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	<title>Ondas 2 - Histórico de revisão</title>
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	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
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		<title>Heitor: Criou página com &#039;&#039;&#039;&#039;Grupo: Lucas Dória, Caetano Pires e Ânderson Rosa.&#039;&#039;&#039;  O objetivo deste trabalho é analisar três métodos diferentes de integração numérica para resolução de equa...&#039;</title>
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		<updated>2020-01-19T13:36:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou página com &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Grupo: Lucas Dória, Caetano Pires e Ânderson Rosa.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;  O objetivo deste trabalho é analisar três métodos diferentes de integração numérica para resolução de equa...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Grupo: Lucas Dória, Caetano Pires e Ânderson Rosa.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo deste trabalho é analisar três métodos diferentes de integração numérica para resolução de equações diferenciais parciais (EDP&amp;#039;s). A equação aqui abordada é a equação da onda, a qual consiste em uma EDP hiperbólica de segunda ordem. Uma pequena noção dos métodos numéricos é dada, após a explicação do problema físico abordado. Os dados encontrados são comentados e comparados com os resultados esperados. Simulações também foram feitas para melhor visualização dos fenômenos. Por último, foi feita uma análise de erros e estabilidade para cada um dos métodos, assim como algumas conclusões foram inferidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Introdução ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Equações diferenciais parciais hiperbólicas geralmente podem ser formuladas a partir de teoremas de conservação. Um exemplo é a equação do tipo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial \vec{U}}{\partial t} + \nabla \cdot \vec{F}(U) = \vec{S}(U),&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;\vec{U}&amp;lt;/math&amp;gt; é o vetor de densidades da quantidade conservada, i.e., &amp;lt;math&amp;gt;\vec{U} = (U_1,...,U_n),&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt;\vec{F}&amp;lt;/math&amp;gt; é o fluxo de densidade e &amp;lt;math&amp;gt;\vec{S}&amp;lt;/math&amp;gt; é um termo genérico representando fontes e/ou sumidouros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma classe especial de equações hiperbólicas são as chamadas equações de adveção, na qual a derivada temporal da quantidade conservada &amp;lt;math&amp;gt;\vec{U}(\vec{x},t)&amp;lt;/math&amp;gt; é proporcional à sua derivada espacial. Nesses casos, &amp;lt;math&amp;gt;\vec{F}(U)&amp;lt;/math&amp;gt; é diagonal e dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\vec{F}(U) = v I \cdot \vec{U},&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;I&amp;lt;/math&amp;gt; é a matriz identidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando apenas uma dimensão e com &amp;lt;math&amp;gt;\vec{U} \equiv u&amp;lt;/math&amp;gt;, temos a equação de adveção:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial u}{\partial t} + v \frac{\partial u}{\partial x} = 0,&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;v&amp;lt;/math&amp;gt; é a velocidade de propagação do pulso gerado. A equação admite uma solução analítica da forma &amp;lt;math&amp;gt;u = f(x - vt),&amp;lt;/math&amp;gt; representando um pulso se movendo na direção positiva de &amp;lt;math&amp;gt;x.&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equação da onda em uma dimensão é uma EDP hiperbólica de segunda ordem dada por&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial^2 u}{\partial t^2} = v^2 \frac{\partial^2 u}{\partial x^2},&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;u = u(x,t)&amp;lt;/math&amp;gt; é o deslocamento transversal à direção de propagação de uma posição &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; no instante &amp;lt;math&amp;gt;t&amp;lt;/math&amp;gt; e admite duas soluções, representadas por pulsos, na forma &amp;lt;math&amp;gt;f_1(x + vt)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f_2(x - vt).&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assumindo que &amp;lt;math&amp;gt;v&amp;lt;/math&amp;gt; não depende da posição na equação da onda, nos restringimos a problemas lineares. Além disso, se escrevermos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
k = v \frac{\partial u}{\partial x},\qquad   s = \frac{\partial u}{\partial t},&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
então a equação da onda pode ser escrita como um sistema de três equações diferenciais de primeira ordem:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}\frac{\partial k}{\partial t} = v\frac{\partial s}{\partial x} \\\\&lt;br /&gt;
\frac{\partial s}{\partial t} = v\frac{\partial k}{\partial x} \\\\&lt;br /&gt;
\frac{\partial u}{\partial t} = s &lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em notação vetorial, o sistema acima pode ser reescrito na forma conservativa como: &amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial U}{\partial t}+ \frac{\partial F(U)}{\partial x} = 0, &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;U = \begin{pmatrix}k\\s\end{pmatrix},\quad \textrm{e}\quad F(U) =\begin{pmatrix}0 &amp;amp; -v\\-v &amp;amp; 0\end{pmatrix}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Condição CFL==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma condição necessária mas nem sempre suficiente para a convergência de equações diferenciais parciais resolvidas a partir de métodos de diferença, conhecida como condição CFL &amp;lt;ref&amp;gt;Luciano Rezzolla, &amp;quot;Numerical Methods for the Solution of Partial Differential Equations&amp;quot;. Albert Einstein Institute, Max-Planck-Institute for Gravitational Physics, Potsdam, Germany.&amp;lt;/ref&amp;gt;, é formulada a partir do termo de “domínio de dependência”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando, por exemplo, a equação da advecção [https://en.wikipedia.org/wiki/Advection] em uma aproximação a partir de métodos de diferença em sua forma explícita &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\frac{U^{n+1}_i-U^n_i}{\Delta t} + v\frac{U^n_{i}-U^n_{i-1}}{\Delta x}=0,&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
diz-se que o valor de &amp;lt;math&amp;gt;U^{n+1}_i&amp;lt;/math&amp;gt; depende dos valores anteriores de &amp;lt;math&amp;gt;U^n_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;U^n_{i-1}&amp;lt;/math&amp;gt;, e esses dois pontos dependem, novamente, de outros dois pontos em tempos anteriores. Todos esses pontos dependentes formam o domínio de dependência do valor &amp;lt;math&amp;gt;U^{n+1}_i&amp;lt;/math&amp;gt;, representado abaixo (botar figura do domínio de dependência).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A condição CFL enuncia que a condição mínima para que haja estabilidade em métodos de diferenças o domínio de dependência da equação diferencia parcial, dado por sua equação característica, deve estar situado dentro do domínio de dependência do esquema numérico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa condição, define-se o número CFL como &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;r\equiv v\frac{\Delta t}{\Delta x}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt; é um passo na malha temporal e &amp;lt;math&amp;gt;\Delta x&amp;lt;/math&amp;gt; é um passo na malha espacial. Para casos unidimensionais, como o que será tratado aqui, a condição CFL é satisfeita se r&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; \left|r\right| \le 1 &amp;lt;/math&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um uso da condição CFL é determinar o tamanho do passo temporal, sabendo-se &amp;lt;math&amp;gt;v&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\Delta t = c_{cfl}\frac{\Delta x}{\left|v\right|}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde o fator &amp;lt;math&amp;gt;c_{cfl}&amp;lt;1&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O número CFL pode ser entendido como um fluxo numérico advectivo adimensionalisado pelas malhas espacial e temporal do problema. De um ponto de vista matemático, ele garante que o domínio numérico de dependência é sempre maior que o domínio físico. De um ponto de vista físico, é garantido que a velocidade de propagação de qualquer perturbação, como uma onda, seja menor ou ao menos igual que a velocidade de propagação numérica, fazendo com que a distância propagada pela perturbação não seja maior do que a divisão da malha espacial:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\left|v\right|\Delta t \le \Delta x &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O Problema Físico ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O Modelo de Corda Ideal===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para uma primeira abordagem da equação da onda, consideramos uma corda com suas extremidades fixas. Podemos dividir o comprimento &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt; dessa corda em &amp;lt;math&amp;gt;K&amp;lt;/math&amp;gt; intervalos de comprimentos iguais, dessa forma &amp;lt;math&amp;gt;\Delta x = \frac{L}{K}&amp;lt;/math&amp;gt;. Cada intervalo é discretizado, representado por &amp;lt;math&amp;gt;x_i&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;i=0,1,...,K&amp;lt;/math&amp;gt;. Também podemos dividir o tempo em intervalos iguais &amp;lt;math&amp;gt;\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt; e denotá-los como &amp;lt;math&amp;gt;t_n&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;n =0,1,...,t_{max}&amp;lt;/math&amp;gt;. Abaixo temos uma esquematização das informações que precisamos para cada ponto da corda:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:grid.png]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo feita a discretização das variáveis, podemos aproximar a equação da onda por diferenciação finita, utilizando derivadas centradas da seguinte forma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial^2u}{\partial t^2}=\frac{U^{n+1}_{i}-2U^n_i+U^{n-1}_i}{\Delta t^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial^2u}{\partial x^2}=\frac{U^{n}_{i+1}-2U^n_i+U^{n}_{i-1}}{\Delta x^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;U_i^n&amp;lt;/math&amp;gt; representa o valor discretizado de &amp;lt;math&amp;gt;u(x_i,t_n)&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, chegamos em uma equação discretizada:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\frac{U_i^{n+1}-2U_i^n+U_i^{n-1}}{(\Delta t)^2} = v^2 \frac{U_{i+1}^n-2U_i^n+U_{i-1}^n}{(\Delta x)^2}&amp;lt;/math&amp;gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabendo que essa discretização da equação da onda pode ser verificada como sendo o método Leapfrog (ver seção do método de Leapfrog [https://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php/Grupo3_-_Ondas2#O_M.C3.A9todo_de_Leapfrog método de Leapfrog]), podemos resolver a equação para &amp;lt;math&amp;gt;U_i^{n+1}&amp;lt;/math&amp;gt; para sabermos o deslocamento vertical de uma partição da corda no momento de tempo seguinte, assim obtendo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;U_i^{n+1} = 2(1-r^2)U_i^n + r^2[U_{i+1}^n+U_{i-1}^n]-U_i^{n-1}&amp;lt;/math&amp;gt;,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;r = v \frac{\Delta t}{\Delta x}.&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Um Quadro Mais Realístico - O Modelo de Corda Rígida ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para nos aproximarmos de um modelo mais real, podemos adicionar um termo à equação original da onda que corresponde ao efeito de fricção em uma corda. A equação da onda mais geral com efeito de fricção pode ser escrita como: &amp;lt;ref name=giordano&amp;gt;N. J. Giordano, &amp;quot;Computational Physics&amp;quot;. Department of Physics, Purdue University. Upper Saddle River, New Jersey. Prentice-Hall, 1997.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial^2 u}{\partial t^2} = v^2 \left( \frac{\partial^2 u}{\partial x^2} - \epsilon L^2 \frac{\partial^4 u}{\partial x^4} \right),&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;v&amp;lt;/math&amp;gt; é a velocidade transversal de propagação do pulso na corda, dada pela relação &amp;lt;math&amp;gt;v = \sqrt[]{\frac{T}{\rho}}&amp;lt;/math&amp;gt; (sendo &amp;lt;math&amp;gt;T&amp;lt;/math&amp;gt; a tensão na corda e &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade linear da mesma), &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; é um parâmetro adimensional de fricção que representa a rigidez da corda e &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt; o comprimento da corda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O parâmetro &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; é dado por&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\epsilon = \kappa² \frac{E S}{T L^2}&amp;lt;/math&amp;gt;,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;\kappa&amp;lt;/math&amp;gt; é o [https://en.wikipedia.org/wiki/Radius_of_gyration raio de giro] da corda, &amp;lt;math&amp;gt;E&amp;lt;/math&amp;gt; é o [https://en.wikipedia.org/wiki/Young%27s_modulus Módulo de Young] e &amp;lt;math&amp;gt;S&amp;lt;/math&amp;gt; a área da secção da corda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Discretizamos a equação da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
    \frac{\partial^2u}{\partial t^2}=\frac{U^{n+1}_{i}-2U^n_i+U^{n-1}_i}{\Delta t^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; \frac{\partial^2u}{\partial x^2}=\frac{U^{n}_{i+1}-2U^n_i+U^{n}_{i-1}}{\Delta x^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;    \frac{\partial^4u}{\partial x^4}=\frac{U^n_{i+2}-4U^n_{i+1}+6U^n_i-4U^n_{i-1}+U^n_{i-2}}{\Delta x^4}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e resolvemos para &amp;lt;math&amp;gt;U_i^{n+1}&amp;lt;/math&amp;gt;, obtendo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; U_i^{n+1}=[2-2r^2-6\epsilon r^2K^2]U_i^n - U_i^{n-1} +r^2[1+4\epsilon K^2][U_{i+1}^n+U_{i-1}^n]-\epsilon r^2K^2[U_{i+2}^n + U_{i-2}^n].&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fato de essa discretização depender do deslocamento da corda em posições &amp;lt;math&amp;gt;i-2&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;i+2&amp;lt;/math&amp;gt; implica em precisarmos simular &amp;quot;pontos fantasmas&amp;quot; quando integramos os extremos das cordas. Para fazermos isso, podemos ou utilizar a aproximação &amp;lt;math&amp;gt;U_{-1}^n = -U_{+1}^n&amp;lt;/math&amp;gt; ou podemos considerar esses &amp;quot;pontos fantasmas&amp;quot; como pontos presos e, portanto, sempre iguais a zero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Os Métodos Utilizados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi realizada uma abordagem ao problema da corda real a partir de três métodos diferentes de integração numérica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O método mais básico é chamado de FTCS (Forward-Time-Centered-Space) e consiste em duas expansões de Taylor ao redor do ponto &amp;lt;math&amp;gt;x_j&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;u(x_i + \Delta x,t^n) = u(x_i,t^n) + \frac{\partial u}{\partial x}(x_i,t^n)\Delta x + \frac{1}{2} \frac{\partial^2 u}{\partial x^2}(x_i,t^n)\Delta x^2 + \mathcal{O}(\Delta x^3),&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;u(x_i - \Delta x,t^n) = u(x_i,t^n) - \frac{\partial u}{\partial x}(x_i,t^n)\Delta x + \frac{1}{2} \frac{\partial^2 u}{\partial x^2}(x_i,t^n)\Delta x^2 + \mathcal{O}(\Delta x^3).&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Subtraindo as duas expressões, encontramos a expressão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\left.\frac{\partial u}{\partial x}\right|_i^n = \frac{u^n_{i+1} - u^n_{i-1}}{2 \Delta x} + \mathcal{O}(\Delta x^2)&amp;lt;/math&amp;gt;,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A qual podemos substituir na equação da onda, juntamente com a discretização da derivada parcial temporal. Temos então que, para um sistema linear de equações hiperbólicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\textbf{U}^{n+1}_i = \textbf{U}^n_i - \frac{\Delta t}{2 \Delta x} [\textbf{F}^n_{i+1} - \textbf{F}^n_{i-1}] + \mathcal{O}(\Delta t^2, \Delta x^2 \Delta t)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Visto que essa última notação é mais genérica, ela será utilizada para a explicação dos métodos posteriores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== O Método de Lax-Friedrichs ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O método de Lax-Friedrichs consiste em substituir o termo &amp;lt;math&amp;gt;\textbf{U}^n_i&amp;lt;/math&amp;gt; com sua respectiva média espacial, i.e., &amp;lt;math&amp;gt;U^n_i = (U^n_{i+1} + U^n_{i-1})/2&amp;lt;/math&amp;gt;. Logo, temos a seguinte equação de recorrência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\textbf{U}^{n+1}_i = \frac{1}{2}(\textbf{U}^n_{i+1} + \textbf{U}^n_{i-1}) - \frac{\Delta t}{2 \Delta x} [\textbf{F}^n_{i+1} - \textbf{F}^n_{i-1}] + \mathcal{O}(\Delta x^2)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== O Método de Leapfrog ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto o método FTCS quanto o método de Lax-Friedrichs são métodos de primeira ordem para a derivada temporal. Nessas circunstâncias, &amp;lt;math&amp;gt;v \Delta t&amp;lt;/math&amp;gt; deve ser significantemente menor do que &amp;lt;math&amp;gt;\Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;, muito abaixo do limite imposto pela condição de Courant.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma nova expressão para a derivada temporal, com precisão de segunda ordem é dada por&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\left.\frac{\partial u}{\partial t}\right|^n_i = \frac{U^{n+1}_i - U^{n-1}_i}{2 \Delta t} + \mathcal{O}(\Delta t^2).&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo a nova expressão acima no método de FTCS discutido anteriormente, encontramos o método de Leapfrog:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\textbf{U}^{n+1}_i = \textbf{U}^{n-1}_i - \frac{\Delta t}{\Delta x} [\textbf{F}^n_{i+1} - \textbf{F}^n_{i-1}] + \mathcal{O}(\Delta x^2).&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como o método de Leapfrog será o mais aplicado na resolução do problema da onda, é interessante um aprofundamento maior do método. Podemos adaptar o método de Leapfrog para o sistema de equações definido para a equação da onda ao fazermos a discretização ao redor de um ponto qualquer &amp;lt;math&amp;gt;i&amp;lt;/math&amp;gt; no instante de tempo &amp;lt;math&amp;gt;n&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
k_{i+\frac{1}{2}}^n \equiv v \left.\frac{\partial U}{\partial x}\right|_{i+\frac{1}{2}}^{n} = v \frac{U_{i+1}^n-U_i^n}{\Delta x} + \mathcal{O}(\Delta x) \qquad (1)&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
s_{i}^{n+\frac{1}{2}} \equiv \left.\frac{\partial U}{\partial t}\right|_{i}^{n+\frac{1}{2}} = \frac{U_{i}^{n+1}-U_i^n}{\Delta t} + \mathcal{O}(\Delta t) \qquad (2)&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas discretizações, podemos utilizar as equações (1) e (2) para resolvermos para &amp;lt;math&amp;gt;k^{n+1}_{i+\frac{1}{2}}&amp;lt;/math&amp;gt; apenas em termos de &amp;lt;math&amp;gt;s&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;r&amp;lt;/math&amp;gt;. Fazendo as substituições dessas duas equações uma na outra (ver passo a passo: [[Dedução Leapfrog]]), obtemos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\Delta x}{v}k^{n+1}_{i+\frac{1}{2}} = s^{n+\frac{1}{2}}_{i+1}\Delta t + \frac{\Delta x}{v}k^{n}_{i+\frac{1}{2}} + U^n_i - (s^{n+\frac{1}{2}}_i \Delta t + U^n_i)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa equação, chegamos a&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
k_{i+\frac{1}{2}}^{n+1} = k_{i+\frac{1}{2}}^n+r(s_{i+1}^{n+\frac{1}{2}}-s_{i}^{n+\frac{1}{2}}) \qquad (3)&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Utilizando o mesmo raciocínio, podemos também resolver para &amp;lt;math&amp;gt;s^{n+\frac{1}{2}}_i&amp;lt;/math&amp;gt; e obter&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
s_i^{n+\frac{1}{2}} = s_{i}^{n-\frac{1}{2}}+r(k_{i+\frac{1}{2}}^{n}-k_{i-\frac{1}{2}}^{n}) \qquad (4)&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas duas equações, podemos fazer uma integração utilizando o método de Euler para obter &amp;lt;math&amp;gt;U_i^{n+1}&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, o deslocamento de um determinado ponto &amp;lt;math&amp;gt;i&amp;lt;/math&amp;gt; da corda no próximo instante de tempo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;U_i^{n+1} = U_i^n + \frac{\Delta t}{2}s_i^{n+\frac{1}{2}}+\mathcal{O}(\Delta x^2).&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contudo, podemos fazer uma simples substituição das equações &amp;lt;math&amp;gt;(1)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;(2)&amp;lt;/math&amp;gt; nas equações &amp;lt;math&amp;gt;(3)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;(4)&amp;lt;/math&amp;gt; e, assim, obtemos que a representação de Leapfrog da equação da onda é dada pela discretização de segunda ordem da própria equação da onda, com &amp;lt;math&amp;gt;\mathcal{O}(\Delta t^2, \Delta x^2)&amp;lt;/math&amp;gt; (ver passo a passo da comparação [[Discretização x Leapfrog]]. Isso nos dá uma solução de &amp;quot;um passo&amp;quot;, onde só precisamos efetuar o cálculo da equação discretizada pelo método da derivação finita, ou seja, para o caso da corda ideal, a equação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;U_i^{n+1} = 2(1-r^2)U_i^n + r^2[U_{i+1}^n+U_{i-1}^n]-U_i^{n-1}.&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== O Método de Lax-Wendroff ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O método de Lax-Wendroff é a extensão do método de Lax-Friedrichs de segunda ordem. Calculamos o vetor &amp;lt;math&amp;gt;U&amp;lt;/math&amp;gt; a partir de um passo médio de Lax-Friedrichs:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\textbf{U}^{n+\frac{1}{2}}_{i + \frac{1}{2}} = \frac{1}{2} [\textbf{U}^n_{i+1} + \textbf{U}^n_i] - \frac{\Delta t}{2 \Delta x} [\textbf{F}^n_{i+1} - \textbf{F}^n_i] + \mathcal{O}(\Delta x^2)&amp;lt;/math&amp;gt;,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\textbf{U}^{n+\frac{1}{2}}_{i - \frac{1}{2}} = \frac{1}{2} [\textbf{U}^n_{i} + \textbf{U}^n_{i-1}] - \frac{\Delta t}{2 \Delta x} [\textbf{F}^n_{i} - \textbf{F}^n_{i-1}] + \mathcal{O}(\Delta x^2)&amp;lt;/math&amp;gt;,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E encontramos os fluxos &amp;lt;math&amp;gt;\textbf{F}^{n+\frac{1}{2}}_{i \pm \frac{1}{2}}&amp;lt;/math&amp;gt; a partir dos valores de &amp;lt;math&amp;gt;\textbf{U}^{n+\frac{1}{2}}_{i \pm \frac{1}{2}}.&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo, com um meio passo de Leapfrog, temos a expressão final do método:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\textbf{U}^{n+1}_i = \textbf{U}^n_i - \frac{\Delta t}{\Delta x} \left[\textbf{F}^{n + \frac{1}{2}}_{i + \frac{1}{2}} - \textbf{F}^{n + \frac{1}{2}}_{i - \frac{1}{2}}\right] + \mathcal{O}(\Delta x^2)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Análise e Discussão dos Resultados ==&lt;br /&gt;
Escolhemos para simular quatro diferentes cordas: as cordas C2, C4 e C7, que são cordas dó de um piano &amp;lt;ref&amp;gt;Antoine Chaign, Anders Askenfelt, &amp;quot;Numerical simulations of piano strings. I. A physical model for a struck string using finite difference methods&amp;quot;. Signal Department, Paris, France. Department of Speech Communication and Music Acoustics; Royal Institute of Technology, Stockholm, Sweden.&amp;lt;/ref&amp;gt; e uma corda qualquer baseada nos dados encontrados no livro &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;Computational Physics&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot; &amp;lt;ref name=giordano/&amp;gt;. Os dados das cordas C2, C4 e C7 estão na tabela abaixo, onde iremos definir para cada corda o comprimento, a massa, a tensão aplicada elas, o número de divisões existentes, amostragem de sinal (que é um parâmetro obtido experimentalmente)e o parâmetro de fricção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!&lt;br /&gt;
! &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;C2&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
! &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;C4&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
! &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;C7&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Comprimento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; (&amp;lt;math&amp;gt;m&amp;lt;/math&amp;gt;)&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;1.90&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;0.62&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;0.09&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Massa&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;(&amp;lt;math&amp;gt;g&amp;lt;/math&amp;gt;)&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;35&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;3.93 &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;0.467&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Tensão&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; (&amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt;)&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;750&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;670&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;750&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Divisões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;100&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;50&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;16&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Amostragem de sinal&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;16\times10^{3}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;32\times10^{3}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;96\times10^{3}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Parâmetro de fricção&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;7.5\times10^{-6}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;3.82\times10^{-5}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
| &amp;lt;math&amp;gt;8.67\times10^{-4}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desses dados, temos que a densidade linear de massa das cordas é dada por &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{M}{L},&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt; é a massa e &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt; o comprimento da corda, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;v = \sqrt{\frac{T}{\rho}},&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;T&amp;lt;/math&amp;gt; é a tensão na corda, &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\Delta x = \frac{L}{K},&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\Delta t = \frac{1}{f_e},&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;r = v\frac{\Delta t}{\Delta x}.&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dados obtidos a partir de todas essas equações são calculados pelo programa com base dos dados da tabela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a simulação baseada nos dados retirados do livro &amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;Computational Physics&amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;&amp;lt;ref name=giordano/&amp;gt;, utilizamos uma corda com 2 metros de comprimento, com velocidade de propagação transversal da onda sendo 300&amp;lt;math&amp;gt;m/s&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;\Delta x&amp;lt;/math&amp;gt; de 0.01&amp;lt;math&amp;gt;m&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;\Delta t = \frac{\Delta x }{4v}&amp;lt;/math&amp;gt; e parâmetro de fricção de &amp;lt;math&amp;gt;7.5\times10^{-6}&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Supondo uma corda inicialmente em repouso, temos que em &amp;lt;math&amp;gt;t = 0&amp;lt;/math&amp;gt; a corda irá receber em seu centro o equivalente à batida do martelo de um piano. Supomos que esse estímulo da batida do martelo possuía o formato aproximado de uma Gaussiana com amplitude de &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}&amp;lt;/math&amp;gt; do comprimento de cada corda. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, com o estado inicial da simulação sendo um pulso com o formato de um pacote gaussiano, utilizando condições de contorno fixas, ou seja, mantendo as extremidades da corda paradas e utilizando os dados da tabela para simularmos cada uma das cordas, começamos a simular a propagação de ondas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Utilizando o método de Leapfrog, foi realizada uma primeira simulação para uma onda ideal em uma corda:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:ideal.gif|frame|none|alt=Alt text|Simulação de uma onda em uma corda ideal com condições de contorno u(0,t) = 0 e u(L,t) = 0. A corda simulada possuía comprimento de 2 metros e a amplitude inicial do pulso gaussiano tinha amplitude de 0.5 metros. Foi utilizado uma velocidade de propagação de 300 m/s, &amp;lt;math&amp;gt;\Delta x = 0.01&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\Delta t = \frac{\Delta x }{4v}&amp;lt;/math&amp;gt;.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Corda C2:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:C2.gif|frame|none|alt=Alt text|Simulação de uma corda C2 de um piano com os parâmetros da tabela acima.]][[Arquivo:C2foto.png|frame|none|alt=Alt text|Estado da corda C2 em diferentes instantes de tempo.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Corda C4:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:C4.gif|frame|none|alt=Alt text|Simulação de uma corda C4 de um piano com os parâmetros da tabela acima.]]&lt;br /&gt;
[[Arquivo:C4foto.png|frame|none|alt=Alt text|Estado da corda C4 em diferentes instantes de tempo.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Corda C7:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:C7.gif|frame|none|alt=Alt text|Simulação de uma corda C7 de um piano com os parâmetros da tabela acima.]]&lt;br /&gt;
[[Arquivo:C7foto.png|frame|none|alt=Alt text|Estado da corda C7 em diferentes instantes de tempo.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Corda com as definições do livro &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;Computational Physics&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;&amp;lt;ref name=giordano/&amp;gt;:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Giordano.gif|frame|none|alt=Alt text|Simulação da corda exemplificada no livro &amp;#039;&amp;#039;Computational Physics&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=giordano/&amp;gt;. Os parâmetros utilizados estão descritos no texto.]]&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Giordanofoto.png|frame|none|alt=Alt text|Estado da corda usada como exemplo pelo autor Giordano &amp;lt;ref name=giordano/&amp;gt; em diferentes instantes de tempo.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível observar que o tempo necessário para que, devido a fricção, os movimentos na corda diferenciem-se cada vez mais da solução para a corda ideal é menor para um tamanho de corda menor, ou seja, a fricção acaba sendo mais relevante mais rapidamente em cordas mais curtas. Isso significa que deixamos de ter apenas dois pulsos propagando-se em sentidos opostos para termos ou mais pulsos de amplitudes menores, ou a soma de pulsos de diferentes amplitudes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Scripts para a simulação dos resultados apresentados: ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Programa baseado no método de Leapfrog para a simulação de uma corda ideal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Programa baseado no método de Leapfrog para a simulação de uma corda real]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Análise de Erro e Estabilidade dos Métodos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Estabilidade do método Leapfrog ===&lt;br /&gt;
Pela estabilidade de Von Neumann, podemos escrever que &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
r \leq 1.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para &amp;lt;math&amp;gt;r = 1&amp;lt;/math&amp;gt;, a equação da discretização da onda pode ser reescrita como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;U_i^{n+1} = U_{i+1}^n+U_{i-1}^n-U_i^{n-1}.&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa escolha com &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\Delta x}{\Delta t} = v&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nos dá a solução exata sem dispersão numérica, como pode ser verificado pela condição CFL. Contudo, &amp;lt;math&amp;gt;r=1&amp;lt;/math&amp;gt; é válido somente no caso de uma corda ideal.&lt;br /&gt;
É conveniente escrever a condição acima em termos da amostragem de sinal &amp;lt;math&amp;gt;f_e = \frac{1}{\Delta t}&amp;lt;/math&amp;gt; e a frequência fundamental da corda &amp;lt;math&amp;gt;f_1 = \frac{v}{2L}&amp;lt;/math&amp;gt;, o que nos leva a&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Kf_1 \leq \frac{f_e}{2}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O[https://en.wikipedia.org/wiki/Nyquist%E2%80%93Shannon_sampling_theorem Teorema de Nyquist-Shannon] diz que a frequência superior no espectro deve ser menor do que &amp;lt;math&amp;gt;\frac{f_e}{2}&amp;lt;/math&amp;gt; para evitar serrilhamento e para garantir uma reconstrução única e contínua. Logo, no caso ideal quando as autofrequências da corda são igualmente espaçadas (&amp;lt;math&amp;gt;\Delta f = f_1&amp;lt;/math&amp;gt;), a condição de Nyquist indica que o número máximo de frequências no espectro é &amp;lt;math&amp;gt;K&amp;lt;/math&amp;gt;. Isso significa que essa condição pode ser usada para selecionar o número apropriado de pontos espaciais &amp;lt;math&amp;gt;K&amp;lt;/math&amp;gt; para a corda. Entretanto, como &amp;lt;math&amp;gt;K&amp;lt;/math&amp;gt; é um inteiro, apenas valores discretos da frequência natural podem ser obtidos sem erros de trucamento, ou seja, usando &amp;lt;math&amp;gt;r = 1&amp;lt;/math&amp;gt;. Como séries discretas não costumam ser utilizadas, precisamos aceitar pequenos erros de truncamento para ajustar &amp;lt;math&amp;gt;f_1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, utilizando &amp;lt;math&amp;gt;r &amp;lt; 1&amp;lt;/math&amp;gt;. No caso de uma onda com fricção, temos que &amp;lt;math&amp;gt;r=\frac{1}{4}&amp;lt;/math&amp;gt; é um valor de boa estabilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências Bibliográficas==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Heitor</name></author>
	</entry>
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