Probabilidade básica: mudanças entre as edições

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Agora a probabilidade é <math display="inline">\frac{9}{25}=0.36</math>. Que é o mesmo resultado se fazemos <math display="inline">P=\mu_{\alpha}+e_{\alpha}-\mu_{\alpha}e_{\alpha}=0.36</math>
Agora a probabilidade é <math display="inline">\frac{9}{25}=0.36</math>. Que é o mesmo resultado se fazemos <math display="inline">P=\mu_{\alpha}+e_{\alpha}-\mu_{\alpha}e_{\alpha}=0.36</math>


====== Principais materiais utilizados: ======
====== Principais materiais utilizados ======


# [https://www.ime.unicamp.br/~hlachos/probabilidade.pdf Introdução à Teoria das Probabilidades] (Victor Hugo Lachos Davila, UNICAMP)
# [https://www.ime.unicamp.br/~hlachos/probabilidade.pdf Introdução à Teoria das Probabilidades] (Victor Hugo Lachos Davila, UNICAMP)

Edição das 18h43min de 12 de abril de 2021

Conceitos importantes:

  • Experimento aleatório: experiência cujo resultado não é conhecido com certeza;

  • Espaço amostral (Ω): conjunto formado por todos os possíveis resultados um experimento aleatório;

  • Eventos: subconjuntos do espaço amostral;

  • Espaço equiprovável: espaço em que todos os pontos amostrais tem a mesma chance de ocorrer;

  • Probabilidade de ocorrer um evento:

    • Definição clássica (a priori):

    P(A)=N(A)N(Ω)=número de resultados do evento Anúmero de resultados exclusivos e igualmente possíveis

    • Definição frequentista (a posteriori):

    P(A)=rn=r vezes ocorreu o evento Aexperimento executado n vezes

    • Definição axiomática:

      • 0P(A)1,AΩ

      • P(Ω)=1

      • Se A1,,An são eventos mutuamente exclusivos, então: P(i=1nA)=i=1nP(A)

  • Eventos exclusivos: AB=:

    • Eventos complementares: AB= e AB=Ω

  • União dos eventos (A ou B):

P(AB)=P(A)+P(B)P(AB)

  • Probabilidade condicional (probabilidade de ocorrer A, se ocorrer B):

P(A|B)=P(AB)P(B)Para eventos independentes:

P(A|B)=P(A)

Então para eventos independentes temos que a probabilidade de ocorrer o evento A e B é:

P(AB)=P(A)P(B)

Mas para um caso mais geral: P(AB)=P(A|B)P(B)

Ou seja a probabilidade de ocorrer os dois é a probabilidade de ocorrer o evento B (P(B)) multiplicado pela probabilidade de ocorrer o evento A se ocorrer o evento B P(A|B), ou o contrário. Como exemplo vamos analisar duas formas de encarar a probabilidade de uma presa morrer, para isso vamos definir algumas coisas:

  • Os animais podem ser extintos por predação μα e outros fatores naturais eα (falta de alimento, idade, etc);
  • Os parâmetros são definidos em eα=μα=0.2 ;
  • Será utilizada a interpretação à priori:
    • Ωe={e,s0,s1,s2,s3}, no evento e a presa é extinta por outros fatores naturais e sj sobrevive.
    • Ωμ={e,s0,s1,s2,s3}, onde e a presa é predada e sj sobrevive.

O primeiro caso é computando a probabilidade total da presa ser extinta como P=μα+eα=0.4. Ou seja é como se cada presa tem 40% de chance no total de ser extinta, onde desses 40%, 20% é devido a predação e 20% por outros fatores naturais. A probabilidade então de ser extinta, considerando que é dada pela união dos conjuntos que dizem respeito a ser predada A e ser extinta por fatores naturais B é:

P(AB)=P(A)+P(B)

Temos P(AB)=0. Então se ocorreu B, não pode ocorrer A, P(A|B)=0, ou vice-versa, são eventos mutuamente exclusivos. Ou seja, as combinações possíveis onde não ocorre extinção é:

Ωss={s0s1s0s2s0s3s1s0s1s2s1s3s2s0s2s1s2s3s3s0s3s1s3s2}

Lembrando não podemos repetir os eventos, nem de extinção, nem de sobrevivência. Se retirarmos a extinção no primeiro evento não podemos retirar no segundo, por exemplo Ωes={es0,es1,es2,es3} ou , Ωse={s0e,s1e,s2e,s3e}, então o espaço amostral total é:

Ω=ΩssΩesΩse={es0es1es2es3s0es0s1s0s2s0s3s1es1s0s1s2s1s3s2es2s0s2s1s2s3s3es3s0s3s1s3s2}

A probabilidade de ocorrer extinção é 820=0.4. Outra forma de computar a probabilidade total de uma presa ser extinta, é tratar a probabilidade de ser extinta por causas naturais (eα), e a probabilidade de ser predada a cada encontro com predador (μα) como eventos independentes. Portanto a probabilidade total da presa ser extinta neste cenário é P(AB)=P(A)+P(B)P(A)P(B). Isto é:

Ω=ΩeΩe={eees0es1es2es3s0es0s0s0s1s0s2s0s3s1es1s0s1s1s1s2s1s3s2es2s0s2s1s2s2s2s3s3es3s0s3s1s3s2s3s3}

Agora a probabilidade é 925=0.36. Que é o mesmo resultado se fazemos P=μα+eαμαeα=0.36

Principais materiais utilizados
  1. Introdução à Teoria das Probabilidades (Victor Hugo Lachos Davila, UNICAMP)