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| Linha 47: |
Linha 47: |
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| A Forma Contínua e discretização da equação de Klein-Gordon contínua é: <math> \frac{\partial^2 \psi}{\partial t^2} = c^2 \frac{\partial^2 \psi}{\partial x^2} - \frac{m^2 c^4}{\hbar^2} \psi. </math>
| | 1. Forma geral da equação discretizada |
| | A equação discretizada é dada por: |
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| A forma discreta, usando diferenças finitas centralizadas no tempo e no espaço, é: <math> \psi_i^{n+1} = 2 \psi_i^n - \psi_i^{n-1} + \frac{c^2 \Delta t^2}{\Delta x^2} (\psi_{i+1}^n - 2 \psi_i^n + \psi_{i-1}^n) - \frac{m^2 c^4 \Delta t^2}{\hbar^2} \psi_i^n. </math> Aqui, definimos os coeficientes: <math> \alpha = \frac{c \Delta t}{\Delta x}, \quad \beta = \frac{m c^2 \Delta t}{\hbar}. </math>
| | <math> \psi_i^{n+1} = 2\psi_i^n - \psi_i^{n-1} + \frac{c^2 \Delta t^2}{\Delta x^2} (\psi_{i+1}^n - 2\psi_i^n + \psi_{i-1}^n) - \frac{m^2 c^4 \Delta t^2}{\hbar^2} \psi_i^n. </math> |
| | Definimos: |
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| Suposição de Solução Harmônica: Substituímos uma solução da forma: <math> \psi_i^n = G^n e^{i k x_i}, </math> onde:
| | <math> s = \frac{c \Delta t}{\Delta x}, </math> |
| | para simplificar a notação, e escrevemos: |
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| na equação: <math> G^{n+1} e^{i k x_i} = 2 G^n e^{i k x_i} - G^{n-1} e^{i k x_i} + \alpha^2 G^n \left(e^{i k x_{i+1}} - 2 e^{i k x_i} + e^{i k x_{i-1}}\right) - \beta^2 G^n e^{i k x_i}. </math>
| | <math> \psi_i^{n+1} = 2\psi_i^n - \psi_i^{n-1} + s^2 (\psi_{i+1}^n - 2\psi_i^n + \psi_{i-1}^n) - \frac{m^2 c^4 \Delta t^2}{\hbar^2} \psi_i^n. </math> |
| | 2. Suposição de solução harmônica |
| | Suponha que a solução seja uma onda harmônica no espaço e no tempo: |
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| Simplificação:
| | <math> \psi_i^n = A e^{i(kx_i - \omega t_n)}, </math> |
| | onde: |
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| Como <math> e^{i k x_{i+1}} = e^{i k x_i} e^{i k \Delta x} </math> e <math> e^{i k x_{i-1}} = e^{i k x_i} e^{-i k \Delta x} </math>, o termo centralizado se torna: <math> e^{i k x_{i+1}} - 2 e^{i k x_i} + e^{i k x_{i-1}} = e^{i k x_i} \left(e^{i k \Delta x} - 2 + e^{-i k \Delta x}\right). </math>
| | <math>A</math> é a amplitude, |
| Usando <math> e^{i k \Delta x} + e^{-i k \Delta x} = 2 \cos(k \Delta x) </math>, temos: <math> e^{i k x_{i+1}} - 2 e^{i k x_i} + e^{i k x_{i-1}} = e^{i k x_i} \left(-2 + 2 \cos(k \Delta x)\right). </math>
| | <math>k</math> é o número de onda, |
| Substituímos isso na equação e cancelamos o fator <math> e^{i k x_i} </math>, que nunca é zero: <math> G^{n+1} = 2 G^n - G^{n-1} - \alpha^2 (2 - 2 \cos(k \Delta x)) G^n - \beta^2 G^n. </math>
| | <math>\omega</math> é a frequência angular discreta, |
| | <math>x_i = i \Delta x</math> e <math>t_n = n \Delta t</math> são os pontos espaciais e temporais. |
| | No esquema discreto: |
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| Simplificando mais, obtemos: <math> G^{n+1} = (2 - \alpha^2 (2 - 2 \cos(k \Delta x)) - \beta^2) G^n - G^{n-1}. </math>
| | <math> \psi_i^n = A e^{i(k i \Delta x - \omega n \Delta t)}. </math> |
| | Substituímos nas expressões de <math>\psi_i^{n+1}</math>, <math>\psi_i^n</math>, <math>\psi_i^{n-1}</math>, <math>\psi_{i+1}^n</math>, e <math>\psi_{i-1}^n</math>: |
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| Equação Característica: obtemos uma equação quadrática para <math> G </math>: <math> G^2 - G \left(2 - \alpha^2 (2 - 2 \cos(k \Delta x)) - \beta^2 \right) + 1 = 0. </math>
| | <math> \psi_i^{n+1} = A e^{i(k i \Delta x - \omega (n+1) \Delta t)} = \psi_i^n e^{-i \omega \Delta t}. </math> |
| | De forma semelhante: |
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| Condição de Estabilidade: Para estabilidade, as raízes de <math> G </math> devem satisfazer <math> |G| \leq 1 </math>. Isso leva ao critério: <math> \alpha \leq 1, \quad \text{ou seja,} \quad \frac{c \Delta t}{\Delta x} \leq 1. </math>
| | <math> \psi_i^{n-1} = \psi_i^n e^{i \omega \Delta t}, \quad \psi_{i+1}^n = \psi_i^n e^{i k \Delta x}, \quad \psi_{i-1}^n = \psi_i^n e^{-i k \Delta x}. </math> |
| | 3. Substituição na equação discretizada |
| | Substituímos essas expressões na equação: |
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| Conclusão Matemática:
| | <math> \psi_i^n e^{-i \omega \Delta t} = 2\psi_i^n - \psi_i^n e^{i \omega \Delta t} + s^2 \left(\psi_i^n e^{i k \Delta x} - 2\psi_i^n + \psi_i^n e^{-i k \Delta x}\right) - \frac{m^2 c^4 \Delta t^2}{\hbar^2} \psi_i^n. </math> |
| A condição <math> \alpha \leq 1 </math> garante que os termos oscilatórios na solução não crescem exponencialmente. Essa análise também mostra que:
| | Dividimos tudo por <math>\psi_i^n</math>: |
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| Quanto menor o passo de tempo <math> \Delta t </math>, mais precisa e estável é a solução.
| | <math> e^{-i \omega \Delta t} = 2 - e^{i \omega \Delta t} + s^2 \left(e^{i k \Delta x} - 2 + e^{-i k \Delta x}\right) - \frac{m^2 c^4 \Delta t^2}{\hbar^2}. </math> |
| A relação entre os passos de tempo e espaço é crucial: aumentar muito <math> \Delta t </math> sem ajustar <math> \Delta x </math> pode levar à instabilidade.
| | 4. Simplificação com identidades trigonométricas |
| | Para simplificar, usamos: |
| | |
| | <math> e^{i k \Delta x} + e^{-i k \Delta x} = 2 \cos(k \Delta x), </math> |
| | e |
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| | <math> e^{-i \omega \Delta t} + e^{i \omega \Delta t} = 2 \cos(\omega \Delta t). </math> |
| | Substituímos e reorganizamos: |
| | |
| | <math> \cos(\omega \Delta t) = 1 - s^2 (1 - \cos(k \Delta x)) - \frac{m^2 c^4 \Delta t^2}{2 \hbar^2}. </math> |
| | 5. Condição de estabilidade |
| | Para que a solução seja estável, o módulo de <math>\cos(\omega \Delta t)</math> deve ser no máximo 1 (<math>|\cos(\omega \Delta t)| \leq 1</math>). Isso impõe a seguinte condição no termo <math>s^2</math>: |
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| | <math> s^2 = \frac{c^2 \Delta t^2}{\Delta x^2} \leq 1. </math> |
| | Ou seja: |
| | |
| | <math> \frac{c \Delta t}{\Delta x} \leq 1. </math> |
| | 6. Interpretação |
| | <math>s = \frac{c \Delta t}{\Delta x}</math> representa a relação entre os passos no tempo (<math>\Delta t</math>) e no espaço (<math>\Delta x</math>). |
| | Se <math>s > 1</math>, a onda "se propaga rápido demais" em relação à resolução do espaço-tempo, o que pode causar instabilidade. |
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| == C.C e C.I == | | == C.C e C.I == |
INTRODUÇÃO
A equação de Klein-Gordon é uma das equações fundamentais na teoria quântica relativística. Ela descreve partículas escalares (partículas sem spin, como os mésons, em seu modelo básico) e é uma extensão relativística da equação de Schrödinger, incorporando a relação de energia relativística de Einstein
. A equação é nomeada em homenagem a Oskar Klein e Walter Gordon, que a formularam independentemente. De maneira geral, a equação pode ser escrita como:
onde
é chamado operador de d'Alambert.
Abrindo a equação, é obtido:
(em uma dimensão)
MÉTODO DAS DIFERENÇAS FINITAS
O método das diferenças finitas é uma técnica numérica amplamente utilizada para resolver EDPs. Ele envolve a discretização das variáveis contínuas (geralmente no tempo ou no espaço), transformando as equações diferenciais em sistemas algébricos que podem ser resolvidos numericamente. Os primeiros passos para utilizar o método é fazer a discretização no tempo e no espaço. Para uma equação no tempo você discretiza o tempo em intervalos
criando uma sequência de pontos
. Para uma equação no espaço você discretiza o espaço em intervalos
criando uma sequência de pontos
.
Depois de discretizar o espaço e o tempo, as derivadas contínuas são aproximadas por diferenças finitas. Isso envolve substituir as derivadas por aproximações baseadas nos valores de uma função nos pontos discretos:
e
para o tempo.
para o espaço.
Na equação de Klein-Gordon, escrevemos desta o método das diferenças finitas:
ou seja:
isso nos leva a equação final:
chamarei
e
portanto,
ou, mais usualmente:
CRITÉRIO DE ESTABILIDADE
1. Forma geral da equação discretizada
A equação discretizada é dada por:
Definimos:
para simplificar a notação, e escrevemos:
2. Suposição de solução harmônica
Suponha que a solução seja uma onda harmônica no espaço e no tempo:
onde:
é a amplitude,
é o número de onda,
é a frequência angular discreta,
e
são os pontos espaciais e temporais.
No esquema discreto:
Substituímos nas expressões de
,
,
,
, e
:
De forma semelhante:
3. Substituição na equação discretizada
Substituímos essas expressões na equação:
Dividimos tudo por
:
4. Simplificação com identidades trigonométricas
Para simplificar, usamos:
e
Substituímos e reorganizamos:
5. Condição de estabilidade
Para que a solução seja estável, o módulo de
deve ser no máximo 1 (
). Isso impõe a seguinte condição no termo
:
Ou seja:
6. Interpretação
representa a relação entre os passos no tempo (
) e no espaço (
).
Se
, a onda "se propaga rápido demais" em relação à resolução do espaço-tempo, o que pode causar instabilidade.
C.C e C.I
Condições iniciais e condições de contorno são fundamentais para a resolução da equação, já que elas ditam o comportamento da função oa longo do tempo e ao longo do espaço, para plotar a evolução temporal, utilizarei as seguintes condições iniciais e de contorno:
que define um pulso gaussiano como condição inicial.
e
que define que, no instante de tempo t=0, a função não possui velocidade inicial, o que implica que o pulso está parado inicialmente e sua evolução se deve pela propagação de flutuações espaciais.
Nesta condição, A é a altura do pulso,
é a posição central do pulso e
é a largura do pulso.
Utilizarei também as condições de contorno em que
e
o que garante que a função 'morra' nas pontas.
Utilizando estas condições iniciais e condições de contorno, foi feito um gif que mostra a evolução temporal da equação de Klein-Gordon utilizando o método das diferenças finitas: