nas componentes x,y e z:

1ρPx+gz=0(16)

Na componente z em (15) negligenciamos a aceleração das partículas, pois a aceleração da gravidade é muito maior. Também tomamos como nulos as componentes gx e gy em (14) e passamos a definir gz=g.

Resolvendo equação diferencial da componente z em (16) podemos obter a pressão, a qual é hidrostática.

P=ρgzP=ρg(ηz)(17)

Substituindo a pressão em (14):

ut+uux+vuy+wuz+gηx=0(18)

Integrando a equação (18) em relação a componente z com os limites indo

Integrando a expressão (18), utilizando a regra da integral de Leibniz [1] e as condições de contorno (4) e (5), com os limites indo de h(x,y) até η(x,y,t) chegamos em outra das equações de águas rasas:

uDt+u2Dx+uvDy+g2D2x=0(18)

Generalizando a equação (18), para a componente y, obtemos a última das equações de águas rasas:

vDt+v2Dy+uvDx+g2D2y=0(19)

Na representação de fluxo de cargas as expressões (18) e (19) são apresentadas respectivamente como:

Mt+x(M2D)+y(MND)+gDηx=0(20)

Nt+y(N2D)+x(MND)+gDηx=0(21)

Iremos escrever as equações das águas rasas considerando o tensor de estresse τ. Os elementos deste tensor são responsáveis por causar nas partículas tensões tangenciais e perpendiculares, onde as tensões tangenciais são representadas por elementos τij onde ij, e as perpendiculares por elementos τij onde i=j

Decompondo nas componentes x,y, e z de 1ρ.τ presente em (4):

1ρ(xτxx+yτxy+zτxz)(22)

1ρ(xτyx+yτyy+zτyz)(23)

1ρ(xτzx+yτzy+zτzz)(24)

Forma Conservativa

Um modelo mais simples - desconsiderando a fricção, viscosidade do líquido e as forças de Coriolis sobre ele - pode ser obtido [2][3]. Para desenvolvê-lo são necessárias algumas premissas:

  • O comprimento da onda é muito maior que as contribuições na direção z
  • A aceleração na direção da velocidade na direção z é zero
  • As componentes das velocidades em x e em y (u e v) não variam em z


O sistema então pode ser descrito pelas seguintes equações:

ht+hux+hvy=0

hut+(hu2+12gh2)x+huvy=ghbx

hvt+huvx+(hv2+12gh2)y=ghby

Onde h é a altura do fluido desde a base, u,v são as velocidades médias na direções x,y, g é a constante gravitacional e b(x,y) é função que descreve a superfície onde acontece o movimento.

Desenvolvimento do cálculo

Forma conservativa 2D

Para descrever numericamente o fenômeno foi utilizado discretização por diferenças finitas e o método pra frente no tempo e no espaço (FTCS). As equações discretizadas podem ser observadas abaixo.

hi,jt+Δthi,jtΔt+[(hu)i+1,jt(hu)i1,jt2Δx]+[(hv)i,j+1t(hv)i,j1t2Δy]=0

hu)i,jt+Δt(hu)i,jtΔt+[(hu2+12gh2)i+1,jt(hu2+12gh2)i1,jt2Δx]+[(huv)i,j+1t(huv)i,j1t2Δy]=ghi,jtbx.i,j

(hv)i,jt+Δt(hv)i,jtΔt+[(huv)i+1,jt(huv)i1,jt2Δx]+[(hv2+1/2gh2)i,j+1t(hv2+1/2gh2)i,j1t2Δy]=ghi,jtby.i,j



Para esse desenvolvimento encontramos algumas dificuldades para resolução do sistema de equações:

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 https://docplayer.net/49487265-Lecture-8-the-shallow-water-equations.html Erro de citação: Etiqueta inválida <ref>; Nome "Hopf" definido várias vezes com conteúdo diferente
  2. GARCÍA-NAVARRO, P; et al. The shallow water equations: An example of hyperbolic system. Espanha: 2008. Disponível em: <https://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.571.1364&rep=rep1&type=pdf>
  3. KUHBACHER, Christian. Shallow Water: Derivation and Applications. Disponível em: <http://www.mathematik.tu-dortmund.de/lsiii/cms/papers/Kuehbacher2009.pdf>