Motility-Induced Phase Separation(MIPS): mudanças entre as edições

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-\gamma\Big (M-N_{\mathbf{R}+\mathbf{e}_{\theta_i}} \Big ) A^{\theta_i}_{\mathbf{R}} \Big ( e^{ \hat{A}^{\theta_i}_{\mathbf{R}+\mathbf{e}_{\theta_i}} -  A^{\theta_i}_{\mathbf{R}} \Big )
-\gamma\Big (M-N_{\mathbf{R}+\mathbf{e}_{\theta_i}} \Big ) A^{\theta_i}_{\mathbf{R}} \Big ( e^{ \hat{A}^{\theta_i}_{\mathbf{R}+\mathbf{e}_{\theta_i}} -  A^{\theta_i}_{\mathbf{R}}} - 1 \Big )
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Edição das 23h46min de 28 de novembro de 2021

Grupo: Bernardo Boatini e Murilo Kessler Azambuja

Introdução

A matéria ativa é um tipo de sistema fora do equilíbrio termodinâmico, onde cada "partícula" ou "agente" do sistema tem a capacidade dissipar energia na forma de forças mecânicas exercidas sobre o ambiente no qual está imerso. Esses sistemas muitas vezes podem exibir vários fenômenos novos, como movimentos coletivos quando exige-se um alinhamento das partículas (Como bio-polímeros que se auto organizam, tipo os microtúbulos que são parte do citoesqueleto celular, ou cardumes de peixe, por exemplo), ou os chamados MIPS (Motility-Induced Phase Separation) que são sistemas que apresentam uma mudança de fase física devido à interações que proíbem a ocupação simultânea de um volume do espaço por duas partículas simultâneas. Nestes sistemas, os agentes possuem a capacidede de auto-propulsão, de forma que a condição de balnço detalhado é quebrada no nível microscópico, uma vez que as partículas possuem uma direção preferencial de movimento.Estes tipos de sistema muitas vezes podem ser tratados a partir de uma abordagem hidrodinâmica, na qual são chamados de fluidos ativos, e divergem do comportamento usual de fluidos compostos de matéria usual inativa, os quais são descritos pela equação de Navier-Stokes.

Apesar desses sistemas fundamentalmente quebrarem a condição do balanço detalhado, ainda não é claro se o comportamento estatístico universal de sistemas de fluidos ativos necessariamente divergem daqueles de de sistemas em equilíbrio. A investigação de comportamentos universais nestes tipos de sistema, além de ser um interece central na física, também pode nos permitir utilizar conhecimentos já bem conhecidos (como a transição de fase em sistemas de matéria em equilíbrio termodinâmico) para descrever sistemas novos. Neste trabalho foi reproduzido o artigo [1] onde foi investigada o comportamento crítico de um sistema com MIPS e se viu que este tipo de sistema pertence à classe de universalidade de sistemas em equilíbrio como o modelo de Ising para spin. Para tal, foi utilizada três abordagens diferentes: um modelo hidrodinâmico, uma descrição baseada em teoria de campos e a simulação de um modelo de rede hexagonal.

Modelo

O sistema geral que estamos interessados em descrever é constituído de um conjunto de partículas em um meio com friccção, i.e, em um sistema sem conservação de momentum e com interações que não permitem a ocupação simultânea de duas partículas em um mesmo sítio (FIG. 1).

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FIGURA 1: Imagem retirada de [1]. Em (a) vemos a difusão devido à rotação da direção de movimento preferencial da partícula, em (b) temos o "movimento balístico" (seta verde) e a difusão devido à translação da partícula (setas azuis) e, em (c), vemos a interação entre partículas em sítios vizinhos, impedindo a ocupação simultânea do mesmo sítio por duas partículas.

Uma forma de modelar este sistema é considerá-lo um fluido ativo polar e compressível sem interações de alinhamento entre partículas, de forma que não se espera observar movimentos coletivos. Tal sistema é descrito de forma contínua pela chamada equação de Toner-Tu.

De um ponto de vista microscópico, podemos usar uma formulação discreta baseada na teoria de campos. Neste caso, consideramos uma rede hexagonal bidimensional, com o numero de ocupação de cada sítio da rede restringido por uma constante M (futuramente diremos que M=1, de forma que apenas uma partícula pode ocupar cada sítio).

Modelo no Continuo

As equações de Tuner-Tu são dadas por [1]

tρ+𝐠=0,(1a)

t𝐠=ζρκ𝐠+μ2𝐠+𝐟.(1b)

Onde ρ é o campo de densidade de massa e 𝐠 é o campo de densidade de momentum. A equação (1a) diz respeito à conservação de massa do sistema como um todo. A equação (1b) se assemelha muito à equação de Navier-Stokes, assim podemos ver que o primeiro termo da equação caracteriza a compressibilidade do fluido, o segundo termo representa uma difusão do campo de momentum (o sinal negativo indica que o campo de momentum diminui com o passar do tempo), o terceiro termo representa a viscosidade do fluido e 𝐟 é um ruído Gaussiano com estatísticas espaço-temporais dadas por

𝐟(t,𝐫)=0, 𝐟(t,𝐫)𝐟(t,𝐫)=2Dδ(tt)δ(𝐫𝐫),

onde D é a intensidade do ruído.

Modelo no Discreto

Como já foi dito antes, no modelo discreto é utilizado uma rede bidimensional hexagonal com número de ocupação máximo M para cada sítio da rede. Os agentes são divididos em seis tipos distintos de partículas ativas, cada uma se move em uma direção θi (as diagonais do hexágono) e somente vai saltar para o sítio adjacente ao longo desta direção, com uma taxa que depende da ocupação do sítio em questão. Além disso, é possível que uma partícula se transforme em outra, com uma taxa σ, correspondendo assim a um ruído rotacional de cada partícula. Utilizando a notação utilizada em [1], temos que a rede hexagonal é caracterizado pelo conjunto de vetores 𝐑 e a orientação ou tipo da partícula ativa pelo índice i. Desta forma o número de partículas do tipo i ocupando o sítio 𝐑 da rede é denotado por A𝐑θi. Com o formalismo desenvolvido em [2], temos que a teoria de campos nos fornece para o modelo uma ação dada por

S=dt𝐑{i[A^𝐑θitA𝐑θi(2a)

γ(MN𝐑+𝐞θi)A𝐑θi(eA^𝐑+𝐞θiθiA𝐑θi1)

Implementação

Nessa secção serão colocados alguns detalhes da implementação da rede, das medidas e da dinâmica de Monte Carlo.

Algoritmo

A dinâmica de Monte Carlo foi implementada de forma que a cada MCS, N partículas do sistema são selecionadas aleatoriamente:

- Primeiramente a partícula decide se vai mudar seu sentido(θ) sorteando um valor d através de uma distribuição gaussiana centrada em 0, com variância igula a intencidade do ruído σ;

- A nova direção é dada por ;

- Depois disso a partícula tem probabilidade 24/30 de andar para o sitio vizinho naquela direção(se ele estiver vazio);

- Caso a partícula não decida andar naquela direção, ela se desloca na direção de outro sitio vizinho(se ele estiver vazio) sorteado aleatoriamente(emulando o comportamento difusivo).

Redes Hexagonais

Em modelos do tipo LGCA(Lattice Gas Celular Automata) o tipo de rede, bem como as topologias usadas, podem ser determinantes para as medidas e caracterizações do estado macroscópico. A simetria hexagonal se mostra uma boa alternativa para aumentar os graus de liberdade de uma partícula numa rede, quando comparada com a simetria quadrada. Na geometria hexagonal, assim como na quadrada, todos os sítios vizinhos possuem uma mesma distancia entre si só que com 6 graus de liberdade ao invés de quatro.

Existem duas topologias possíveis em uma rede hexagonal: "zigzag" e "armchair"[3], e a diferença das duas está principalmente na implementação das condições de contorno periódicas. No caso da topologia em "zigzag"(Fig1.a), o espaço é representado em um paralelogramo, e existem 4 sentidos em que cruzando uma parede a partícula fecha sua trajetória sem ter que cruzar nova mente outra parede do sistema. Na topologia "armchair"(Fig1.b) por outro lado só existem 2 sentidos em que isso acontece.

Sub-Box Sampling Method

O método das subcaixas consiste em dividir o sistema em uma certa quantidade de subsistemas de interesse, permitindo observar a flutuação de densidades apenas nessas regiões.

Nesse trabalho o sistema foi dividido em 4 caixas de tamanho L×L: 2 centradas no centro de massa horizontal do sistema e duas centradas na região horizontal "mais rarefeita", que consequentemente esta a uma distancia de 3L do centro de massa.

Quando os parâmetros permitem que haja separação de fase, duas subcaixas ficam posicionadas exatamente sobre o centro da fase liquida e a mesma coisa para a fase gasosa, permitindo uma medição mais precisa das flutuações de densidade sem considerar as regiões de fronteira.

Porém, essas flutuações se tornam especialmente relevantes no ponto crítico, onde o uso de subcaixas se torna especialmente importante na extração medidas para classificar a transição de fase do modelo em analise.

Medida 1

Explicar a medida 1

Medida 2

Explicar a medida 2

Resultados

Mostrar e explicar os Resultados

Referência

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 https://arxiv.org/pdf/1810.06112.pdf Benjamin Partridge, Chiu Fan Lee, "CRITICAL MOTILITY-INDUCED PHASE SEPARATION BELONGS TO THE ISING UNIVERSALITY CLASS"
  2. Disponível em: https://arxiv.org/pdf/0709.1325.pdf Alexandre Lefèvre, Giulio Biroli, "DYNAMICS OF INTERACTING PARTICLE SYSTEMS: STOCHASTIC PROCESS AND FIELD THEORY"
  3. HATZIKIROU, Haralambos et al. Extracting cellular automaton rules from physical Langevin equation models for single and collective cell migration. Journal of Mathematical Biology, [s. l.], 2017.