<?xml version="1.0"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt-BR">
	<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem</id>
	<title>Conservação do Parâmetro de Ordem - Histórico de revisão</title>
	<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem"/>
	<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;action=history"/>
	<updated>2026-04-25T12:01:03Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
	<generator>MediaWiki 1.39.4</generator>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2752&amp;oldid=prev</id>
		<title>Heitor: Criou página com '==Introdução==  O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagn...'</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2752&amp;oldid=prev"/>
		<updated>2020-01-19T13:59:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou página com &amp;#039;==Introdução==  O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagn...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d'água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math\frac{1}{2}z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos de primeiros vizinhos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magnetização é o '''parâmetro de ordem conservado''' nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos (&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}z N&amp;lt;/math&amp;gt;) pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante (&amp;lt;math&amp;gt;2^N&amp;lt;/math&amp;gt; estados possíveis).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora à densidade de spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ferromagnet phases.gif|frame|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d'agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tomando &amp;lt;math&amp;gt;g(\mu) = g(\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de ferromagneto, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki &amp;lt;ref name=kawasaki&amp;gt;[https://link.aps.org/doi/10.1103/PhysRevLett.49.1223 T. Ohta, D. Jasnow and K. Kawasaki, Phys. Rev. Lett. 49 1223 (1982). &amp;quot;Universal Scaling in the Motion of Random Interfaces&amp;quot;. American Physical Society]&amp;lt;/ref&amp;gt; e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança conserva a magnetização, pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A '''ergodicidade''' é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k',k\}}s_i^\mu+s_{k'}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k'\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k'&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k'&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k'&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k'&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k'})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação é extremamente simplificada pelo fato de o estado final não figurar na expressão para o cálculo da diferença de energia da transição, pois pode-se verificar de antemão se a transição deve ser feita sem que seja necessário efetivamente colocar o sistema no estado final &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister - um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste de uma rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas (spins up) e o restante da rede possui vacâncias (spins down). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simulação com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais adequada para que o sistema minize sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível escrever um algoritmo mais eficiente. Ao invés de percorrer toda a rede e testar ponto a ponto pela possibilidade de uma transição, armazena-se em memória duas listas, uma de spins up e outra de spins down e sorteia-se dois elementos de cada lista para que se faça a transição. Dessa forma, não se perde tempo com rejeições. No entanto, para sistemas pequenos com alguns milhares de passos de Monte Carlo e relativamente poucos pontos como o sistema estudado não foi necessário esse ganho de performance.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sistema exclui-se a condição de contorno que fixa os spins das paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4 e isso faz com que as haja valores adicionais de diferenças de energia entre estados (na rede quadrada era possível obter &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E \in \{0, \pm 4, \pm 8, \pm 12\}&amp;lt;/math&amp;gt; e agora na rede cúbica &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E \in \{0, \pm 4, \pm 8, \pm 12, \pm 16, \pm 20\}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cubeneighbours.png|frame|Visualização da vizinhança de um ponto de uma rede cúbica. Download for free at http://cnx.org/contents/85abf193-2bd2-4908-8563-90b8a7ac8df6@9.311]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;clear: both;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para medir qualquer grandeza de um sistema simulado pelo método de Carlo é necessária que a medida seja feita sob regime de equilíbrio. Torna-se então importante saber quando o sistema atinge o equilíbrio. No caso de um ferromagneto no modelo de Ising pode-se monitorar a magnetização ou calor específico até que a grandeza atinja um valor estacionário. No caso do gás de rede podemos monitorar o formato da interface, ou mais simplesmente, a densidade média de spins up (partículas) em cada coluna da rede quadrada. Acompanhando a mudança percentual nessa densidade ao passar de um passo de Monte Carlo para o passo seguinte é possível ter uma idéia de quanto passos são necessários para atingir o equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:equilibrium20000.png|frame|center|Densidade percentual média em função de número de passos de Monte Carlo (até 20000 passos)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhando mais de perto o início da curva percebe-se que em torno de 1500 passos o equilíbrio ja foi seguramente atingido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:equilibrium2000.png|frame|center|Densidade percentual média em função de número de passos de Monte Carlo (até 2000 passos)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As simulações exibidas acima estão, portanto, na região fora do equilíbrio mas como observado acima o objetivo das simulações era determinar a tendência do formato das interfaces e não o seu formato no equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPEquilibrium/COPEquilibrium/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Equilíbrio]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Heitor</name></author>
	</entry>
</feed>