Modelo Blume-Capel para partículas de spin 1: mudanças entre as edições

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com <math>\beta=\frac{1}{k_b T}</math>. Considerando que a soma de todas as probabilidades é 1, deves-se dividir <math>e^{-\beta E}</math> pela soma de <math>e^{-\beta E_n(\lambda)}</math> para todos os estados <math>\lambda</math> ao qual o sistema pode ser encontrado.
com <math>\beta=\frac{1}{k_b T}</math>. Considerando que a soma de todas as probabilidades é 1, deves-se dividir <math>e^{-\beta E}</math> pela soma de <math>e^{-\beta E_n(\lambda)}</math> para todos os estados <math>\lambda</math> ao qual o sistema pode ser encontrado.
Importante ressaltar que soma é sobre <math>\lambda</math> e não sobre todas as energias, pois muitos estados podem gerar a mesma energia, então não é feita uma soma simples por todo o sistema.


Assim, o resultado é:
Assim, o resultado é:


<math>
<math>
P(\lambda)=\frac{e^{-\beta E(\lambda)}}{\sum_\lambda' e^{-\beta E(\lambda')}}
P(\lambda)=\frac{e^{-\beta E(\lambda)}}{\sum_{\lambda_n} e^{-\beta E(\lambda_n)}}
</math>
</math>



Edição das 03h06min de 30 de maio de 2026

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Teoria

Modelo de Ising

Considere um grupo de partículas com spin 1/2 que interagem com seus vizinhos mais próximos. Pode-se calcular a energia do sistema através do Hamiltoniano [CITATION]

=J<i,j>σiσj

Com σi representando o valor do spin da partícula i, podendo ser ±1/2. O somatório representa a energia potencial das partículas vizinhas, onde J representa o comportamento e a propensão ao alinhamento do sistema, podendo ser qualquer número real, no qual valores positivos de J diminuindo a energia quando os spins estão alinhados e, valores negativos a aumentando. Assim, quanto mais longe de 0 $J</math> estiver, mais o sistema tende a um extremo.

Consideremos agora a aplicação de um campo magnético H externo, paralelo a direção do spin. Esse campo irá adicionar uma energia ao sistema que será

Mag=Hn=1Nσn

O termo negativo da equação surge pois a energia total do sistema será menor quando os spins estiverem alinhados com campo, com o mínimo de energia sendo HN, onde todas as N partículas estão com o spin alinhado.

Assim, a energia total do sistema será[CITATION]:

=J<i,j>σiσjHn=1Nσn

Agora, consideremos o ensamble canônico, isso é, o conjunto de todos os estados λ que o sistema pode estar. Se a energia do sistema for medida com todas as partículas dentro dele estiverem dispostas aleatoriamente, a probabilidade de encontrar o sistema na energia E é: [CITATION]

P(λ)eβE(λ)

com β=1kbT. Considerando que a soma de todas as probabilidades é 1, deves-se dividir eβE pela soma de eβEn(λ) para todos os estados λ ao qual o sistema pode ser encontrado.

Assim, o resultado é:

P(λ)=eβE(λ)λneβE(λn)

Outra coisa importante ainda do modelo de Ising é a magnetização, que representa o quâo ordenado o sistema é à partir do valor médio de todos os spins:

M=1Nn=1Nσn

Modelo de Blume-Capel

Ennergia do sistema

Esse modelo é uma extensão do modelo de Ising onde, ao invés de se trabalhar com partículas de spin 1/2 onde σi{12,12}, trabalha-se com partículas de spin 1 com σi{1,0,1}.

Essa mudança de um para três estados não muda de forma significativa o que foi visto anteriormente, mas adiciona um terceiro termo no hamiltoniano . Como aqui partículas podem ter spin nulo, define-se uma nova medida que está relacionada a quantidade de spins diferentes de zero, o mmomento de quadripolo magnético[CITATION], definido como:

Q=n=1Nσn2

Esse momento também é adicionado a energia, pois sair do estado σ=0 adiciona energia aos sistema, isso faz com que o hamiltoniano completo seja:

=J<i,j>σiσjHn=1Nσn+Dm=1Nσm2

No modelo de Blume-Capel, o quadrado do momento de quadripolo pode ser substituido por um símples módulo, já que os spins serão -1,0 ou 1.


Ponto tri-crítico

O ponto mais interessante do modelo Blume-Capel é o ponto tri-crítico.

Analisa-se o sitema para um dado valor de J e considerando o sistema sem a presença de um campo magnético, de forma que a energia total seja:

=J<i,j>σiσj+Dm=1Nσm2

Analisando esse sistema simplificado, considerando tempos muito grandes e dividindo tudo por J, o sistema tenderá a três possíveis estados de energia mínima:

  • D/J>>0: Aqui, o spin de cada partícula tem um peso grande sobre a energia total, o sistema tenderá a um estado onde grande parte dos spins são 0, logo, M e Q são próximos de 0.
  • T/J>>0 e D/J coerente: Aqui, analisando-se P(λ), como βT1, beta é approximadamente 0 e a probabilidade de se encontrar o sistema em dada configuração é a mesma para todas as configurações. Nesse caso, é mais provável que o sistema esteja com M0 e Q>0 com as partículas com spins aleatórios.
  • T/J e D/J coerentes: Aqui, analisando novamente P(λ), estados onde a energia do sistema seja menor que zero serão favorecidos, pois estados positivos terão uma probabilidade menor que 1 (e/T<1) e estados de energia menor que zero terão uma probabilidade maior (e||/T>1), isso fará com que os spins tendam a se alinhar e M e Q serão próximos de 1


Considerando que exitem 3 regiões e se é possível mudar de uma para a outra, existe um ponto de interseção dos três estados. Esse ponto é chamado de ponto tri-crítico. Os valores de T e D desse ponto ainda não possuem um valor exato, mas aproximações numéricas estipuilam que eles devem ser T0.610±0.005 e D1.965±0.001 [CITATION]


Método Monte-Carlo

Tendo definido todas as informações do modelo, pode-se agora

https://journals.aps.org/prb/abstract/10.1103/PhysRevB.33.1717

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