A equação da onda
Método FTCS
Sobre estabilidade
Análise espectral
Uma possível forma para quantitativamente analisar o som gerado por uma corda vibrante é estudar as frequências que compõem o seu movimento, técnica essa chamada de análise espectral. Antes de prosseguirmos vamos recapitular alguns resultados da álgebra linear
Supremacia da álgebra linear
O seguinte conjunto
é o espaço de funções reais de uma variável. Esse conjunto é um espaço vetorial, logo podemos utilizar toda a artilharia da álgebra linear, em especial, estamos interessados no sub-espaço gerado pela base
[1], pois elementos de
, interpretados como sinais sonoros, representam um frequência pura de valor
. Dessa forma, um sinal arbitrário
pode ser escrito em termos das frequências puras que o formam
E podemos extrair suas coordenadas (
e
), fazendo o produto escalar com os elementos da base
Se o domínio de
é limitado, digamos
, então uma base infinita com cardinalidade enumerável (em contraste com a base anterior, que possui cardinalidade não enumerável) é suficiente para representar
, uma possível base ortonormal é a seguinte:
, em que
. Dessa forma, a representação e coordenadas de
ficam
É impossível falar sobre bases enumeráveis de um sub-espaço de
sem representar esse canhão matemático com uma animação. Abaixo segue uma animação que calcula as primeiras
coordenadas (
e
) de um sinal qualquer e sobrepõem a série obtida incrementando
até as duas curvas serem indistinguíveis a olho nu.
Agora, considerando uma corda vibrante, o nosso sinal sonoro provém da vibração de um ponto específico da corda, digamos em
, então a função que representa esse sinal é
Condição inicial para uma corda de violão
Notas
- ↑ A constante
está presente por questão de normalização. Esse caso pode parecer um pouco estranho, dado que não é possível normalizar os cossenos e senos, pois sua integral em todo a reta não é definida, mas o que se deseja é a seguinte propriedade
que é safisfeita quando