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Asorander (discussão | contribs)
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Assim, chegamos em uma equação discretizada:
Assim, chegamos em uma equação discretizada:


<math>\frac{u(i,n+1)-2u(i,n)+u(i,n-1)}{(\Delta t)^2} = v^2 \frac{u(i+1,n)-2u(i,n)+u(i-1,n)}{(\Delta x)^2}</math>.  
<math>\frac{u_i^{n+1}-2u_i^n+u_i^{n-1}}{(\Delta t)^2} = v^2 \frac{u_{i+1}^n-2u_i^n+u_{i-1}^n}{(\Delta x)^2}</math>.  


Sabendo que essa discretização da equação da onda pode ser verificada como sendo o método Leapfrog (ver seção do método de Leapfrog), podemos resolver a equação para <math>u_i^{n+1}</math> para sabermos o deslocamento de uma partição da corda no momento de tempo seguinte, assim obtendo
Sabendo que essa discretização da equação da onda pode ser verificada como sendo o método Leapfrog (ver seção do método de Leapfrog), podemos resolver a equação para <math>u_i^{n+1}</math> para sabermos o deslocamento de uma partição da corda no momento de tempo seguinte, assim obtendo

Edição das 01h36min de 25 de outubro de 2017

Introdução

Equações diferenciais parciais (EDP's) hiperbólicas geralmente podem ser formuladas a partir de teoremas de conservação. Um exemplo é a equação do tipo:

Ut+F(U)=S(U),

onde U é o vetor de densidades da quantidade conservada, i.e., U=(U1,...,Un), F é o fluxo de densidade e S é um termo genérico representando fontes ou sumidouros.

Uma classe especial de equações hiperbólicas são as chamadas equações de adveção, na qual a derivada temporal da quantidade conservada U(x,t) é proporcional à sua derivada espacial. Nesses casos, F(U) é diagonal e dada por:

F(U)=vIU,

onde I é a matriz identidade.

Considerando apenas uma dimensão e com Uu, temos a equação de adveção:

ut+vux=0,

onde v é a velocidade de propagação do pulso gerado. A equação admite uma solução analítica da forma u=f(xvt), representando uma onda se movendo na direção x.

A equação da onda em uma dimensão é uma EDP hiperbólica de segunda ordem dada por

2ut2=v22ux2.

E admite duas soluções, representadas por pulsos, f(x+vt) e f(xvt).

Assumindo que vv(x) na equação da onda, nos restringimos a problemas lineares. Além disso, se escrevermos

k=vux, s=ut,

então a equação da onda pode ser escrita como um sistema de três equações diferenciais de primeira ordem:

{kt=vsxst=vkxut=s

Em notação vetorial, o sistema acima pode ser reescrito na forma conservativa como: Ut+F(U)x=0,

onde U=(ks),eF(U)=(0vv0)

O Problema Físico

O Modelo de Corda Ideal

Para uma primeira abordagem da equação da onda, podemos primeiro dividir o comprimento L da corda em K intervalos de comprimentos iguais, dessa forma Δx=LK. Cada intervalo é discretizado, representado por xi, i=0,1,...,K. Também podemos dividir o tempo em intervalos iguais Δt e denotá-los como tn, n=0,1....

Tendo feita a discretização das variáveis, podemos aproximar a equação da onda por diferenciação finita, utilizando derivadas centradas da seguinte forma:

2ut2=Uin+12Uin+Uin1Δt2

2ux2=Ui+1n2Uin+Ui1nΔx2

Assim, chegamos em uma equação discretizada:

uin+12uin+uin1(Δt)2=v2ui+1n2uin+ui1n(Δx)2.

Sabendo que essa discretização da equação da onda pode ser verificada como sendo o método Leapfrog (ver seção do método de Leapfrog), podemos resolver a equação para uin+1 para sabermos o deslocamento de uma partição da corda no momento de tempo seguinte, assim obtendo

uin+1=2(1r2)uin+r2[ui+1n+ui1n]uin1,

onde r=vΔtΔx.

Um Quadro Mais Realístico - O Modelo de Corda Rígida

Para nos aproximarmos de um modelo mais real, podemos adicionar um termo à equação original da onda que corresponde ao efeito de fricção em uma corda. De acordo com [1], a equação da onda mais geral com efeito de fricção pode ser escrita como

2yt2=v2(2yx2ϵL24yx4),

onde v é a velocidade transversal de propagação do pulso na corda, dada pela relação v=Tρ (sendo T a tensão na corda e ρ a densidade linear da mesma), ϵ é um parâmetro adimensional de fricção que representa a rigidez da corda e L o comprimento da corda.

O parâmetro ϵ é dado por

,

onde κ é o raio da corda, E é o Módulo de Young e S a área da secção da corda.

Ao discretizarmos a equação da onda em uma corda com fricção e a resolvendo para uin+1 obtemos:

uin+1=[22r26ϵr2K2]uinuin1+r2[1+4ϵK2][ui+1n+ui1n]ϵr2K2[ui+2n+ui2n].

O fato de essa discretização depender do deslocamento da corda em posições i2 e i+2 implica em precisarmos simular "pontos fantasmas" quando integramos os extremos das cordas. Para fazermos isso, podemos ou utilizar a aproximação u1n=u+1n ou podemos considerar esses "pontos fantasmas" como pontos presos e, portanto, sempre iguais a zero.

Os Métodos Utilizados

Foi realizada uma abordagem ao problema da corda real a partir de três métodos diferentes de integração numérica. Os três são métodos para fins de resolução de equações diferenciais parciais da forma apresentada anteriormente.

O método mais básico é chamado de FTCS (Forward-Time-Centered-Space) e consiste em duas expansões de Taylor ao redor do ponto xj:

u(xj+Δx,tn)=u(xj,tn)+ux(xj,tn)Δx+122ux2(xj,tn)Δx2+𝒪(Δx3),

u(xjΔx,tn)=u(xj,tn)ux(xj,tn)Δx+122ux2(xj,tn)Δx2+𝒪(Δx3).

Subtraindo as duas expressões, encontramos a expressão

ux|jn=uj+1nuj1n2Δx+𝒪(Δx2),

A qual podemos substituir na equação da onda, juntamente com a discretização da derivada parcial temporal. Temos então que, para um sistema linear de equações hiperbólicas:

Ujn+1=UjnΔt2Δx[Fj+1nFj1n]+𝒪(Δt2,Δx2Δt)

Visto que essa última notação é mais genérica, ela será utilizada para a explicação dos métodos posteriores.

O Método de Lax-Friedrichs

O método de Lax-Friedrichs consiste em substituir o termo Ujn com sua respectiva média espacial, i.e., ujn=(uj+1n+uj1n)/2. Logo, temos a seguinte equação de recorrência:

Ujn+1=12(Uj+1n+Uj1n)Δt2Δx[Fj+1nFj1n]+𝒪(Δx2)

O Método de Leapfrog

Podemos adaptar o método de Leapfrog para esse sistema de equações ao fazermos

ki+12nvux|i+12n=vui+1nuinΔx+𝒪(Δx)(1)

sin+12ut|in+12=uin+1uinΔt+𝒪(Δt)(2)

Com a representação Leapfrog das equações do sistema de três equações, temos:

ki+12n+1=ki+12n+r(si+1n+12sin+12)+𝒪(Δx2)(3)


sin+12=sin12+r(ki+12nki12n)+𝒪(Δx2)(4)

Com essas duas equações, podemos fazer uma integração utilizando o método de Euler para obter ujn+1, ou seja, o deslocamento de um determinado ponto no próximo instante de tempo:

uin+1=uin+Δt2sin+12+𝒪(Δx2). Contudo, podemos fazer uma simples substituição das equações (1) e (2) nas equações (3) e (4) e, assim, obtemos que a representação de Leapfrog da equação da onda é dada pela discretização de segunda ordem da própria equação da onda, com 𝒪(Δt2,Δx2). Isso nos dá uma solução de "um passo", onde só precisamos efetuar o cálculo da equação discretizada.

O Método de Lax-Wendroff

O método de Lax-Wendroff é a extensão do método de Lax-Friedrichs de segunda ordem. Calculamos o vetor U a partir de um passo médio de Lax-Friedrichs:

Uj+12n+12=12[Uj+1n+Ujn]Δt2Δx[Fj+1nFjn]+𝒪(Δx2),

Uj12n+12=12[Ujn+Uj1n]Δt2Δx[FjnFj1n]+𝒪(Δx2),

E encontramos os fluxos Fj±12n+12 a partir dos valores de Uj±12n+12.

Logo, com um meio passo de Leapfrog, temos a expressão final do método:

Ujn+1=UjnΔtΔx[Fj+12n+12Fj12n+12]+𝒪(Δx2)

Análise e Discussão dos Resultados

Análise de Erro e Estabilidade dos Métodos

Conclusões (?)

vsf caetano vsf doria

Referências Bibliográficas