Simulação do Modelo de Lotka-Volterra: mudanças entre as edições
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A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo <math> \rho_x(t) </math> a densidade global de presas e <math> \rho_y(t)</math> a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é <math> \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle </math>. | A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo <math> \rho_x(t) </math> a densidade global de presas e <math> \rho_y(t)</math> a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é <math> \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle </math>. | ||
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Para analisar a correlação foram realizados uma simulação em uma grid de tamanho L=100 em 2500 passos. | |||
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Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio. | |||
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Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma: | |||
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Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado. | |||
=Código= | |||
O código usado para fazer estas simulações se encontra em: | |||
=Referencias= | |||
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009. | |||
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010. | |||
Edição das 23h14min de 30 de maio de 2026
Introdução
O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como
onde e denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e , , e são constantes positivas.
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:
- : taxa de crescimento livre da presa;
- : taxa de predação;
- : taxa de mortalidade livre do predador;
- : taxa de crescimento do predador devido à predação;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.
Método de Monte Carlo
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores. Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:
a = b = 0.45 c = 0.1 f = 0.3
Correlação de densidades
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo a densidade global de presas e a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é .
A correlação temporal estatística entre as espécies e onde em um tempo então será:
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação em uma grid de tamanho L=100 em 2500 passos.

Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.
Evolução temporal das Densidades
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:

Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.
Código
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:
Referencias
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.


