Termostato de Nosé-Hoover

De Física Computacional
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Grupo: Gabriel Azevedo, Rafael Abel e Thierre F. Conceição.

Termostato de Nosé-Hoover

O termostato de Nosé-Hoover é um algoritmo utilizado para simulação de dinâmica molecular. Esse ensemble é relevante quando o sistema em estudo está em contato com um banho térmico, para manter a temperatura constante[1]. A maneira que o algoritmo de Nosé-Hoover mantém a temperatura constante é a partir da adição de uma variável dinâmica fictícia (um "agente" externo), que atua sobre as velocidades das partículas no sistema, as acelerando ou desacelerando até que estas atinjam a temperatura desejada.

Este trabalho tem como objetivo simular um fluído de Lennard Jones a partir do termostato de Nosé-Hoover, a fim de estudar o efeito das variáveis presentes no modelo do termostato sobre as variáveis física do sistema.

Método

Termostato de Nose

Para entender o termostado de Nóse-Hoover, primeiramente será mostrado o termostato de Nosé[2].

Este termostato atribui coordenadas generalizados adicionais s e o seu momento conjugado ps ao banho térmico. O fator s é definido como um fator de escala das velocidades, onde:

𝐯˙=s𝐫˙=s𝐩/m

E também são definidas as energia potenciais e cinética associadas a s como:

𝒰s=(Nf+1)kBTln(s) e 𝒦s=12Qs˙2=ps22Q

onde Q é entendido como a "inércia térmica", ele determina a escala do tempo da flutuação de temperatura.

O Lagrangiano do sistema extendida (consistente das partículas e do banho térmico) então é postulado como:

=𝒦+𝒦s𝒰𝒰s=i𝐩i22mis2+ps22Q𝒰(𝐫)(Nf+1)kBTln(s)

Como não é explicitamente dependente do tempo:

N=𝒦+𝒦s+𝒰+𝒰s=i𝐩i22mis2+ps22Q+𝒰(𝐫)+(Nf+1)kBTln(s)

Como N se conserva, esse sistema é numericamente estável [3]

Assim, as equações de movimento podem ser deduzidas:

r˙i=N𝐩i=𝐩i/(mis2)

p˙=N𝐫i=𝐟i onde f é o número de graus de liberdade do sistema;

s˙=Nps=ps/Q

p˙s=Ns=i𝐩i2mis3(Nf+1)kBT/s

Assim, para tempos longos, o termostato de Nose pode ser tratado como um sistema de partículas junto a um banho térmico, ou seja, como um ensemble canônico. Entretanto, o valor de Q precisa ser determinado por tentativa e erro. Outro problema do termostato de Nose é o fato de que, por as velocidades serem escaladas com o s, o tempo também será escalado com s, o que não acontece em sistemas reais e extendidos. [3]

Termostato de Nosé-Hoover

Para contornar esses problemas, Hoover utilizou uma parametrização diferente, sem o termo s. [4]. O parâmetro s pode ser removido das equações reescrevendo-as utilizando 𝐫, r˙ e r¨. Assim, as equações de movimento do termostato de Nosé-Hoover são:

r˙=p˙i/mi

p˙=𝐟iξ𝐩i=𝐟ipηQ𝐩i

η˙=(ipi2/miL/β)/Q

onde η agora é o termo relacionado a fricção do banho térmico.

Cadeias de Nose-Hoover

O termostato de Nosé-Hoover gera distribuição canônica quando não existem forças externas ao sistema. Enquanto existem sistemas com forças externas que podem apresentar este comportamento, existem casos com forças externas onde esse termostato não gera o comportamento esperado. Para contornar esse problema, Martyna et al. [5] propuseram uma solução onde um termostato de Nosé-Hoover está acoplado a outro termostato de Nosé-Hover, formando uma cadeia. Este sistema ainda irá gerar uma distribuição canônica e não apresentará problemas com forças externas. As equações de movimento para um sistema com M termostatos são:

r˙i=𝐩imi

𝐟ipξ1Q1𝐩i

ξ˙k=pξ,kqkk=1,...,M

p˙ξ,1=(ipi2miLkBT)pξ,2q2pξ,1

p˙ξ,k=[pξk12Qk1kBT]pξk+1Qk+1

. . .

p˙ξ,M=[pξM12QM1kBT]

Que serão as equações utilizadas para a este trabalho, utilizando M=2.

Objetivos

Utilizando o termostato de Nosé-Hoover, serão feitos gráficos utilizando diferentes valores de Q, a fim de analisar qual é o efeito dessa variável sobre o sistema. Para melhor análise, primeiramente o sistema será estabilizado com a temperatura T=1.0, e então terá um pulo na temperatura para T=1.5, com isso será possível analisar qual é o efeito da inércia térmica do banho térmico do sistema.

Serão feitos gráficos da temperatura ao longo do tempo de simulação, onde será possível observar as flutuações que ocorrem no sistema, além de um gráfico para mostrar a depedência da velocidade das partículas de acordo com o Q escolhido.

Resultados

Neste sistema, Q. Caso o valor escolhido seja muito pequeno, o sistema possuirá muitas oscilações, logo é necessário aumentar o valor de Q, porém caso o valor escolhido seja muito alto, o tempo para atingir equilíbrio térmico será demasiadamente longo.

Programas Utilizados

/*Simulação de DM de um fluido de Lennard-Jones com termostato Nose-Hoover Compile usando "gcc -o NVT_NH NVT_NH.c -lm -lgsl" */
/*********************************************/  
#include <stdio.h>
#include <stdlib.h>
  
return 0;  
}

Referências

  1. https://www2.ph.ed.ac.uk/~dmarendu/MVP/MVP03.pdf
  2. NOSÉ, Shuichi, A molecular dynamics method for simulations in the canonical ensemble, Molecular Physics, 1984, Vol. 52, No. 2, 255-268
  3. 3,0 3,1 http://www.courses.physics.helsinki.fi/fys/moldyn/lectures/L5.pdf
  4. William G. Hoover, Canonical Dynamics: Equilibrium phase-space distributions, Physical Review A, 1985, Vol. 31, No. 3.
  5. MARTYNA, G. J., KLEIN, M. L., TUCKERMAN, M. Nose-Hoover chains: The canonical ensemble via continuous dynamics J. Chem. Phys. 1992, Vol. 97 No. 4.