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	<title>Física Computacional - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-07-27T15:27:39Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Percola%C3%A7%C3%A3o_2D&amp;diff=11597</id>
		<title>Percolação 2D</title>
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		<updated>2026-06-24T15:53:30Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo deste trabalho é estudar, por meio de simulações de Monte Carlo, o problema da &#039;&#039;&#039;percolação de sítios em uma rede quadrada bidimensional&#039;&#039;&#039;. A percolação é um modelo estatístico simples, mas bastante útil para investigar como a conectividade de um sistema desordenado muda quando um determinado parâmetro é variado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de problema aparece em diferentes contextos físicos e aplicados, como o escoamento de fluidos em meios porosos, a condução elétrica em materiais desordenados, a propagação de incêndios, a conectividade em redes e a transmissão de doenças em populações estruturadas. Em todos esses casos, a questão central é parecida: existe ou não um caminho conectado que atravessa o sistema?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho, considera-se uma rede quadrada de tamanho &amp;lt;math&amp;gt;L \times L&amp;lt;/math&amp;gt;. Cada sítio da rede pode estar ocupado ou vazio. A ocupação de cada sítio ocorre aleatoriamente, com probabilidade &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;. Para cada valor de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;, várias redes independentes são geradas. Em seguida, verifica-se se existe algum aglomerado de sítios ocupados conectando duas bordas opostas da rede. Quando isso acontece, dizemos que a rede percola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sistema apresenta uma transição entre dois regimes principais. Para valores baixos de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;, os sítios ocupados formam apenas pequenos aglomerados isolados. Para valores altos de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;, surge um aglomerado dominante que atravessa a rede. O valor crítico que separa esses dois comportamentos é chamado de &#039;&#039;&#039;limiar de percolação&#039;&#039;&#039;, indicado por &amp;lt;math&amp;gt;p_c&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a percolação de sítios em uma rede quadrada bidimensional, considerando apenas vizinhos de cima, baixo, esquerda e direita, o valor crítico esperado no limite de uma rede infinita é aproximadamente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
p_c \approx 0.5927.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta deste trabalho é reproduzir numericamente esse comportamento, estudar os efeitos de tamanho finito, calcular barras de erro, analisar o tempo de computação, identificar o parâmetro de ordem e apresentar os diferentes regimes do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Definição do problema==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sistema estudado é uma rede quadrada bidimensional com &amp;lt;math&amp;gt;L^2&amp;lt;/math&amp;gt; sítios. Cada sítio pode assumir um de dois estados:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
n_i =&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
1, &amp;amp; \text{sítio ocupado},\\&lt;br /&gt;
0, &amp;amp; \text{sítio vazio}.&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ocupação de cada sítio é determinada pela probabilidade &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;. Para cada posição da rede, sorteia-se um número aleatório &amp;lt;math&amp;gt;r&amp;lt;/math&amp;gt;, uniformemente distribuído no intervalo &amp;lt;math&amp;gt;[0,1]&amp;lt;/math&amp;gt;. Se &amp;lt;math&amp;gt;r &amp;lt; p&amp;lt;/math&amp;gt;, o sítio é ocupado. Caso contrário, o sítio permanece vazio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, quanto maior o valor de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;, maior é a fração média de sítios ocupados na rede. Por exemplo, para &amp;lt;math&amp;gt;p=0.30&amp;lt;/math&amp;gt;, aproximadamente 30% dos sítios estarão ocupados. Para &amp;lt;math&amp;gt;p=0.80&amp;lt;/math&amp;gt;, aproximadamente 80% dos sítios estarão ocupados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois sítios ocupados são considerados conectados quando são vizinhos diretos. Neste trabalho, utiliza-se a vizinhança de quatro primeiros vizinhos, isto é, cada sítio pode se conectar apenas com os sítios imediatamente acima, abaixo, à esquerda e à direita. As diagonais não são consideradas conexões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vizinhança adotada pode ser representada esquematicamente por&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{matrix}&lt;br /&gt;
 &amp;amp; \uparrow &amp;amp; \\&lt;br /&gt;
\leftarrow &amp;amp; n_i &amp;amp; \rightarrow\\&lt;br /&gt;
 &amp;amp; \downarrow &amp;amp;&lt;br /&gt;
\end{matrix}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um &#039;&#039;&#039;aglomerado&#039;&#039;&#039; é definido como um conjunto de sítios ocupados conectados entre si. O sistema é dito &#039;&#039;&#039;percolante&#039;&#039;&#039; quando existe pelo menos um aglomerado que conecta duas bordas opostas da rede. Neste trabalho, considera-se que há percolação quando um aglomerado conecta a borda superior à inferior ou a borda esquerda à direita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Método de Monte Carlo==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O método de Monte Carlo é utilizado porque o sistema é gerado a partir de processos aleatórios. Uma única rede não representa necessariamente o comportamento médio do sistema. Por isso, para cada valor de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt; e para cada tamanho de rede &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt;, são geradas várias realizações independentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O procedimento geral da simulação é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Escolher o tamanho da rede &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt;;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Escolher a probabilidade de ocupação &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Gerar uma matriz aleatória &amp;lt;math&amp;gt;L \times L&amp;lt;/math&amp;gt;;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Marcar cada sítio como ocupado com probabilidade &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Identificar os aglomerados de sítios ocupados;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Verificar se algum aglomerado conecta duas bordas opostas;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Calcular as grandezas de interesse;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Repetir o processo muitas vezes para obter médias estatísticas e barras de erro.&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De forma resumida, o algoritmo pode ser escrito como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{array}{l}&lt;br /&gt;
\text{Para cada tamanho } L: \\&lt;br /&gt;
\quad \text{Para cada probabilidade } p: \\&lt;br /&gt;
\quad\quad \text{Para cada realização independente:} \\&lt;br /&gt;
\quad\quad\quad \text{Gerar uma rede aleatória;} \\&lt;br /&gt;
\quad\quad\quad \text{Identificar os aglomerados;} \\&lt;br /&gt;
\quad\quad\quad \text{Verificar se a rede percola;} \\&lt;br /&gt;
\quad\quad\quad \text{Calcular } S_{\max} \text{ e outras grandezas.}&lt;br /&gt;
\end{array}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A identificação dos aglomerados foi feita por rotulagem de componentes conectados. Nesse procedimento, cada grupo de sítios ocupados conectados recebe um rótulo. Depois disso, verifica-se quais rótulos aparecem nas bordas da rede. Se o mesmo rótulo aparece em duas bordas opostas, então esse aglomerado atravessa o sistema e a rede percola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Regimes físicos da percolação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de percolação apresenta dois regimes principais, separados por uma região crítica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No &#039;&#039;&#039;regime subcrítico&#039;&#039;&#039;, isto é, para &amp;lt;math&amp;gt;p &amp;lt; p_c&amp;lt;/math&amp;gt;, há poucos sítios ocupados. Os aglomerados formados são pequenos e desconectados. Não existe um caminho contínuo atravessando o sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na &#039;&#039;&#039;região crítica&#039;&#039;&#039;, isto é, para &amp;lt;math&amp;gt;p \approx p_c&amp;lt;/math&amp;gt;, os aglomerados tornam-se maiores, mais ramificados e mais irregulares. Pequenas variações em &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt; podem alterar de forma significativa a probabilidade de percolação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No &#039;&#039;&#039;regime supercrítico&#039;&#039;&#039;, isto é, para &amp;lt;math&amp;gt;p &amp;gt; p_c&amp;lt;/math&amp;gt;, aparece um aglomerado dominante que atravessa a rede. Nesse caso, há conectividade de longo alcance.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fig01_fases_percolacao.png|900px|thumb|center|Figura 1: Exemplos visuais da percolação de sítios em uma rede quadrada bidimensional. Os sítios vazios aparecem em branco, os sítios ocupados aparecem em cinza e o maior aglomerado aparece destacado em preto. Para valores baixos de p, os aglomerados são pequenos e desconectados. Perto de p_c, aparecem estruturas maiores e ramificadas. Para valores altos de p, surge um aglomerado dominante atravessando o sistema.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Figura 1 ilustra os três regimes. Para &amp;lt;math&amp;gt;p=0.40&amp;lt;/math&amp;gt;, a rede está abaixo do limiar crítico e não apresenta conectividade de longo alcance. Para &amp;lt;math&amp;gt;p \approx 0.5927&amp;lt;/math&amp;gt;, o sistema está próximo da região crítica. Para &amp;lt;math&amp;gt;p=0.75&amp;lt;/math&amp;gt;, há um aglomerado grande que atravessa a rede, caracterizando o regime percolante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Probabilidade de percolação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira grandeza analisada foi a probabilidade de percolação, indicada por &amp;lt;math&amp;gt;R_L(p)&amp;lt;/math&amp;gt;. Para um tamanho de rede &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt; e uma probabilidade de ocupação &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;, essa grandeza é definida por&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
R_L(p) = \frac{N_{\text{perc}}}{N_{\text{total}}},&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;N_{\text{perc}}&amp;lt;/math&amp;gt; é o número de realizações em que a rede percolou e &amp;lt;math&amp;gt;N_{\text{total}}&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de realizações simuladas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando &amp;lt;math&amp;gt;R_L(p) \approx 0&amp;lt;/math&amp;gt;, quase nenhuma rede percola. Quando &amp;lt;math&amp;gt;R_L(p) \approx 1&amp;lt;/math&amp;gt;, quase todas as redes percolam. Perto do limiar crítico &amp;lt;math&amp;gt;p_c&amp;lt;/math&amp;gt;, a probabilidade de percolação cresce rapidamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No limite de uma rede infinita, a transição entre os regimes não percolante e percolante seria abrupta. Entretanto, como as simulações são feitas em redes finitas, a transição aparece suavizada. Esse efeito é uma consequência do tamanho finito do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fig02_probabilidade_percolacao.png|700px|thumb|center|Figura 2: Probabilidade de percolação R_L(p) em função da probabilidade de ocupação p para diferentes tamanhos de rede. A linha vertical tracejada indica o valor crítico esperado p_c aproximadamente igual a 0.5927.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Figura 2 mostra a probabilidade de percolação para diferentes tamanhos de rede. Para valores pequenos de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;, a probabilidade de percolação é próxima de zero. Para valores grandes de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;, a probabilidade se aproxima de um. A transição ocorre próxima de &amp;lt;math&amp;gt;p \approx 0.5927&amp;lt;/math&amp;gt;, em concordância com o valor esperado para a rede quadrada bidimensional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também é possível observar que a curva se torna mais inclinada conforme o tamanho da rede aumenta. Isso indica que redes maiores se aproximam melhor do comportamento esperado no limite termodinâmico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Barras de erro==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como o método de Monte Carlo é estatístico, é necessário estimar as incertezas associadas às grandezas medidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso da probabilidade de percolação, cada realização pode ser vista como um evento binário: a rede percola ou não percola. Dessa forma, a incerteza estatística pode ser estimada por uma expressão binomial:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\sigma_R =&lt;br /&gt;
\sqrt{&lt;br /&gt;
\frac{R_L(p)\,[1-R_L(p)]}{N_{\text{total}}}&lt;br /&gt;
}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa expressão mostra que a incerteza diminui quando o número de realizações independentes aumenta. Portanto, simulações com mais amostras produzem curvas mais suaves e barras de erro menores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para outras grandezas, como o tamanho médio do maior aglomerado, as barras de erro foram calculadas usando o erro padrão da média:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\sigma_{\bar{x}} =&lt;br /&gt;
\frac{\sigma_x}{\sqrt{N_{\text{total}}}},&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_x&amp;lt;/math&amp;gt; é o desvio padrão das medidas individuais e &amp;lt;math&amp;gt;N_{\text{total}}&amp;lt;/math&amp;gt; é o número de realizações independentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As barras de erro são especialmente importantes perto da região crítica, onde as flutuações entre diferentes realizações tornam-se maiores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Parâmetro de ordem==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O parâmetro de ordem escolhido para caracterizar a transição foi a fração da rede pertencente ao maior aglomerado. Essa grandeza é definida como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
S_{\max} =&lt;br /&gt;
\frac{N_{\max}}{L^2},&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;N_{\max}&amp;lt;/math&amp;gt; é o número de sítios ocupados no maior aglomerado da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse parâmetro mede a presença de conectividade macroscópica. Abaixo do limiar crítico, o maior aglomerado ocupa apenas uma pequena fração da rede. Acima do limiar crítico, surge um aglomerado dominante, e &amp;lt;math&amp;gt;S_{\max}&amp;lt;/math&amp;gt; cresce de forma significativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, &amp;lt;math&amp;gt;S_{\max}&amp;lt;/math&amp;gt; funciona como um parâmetro de ordem para o problema de percolação. Ele é pequeno no regime não percolante e torna-se grande no regime percolante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fig03_parametro_ordem.png|700px|thumb|center|Figura 3: Parâmetro de ordem S_max em função da probabilidade de ocupação p. O crescimento de S_max indica o surgimento de um aglomerado dominante no regime percolante.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Figura 3 apresenta o comportamento de &amp;lt;math&amp;gt;S_{\max}&amp;lt;/math&amp;gt; em função de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;. Para valores baixos de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;, o maior aglomerado representa uma fração pequena da rede. Conforme &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt; aumenta e se aproxima de &amp;lt;math&amp;gt;p_c&amp;lt;/math&amp;gt;, ocorre um crescimento acentuado. Para valores acima de &amp;lt;math&amp;gt;p_c&amp;lt;/math&amp;gt;, o maior aglomerado passa a ocupar uma parte significativa do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Suscetibilidade geométrica==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além do parâmetro de ordem, também foi calculada uma grandeza análoga à suscetibilidade, associada ao tamanho médio dos aglomerados finitos. Essa grandeza é útil porque indica o aumento das flutuações perto da região crítica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A suscetibilidade geométrica pode ser escrita como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\chi =&lt;br /&gt;
\frac{\sum_s s^2 n_s}{\sum_s s n_s},&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;s&amp;lt;/math&amp;gt; é o tamanho de um aglomerado e &amp;lt;math&amp;gt;n_s&amp;lt;/math&amp;gt; é o número de aglomerados de tamanho &amp;lt;math&amp;gt;s&amp;lt;/math&amp;gt;. No cálculo, o maior aglomerado é excluído, pois no regime supercrítico ele pode corresponder ao aglomerado percolante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A grandeza &amp;lt;math&amp;gt;\chi&amp;lt;/math&amp;gt; mede o tamanho típico dos aglomerados finitos. Perto do limiar crítico, os aglomerados tornam-se maiores e mais ramificados, fazendo com que &amp;lt;math&amp;gt;\chi&amp;lt;/math&amp;gt; apresente um máximo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fig04_suscetibilidade.png|700px|thumb|center|Figura 4: Suscetibilidade geométrica em função da probabilidade de ocupação p. O pico próximo à região crítica indica o aumento do tamanho médio dos aglomerados finitos.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Figura 4 mostra a suscetibilidade geométrica em função de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;. O pico próximo de &amp;lt;math&amp;gt;p_c&amp;lt;/math&amp;gt; indica que, nessa região, as flutuações do sistema são mais intensas. Esse comportamento é característico de fenômenos críticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Análise de tamanho finito==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de tamanho finito é uma parte essencial deste trabalho. Como as simulações são feitas em redes com tamanho limitado, a transição não aparece de forma perfeitamente abrupta. Em vez disso, cada tamanho &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt; apresenta uma curva suavizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simuladas redes de diferentes tamanhos, como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
L = 20,\ 40,\ 80,\ 120.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para cada tamanho, foi estimado um limiar efetivo &amp;lt;math&amp;gt;p_c(L)&amp;lt;/math&amp;gt;. Uma forma simples de estimar esse valor é encontrar o ponto em que a probabilidade de percolação é igual a 0.5:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
R_L[p_c(L)] = 0.5.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse valor representa a probabilidade de ocupação na qual metade das redes simuladas percola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em sistemas finitos, &amp;lt;math&amp;gt;p_c(L)&amp;lt;/math&amp;gt; pode se desviar do valor crítico do sistema infinito. Porém, conforme &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt; aumenta, espera-se que &amp;lt;math&amp;gt;p_c(L)&amp;lt;/math&amp;gt; se aproxime de &amp;lt;math&amp;gt;p_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Para a percolação bidimensional, esse deslocamento pode ser analisado aproximadamente pela relação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
p_c(L) - p_c(\infty) \propto L^{-1/\nu},&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\nu = \frac{4}{3}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fig05_tamanho_finito_pc.png|700px|thumb|center|Figura 5: Estimativa do limiar crítico efetivo p_c(L) em função de L^{-1/nu}, com nu = 4/3. A extrapolação para L^{-1/nu} tendendo a zero corresponde ao limite de tamanho infinito.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Figura 5 mostra a estimativa de &amp;lt;math&amp;gt;p_c(L)&amp;lt;/math&amp;gt; em função de &amp;lt;math&amp;gt;L^{-1/\nu}&amp;lt;/math&amp;gt;. A extrapolação para &amp;lt;math&amp;gt;L^{-1/\nu} \to 0&amp;lt;/math&amp;gt; corresponde ao limite de tamanho infinito. O resultado esperado é que essa extrapolação se aproxime de &amp;lt;math&amp;gt;p_c \approx 0.5927&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa análise mostra como os resultados numéricos dependem do tamanho do sistema e permite comparar os dados simulados com o valor crítico conhecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Colapso de escala==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma forma adicional de verificar a consistência da análise de tamanho finito é usar uma variável de escala. Perto do ponto crítico, a probabilidade de percolação pode ser escrita aproximadamente como uma função da combinação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
(p-p_c)L^{1/\nu}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, ao representar &amp;lt;math&amp;gt;R_L(p)&amp;lt;/math&amp;gt; em função de &amp;lt;math&amp;gt;(p-p_c)L^{1/\nu}&amp;lt;/math&amp;gt;, curvas de diferentes tamanhos &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt; tendem a se aproximar de uma curva universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fig06_colapso_escala.png|700px|thumb|center|Figura 6: Colapso de escala aproximado para a probabilidade de percolação. As curvas para diferentes tamanhos de rede são representadas em função da variável de escala (p-p_c)L^{1/nu}.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Figura 6 mostra o colapso de escala aproximado. As curvas não precisam coincidir perfeitamente, pois as simulações foram feitas com tamanhos finitos e número finito de amostras. Mesmo assim, a aproximação entre elas indica que o comportamento observado é compatível com a teoria de escala para percolação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Tempo de computação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tempo de computação também foi analisado. Para cada realização, é necessário gerar uma rede aleatória e identificar seus aglomerados. Como a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;L^2&amp;lt;/math&amp;gt; sítios, o custo computacional tende a crescer aproximadamente com a área da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, espera-se que o tempo por realização cresça aproximadamente como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
t \propto L^2.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tempo total da simulação depende também do número de valores de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt; e do número de realizações independentes. De forma aproximada,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
t_{\text{total}}&lt;br /&gt;
\propto&lt;br /&gt;
N_p \times N_{\text{amostras}} \times L^2,&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;N_p&amp;lt;/math&amp;gt; é o número de valores de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt; simulados e &amp;lt;math&amp;gt;N_{\text{amostras}}&amp;lt;/math&amp;gt; é o número de realizações independentes para cada valor de &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fig07_tempo_computacao.png|700px|thumb|center|Figura 7: Tempo médio de computação por realização em função do tamanho linear da rede L. A curva de referência proporcional a L² indica o comportamento esperado para um algoritmo que percorre todos os sítios da rede.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Figura 7 mostra o tempo médio de computação por realização em função de &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt;. A curva medida é comparada com uma referência proporcional a &amp;lt;math&amp;gt;L^2&amp;lt;/math&amp;gt;. Esse resultado confirma que redes maiores exigem mais tempo de processamento, pois possuem mais sítios a serem gerados e analisados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Resumo dos parâmetros usados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os principais parâmetros utilizados nas simulações foram escolhidos de modo a permitir a análise da transição de percolação, dos efeitos de tamanho finito, das barras de erro e do tempo de computação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt;: representa o tamanho linear da rede quadrada. Foram utilizadas redes com &amp;lt;math&amp;gt;L = 20&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;L = 40&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;L = 80&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;L = 120&amp;lt;/math&amp;gt;. Como a rede possui dimensões &amp;lt;math&amp;gt;L \times L&amp;lt;/math&amp;gt;, o número total de sítios é dado por &amp;lt;math&amp;gt;L^2&amp;lt;/math&amp;gt;.&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt;: representa a probabilidade de ocupação de cada sítio da rede. Os valores simulados foram escolhidos no intervalo entre &amp;lt;math&amp;gt;0.35&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;0.80&amp;lt;/math&amp;gt;, de modo a incluir tanto o regime não percolante quanto o regime percolante.&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;N_{\text{amostras}}&amp;lt;/math&amp;gt;: representa o número de realizações independentes feitas para cada par de valores &amp;lt;math&amp;gt;(L,p)&amp;lt;/math&amp;gt;. Neste trabalho, foram usadas &amp;lt;math&amp;gt;100&amp;lt;/math&amp;gt; realizações para cada ponto simulado.&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Vizinhança: foi usada a vizinhança de quatro primeiros vizinhos. Assim, um sítio ocupado pode se conectar apenas com os sítios ocupados acima, abaixo, à esquerda e à direita. As conexões diagonais não foram consideradas.&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;p_c&amp;lt;/math&amp;gt;: representa o limiar crítico esperado para a percolação de sítios em uma rede quadrada bidimensional. O valor teórico usado como referência foi &amp;lt;math&amp;gt;p_c \approx 0.5927&amp;lt;/math&amp;gt;.&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Discussão dos resultados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os resultados obtidos reproduzem qualitativamente o comportamento esperado para a percolação de sítios em uma rede quadrada bidimensional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de percolação apresenta uma transição clara em torno de &amp;lt;math&amp;gt;p \approx 0.5927&amp;lt;/math&amp;gt;. Para valores menores que esse limiar, quase nenhuma realização apresenta um aglomerado atravessando a rede. Para valores maiores, a maior parte das redes passa a percolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise do parâmetro de ordem &amp;lt;math&amp;gt;S_{\max}&amp;lt;/math&amp;gt; mostra o surgimento de um aglomerado dominante no regime supercrítico. Esse resultado é consistente com a interpretação física da percolação como uma transição entre um regime sem conectividade macroscópica e um regime com conectividade de longo alcance.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A suscetibilidade geométrica apresenta um pico próximo à região crítica, indicando que os aglomerados finitos atingem tamanhos maiores perto do limiar de percolação. Esse comportamento é típico de sistemas críticos, nos quais as flutuações aumentam significativamente na vizinhança do ponto crítico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A análise de tamanho finito mostra que a transição se torna mais definida à medida que &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt; aumenta. Redes pequenas apresentam maior suavização da transição, enquanto redes maiores se aproximam melhor do comportamento esperado para o sistema infinito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, a análise do tempo de computação mostra que o custo cresce aproximadamente com o número de sítios da rede. Esse resultado é esperado, pois cada realização exige a geração e a análise de uma matriz com &amp;lt;math&amp;gt;L^2&amp;lt;/math&amp;gt; posições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Conclusão==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho, foi estudado o problema da percolação de sítios em uma rede quadrada bidimensional usando simulações de Monte Carlo. O modelo consiste em ocupar aleatoriamente os sítios de uma rede com probabilidade &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt; e verificar se existe um aglomerado conectado atravessando o sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os resultados mostram a existência de uma transição entre uma fase não percolante e uma fase percolante. Essa transição ocorre próxima ao valor crítico esperado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
p_c \approx 0.5927.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram calculadas a probabilidade de percolação, o parâmetro de ordem associado ao maior aglomerado e uma suscetibilidade geométrica relacionada aos aglomerados finitos. Também foram estimadas barras de erro a partir de realizações independentes e realizada uma análise de tamanho finito usando diferentes valores de &amp;lt;math&amp;gt;L&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação confirma que, para redes finitas, a transição é suavizada, mas torna-se mais abrupta conforme o tamanho da rede aumenta. A extrapolação de tamanho finito permite comparar os resultados numéricos com o valor crítico conhecido para o sistema infinito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, a análise do tempo de computação mostra que o custo cresce aproximadamente com &amp;lt;math&amp;gt;L^2&amp;lt;/math&amp;gt;, refletindo o aumento do número de sítios da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a percolação 2D é um problema adequado para estudar Monte Carlo, transições críticas, efeitos de tamanho finito, barras de erro, parâmetros de ordem e regimes físicos distintos de maneira visual e computacionalmente acessível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Stauffer, D.; Aharony, A. &amp;lt;i&amp;gt;Introduction to Percolation Theory&amp;lt;/i&amp;gt;. Taylor &amp;amp; Francis.&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Newman, M. E. J.; Ziff, R. M. Efficient Monte Carlo algorithm and high-precision results for percolation. &amp;lt;i&amp;gt;Physical Review Letters&amp;lt;/i&amp;gt;, 85, 4104, 2000.&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;li&amp;gt;Grimmett, G. &amp;lt;i&amp;gt;Percolation&amp;lt;/i&amp;gt;. Springer.&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11569</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11569"/>
		<updated>2026-06-03T15:58:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: /* Evolução temporal das Densidades */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
texto de[3]: O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039; caso 1 &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusters.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alem disto foi simulado o caso com os parâmetros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;caso 2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.4&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que representa o caso onde os predadores não possuem tanto apetite pelas presas, ou as presas se especializaram em fugir dos predadores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores1.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadadores100.png|420px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores150.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde aqui, em apenas 150 mcs a grupo de predadores foi extinto, levando a uma super população de presas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a simulação do &#039;&#039;&#039;caso 1&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas para a simulação do &#039;&#039;&#039;caso 2&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:densi2.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde se vê claramente a densidade de presas saturadas em todo o tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação de 2500 passos.&lt;br /&gt;
Onde os parâmetros usados foram os mesmos do caso 1:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|500px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Histograma de sobrevivência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, para o &#039;caso 2&#039; foram modificados o parâmetros &#039;a&#039; e o parâmetro &#039;b&#039;, ficando com os seguintes parâqmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.5&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde agora, o sitema tende à extinção. foram realizadas 2000 simulações, e plotamos o tempo em que cada simulação tendeu a extinção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para acelerar o tempo de execução e aumentar a frequência de interação das espécies, foi utilizada uma grade de lado L=15&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:extint.png|600px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui pode se observar que em algum momento do tempo, todos os ecossistemas foram levados à extinção e a maioria deles foi extinta logo na primeira dezena de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://colab.research.google.com/drive/1rbqqgJCIgYKkt9WxhnDBJruGcXHlXiTZ?usp=sharing&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] https://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%B5es_de_Lotka-Volterra_Estoc%C3%A1sticas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11568</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11568"/>
		<updated>2026-06-03T15:57:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: /* Histograma de sobrevivência */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
texto de[3]: O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039; caso 1 &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusters.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alem disto foi simulado o caso com os parâmetros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;caso 2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.4&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que representa o caso onde os predadores não possuem tanto apetite pelas presas, ou as presas se especializaram em fugir dos predadores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores1.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadadores100.png|420px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores150.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde aqui, em apenas 150 mcs a grupo de predadores foi extinto, levando a uma super população de presas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a simulação do caso 1:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas para a simulação do caso 2:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:densi2.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde se vê claramente a densidade de presas saturadas em todo o tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação de 2500 passos.&lt;br /&gt;
Onde os parâmetros usados foram os mesmos do caso 1:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|500px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Histograma de sobrevivência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, para o &#039;caso 2&#039; foram modificados o parâmetros &#039;a&#039; e o parâmetro &#039;b&#039;, ficando com os seguintes parâqmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.5&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde agora, o sitema tende à extinção. foram realizadas 2000 simulações, e plotamos o tempo em que cada simulação tendeu a extinção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para acelerar o tempo de execução e aumentar a frequência de interação das espécies, foi utilizada uma grade de lado L=15&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:extint.png|600px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui pode se observar que em algum momento do tempo, todos os ecossistemas foram levados à extinção e a maioria deles foi extinta logo na primeira dezena de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://colab.research.google.com/drive/1rbqqgJCIgYKkt9WxhnDBJruGcXHlXiTZ?usp=sharing&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] https://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%B5es_de_Lotka-Volterra_Estoc%C3%A1sticas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11567</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11567"/>
		<updated>2026-06-03T15:46:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: /* Correlação de densidades */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
texto de[3]: O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039; caso 1 &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusters.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alem disto foi simulado o caso com os parâmetros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;caso 2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.4&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que representa o caso onde os predadores não possuem tanto apetite pelas presas, ou as presas se especializaram em fugir dos predadores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores1.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadadores100.png|420px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores150.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde aqui, em apenas 150 mcs a grupo de predadores foi extinto, levando a uma super população de presas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a simulação do caso 1:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas para a simulação do caso 2:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:densi2.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde se vê claramente a densidade de presas saturadas em todo o tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação de 2500 passos.&lt;br /&gt;
Onde os parâmetros usados foram os mesmos do caso 1:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|500px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Histograma de sobrevivência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, para o &#039;caso 2&#039; foram modificados o parâmetros &#039;a&#039; e o parâmetro &#039;b&#039;, ficando com os seguintes parâqmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.5&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde agora, o sitema tende à extinção. foram realizadas 2000 simulações, e plotamos o tempo em que cada simulação tendeu a extinção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para acelerar o tempo de execução e aumentar a frequência de interação das espécies, foi utilizada uma grade de lado L=15&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:extint.png|600px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui pode se observar que em algum momento do tempo, todos os ecossistemas foram levados à extinção e a maioria deles foi extinta logo na primeira dezena de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://colab.research.google.com/drive/1rbqqgJCIgYKkt9WxhnDBJruGcXHlXiTZ?usp=sharing&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] https://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%B5es_de_Lotka-Volterra_Estoc%C3%A1sticas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11566</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11566"/>
		<updated>2026-06-03T15:45:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: /* Código */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
texto de[3]: O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039; caso 1 &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusters.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alem disto foi simulado o caso com os parâmetros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;caso 2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.4&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que representa o caso onde os predadores não possuem tanto apetite pelas presas, ou as presas se especializaram em fugir dos predadores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores1.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadadores100.png|420px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores150.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde aqui, em apenas 150 mcs a grupo de predadores foi extinto, levando a uma super população de presas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a simulação do caso 1:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas para a simulação do caso 2:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:densi2.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde se vê claramente a densidade de presas saturadas em todo o tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação de 2500 passos.&lt;br /&gt;
Onde os parâmetros usados foram os mesmos do caso 1:&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|500px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Histograma de sobrevivência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, para o &#039;caso 2&#039; foram modificados o parâmetros &#039;a&#039; e o parâmetro &#039;b&#039;, ficando com os seguintes parâqmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.5&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde agora, o sitema tende à extinção. foram realizadas 2000 simulações, e plotamos o tempo em que cada simulação tendeu a extinção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para acelerar o tempo de execução e aumentar a frequência de interação das espécies, foi utilizada uma grade de lado L=15&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:extint.png|600px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui pode se observar que em algum momento do tempo, todos os ecossistemas foram levados à extinção e a maioria deles foi extinta logo na primeira dezena de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://colab.research.google.com/drive/1rbqqgJCIgYKkt9WxhnDBJruGcXHlXiTZ?usp=sharing&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] https://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%B5es_de_Lotka-Volterra_Estoc%C3%A1sticas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11565</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11565"/>
		<updated>2026-06-03T15:43:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
texto de[3]: O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039; caso 1 &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusters.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alem disto foi simulado o caso com os parâmetros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;caso 2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.4&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que representa o caso onde os predadores não possuem tanto apetite pelas presas, ou as presas se especializaram em fugir dos predadores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores1.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadadores100.png|420px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores150.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde aqui, em apenas 150 mcs a grupo de predadores foi extinto, levando a uma super população de presas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a simulação do caso 1:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas para a simulação do caso 2:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:densi2.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde se vê claramente a densidade de presas saturadas em todo o tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação de 2500 passos.&lt;br /&gt;
Onde os parâmetros usados foram os mesmos do caso 1:&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|500px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Histograma de sobrevivência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, para o &#039;caso 2&#039; foram modificados o parâmetros &#039;a&#039; e o parâmetro &#039;b&#039;, ficando com os seguintes parâqmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.5&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde agora, o sitema tende à extinção. foram realizadas 2000 simulações, e plotamos o tempo em que cada simulação tendeu a extinção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para acelerar o tempo de execução e aumentar a frequência de interação das espécies, foi utilizada uma grade de lado L=15&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:extint.png|600px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui pode se observar que em algum momento do tempo, todos os ecossistemas foram levados à extinção e a maioria deles foi extinta logo na primeira dezena de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] https://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%B5es_de_Lotka-Volterra_Estoc%C3%A1sticas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Arquivo:Extint.png&amp;diff=11564</id>
		<title>Arquivo:Extint.png</title>
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		<updated>2026-06-03T15:38:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Arquivo:Densi2.png&amp;diff=11563</id>
		<title>Arquivo:Densi2.png</title>
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		<updated>2026-06-03T15:25:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
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		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11562</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11562"/>
		<updated>2026-06-03T15:21:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
texto de[3]: O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039; caso 1 &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusters.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alem disto foi simulado o caso com os parâmetros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;caso 2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = 0.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c = 0.4&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f = 0.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que representa o caso onde os predadores não possuem tanto apetite pelas presas, ou as presas se especializaram em fugir dos predadores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores1.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadadores100.png|420px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:Fpredadores150.png|400px|thumb|center]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde aqui, em apenas 150 mcs a grupo de predadores foi extinto, levando a uma super populacão de presas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação de 2500 passos.&lt;br /&gt;
Onde os parâmetros usados foram os mesmos do caso 1:&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|400px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] https://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%B5es_de_Lotka-Volterra_Estoc%C3%A1sticas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<updated>2026-06-03T12:00:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<updated>2026-06-03T12:00:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<updated>2026-06-03T11:59:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11558</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
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		<updated>2026-06-02T17:42:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
texto de[3]: O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
e uma caixa de tamanho L=50&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusters.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação em uma grid de tamanho L=100 em 2500 passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|400px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] https://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%B5es_de_Lotka-Volterra_Estoc%C3%A1sticas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11557</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11557"/>
		<updated>2026-06-02T17:27:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
texto de[3]: O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusters.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação em uma grid de tamanho L=100 em 2500 passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|400px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] https://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%B5es_de_Lotka-Volterra_Estoc%C3%A1sticas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11556</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11556"/>
		<updated>2026-06-02T17:27:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
texto de: [3] O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusters.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação em uma grid de tamanho L=100 em 2500 passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|400px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] https://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%B5es_de_Lotka-Volterra_Estoc%C3%A1sticas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11555</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11555"/>
		<updated>2026-06-02T17:11:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusters.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação em uma grid de tamanho L=100 em 2500 passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|400px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11517</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11517"/>
		<updated>2026-05-30T23:14:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a = b = 0.45&lt;br /&gt;
c = 0.1&lt;br /&gt;
f = 0.3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusteres.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Correlação de densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para analisar a correlação foram realizados uma simulação em uma grid de tamanho L=100 em 2500 passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:correlacao.png|400px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui fica evidente que o máximo da correlação xy (presa-predador) aparenta atraso em  relação as correlações xx e yy em t=0 o que representa o um tempo de resposta do ecossistema às variações temporais. Todavia conforme o sistema evolui no tempo, fica evidente que as correlações vão tendendo ao equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Evolução temporal das Densidades=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disto, a evolução da densidade de presas e predadores durante o tempo evoluiu da seguinte forma:&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Densidade.png | 400px | center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde podemos ver claramente uma periodicidade nas densidades, onde a diminuição da densidade de predadores induz um crescimento de presas que por sua vez induz um crescimento no numero de predadores, mas quando o numero de predadores aumenta novamente, acaba induzindo uma redução no numero de presas. Sendo assim um sistema periódico, conforme o esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Código=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O código usado para fazer estas simulações se encontra em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referencias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] TOMÉ, Tânia; DE OLIVEIRA, Mário J. Stochastic approach to predator-prey models. Physical Review E, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] SCHERER, Cláudio. Métodos Computacionais da Física. 2010.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
	</entry>
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		<title>Arquivo:Densidade.png</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
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		<updated>2026-05-30T22:22:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulação pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir uma simulação de 4000 passos feita em cima dos seguintes parâmetros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;ul&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 1.png|400px|thumb|center| Figura 1: Grade iniciada com os lugares selecionados de forma aleatória]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 2.png|420px|thumb|center| Figura 2: Simulação com 2000 passos realizados]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;li style=&amp;quot;display: inline-block;&amp;quot;&amp;gt;[[Arquivo:sim 3.png|400px|thumb|center| Figura 3: Simulação em seu estado Final, com 4000 passos. O sistema mantém uma coexistência, porém fica evidente o agrupamento de presas em clusteres.]]&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para as simulações, também verificamos as correlações de densidade entre presas e predadores, seguindo a análise feita em \cite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística entre as espécies, mostra as oscilações induzidas pela predação, através da função de autocorrelação e da correlação cruzada no estado estacionário. Sendo &amp;lt;math&amp;gt; \rho_x(t) &amp;lt;/math&amp;gt; a densidade global de presas e &amp;lt;math&amp;gt; \rho_y(t)&amp;lt;/math&amp;gt; a densidade de predadores no tempo t, a flutuação em torno do valor esperado é  &amp;lt;math&amp;gt; \delta \rho_\alpha(t) = \rho_\alpha(t) - \langle \rho_\alpha \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A correlação temporal estatística &amp;lt;math&amp;gt; C_{\alpha \beta}(\tau) &amp;lt;/math&amp;gt; entre as espécies &amp;lt;math&amp;gt;\alpha &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; \beta &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; \alpha, \beta \in \{x, y\} &amp;lt;/math&amp;gt; em um tempo &amp;lt;math&amp;gt;\tau&amp;lt;/math&amp;gt; então será:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
C_{\alpha \beta}(\tau) = L^2 \left[ \frac{1}{T - \tau} \sum_{t=1}^{T-\tau} \delta \rho_\alpha(t) \delta \rho_\beta(t+\tau) \right]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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&lt;hr /&gt;
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		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<updated>2026-05-30T21:49:27Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
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		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
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		<updated>2026-05-30T21:42:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulção pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Sim1.png]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<title>Arquivo:Sim 1.png</title>
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		<updated>2026-05-30T21:41:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método de Monte Carlo=&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As simulações começa gerando uma matriz de dimensão LxL, onde inicialmente cada espaço da matriz é preenchido com um valor sorteado entre 0 e 2, onde 0 representa espaços vazios, 1 representa presas e 2 representa predadores.&lt;br /&gt;
Então em cada passo temporal de nossa simulação, sorteamos um espaço dentro da nossa matriz, se o espaço estiver vazio ou ocupado por uma presa, pulamos o passo e sorteamos novamente. Quando uma presa é selecionada, verificamos se há uma presa imediatamente próxima a este predador, então o predador tem uma chance p_pred de devorar ou não a presa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definimos um numero N de passos mas a simulção pode acabar antes caso o sistema colapse.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<updated>2026-05-30T21:16:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;br /&gt;
Assim, consideramos o modelo como colapsado, quando todo espaço esta ocupado por presas ou quando todos as presas são devoradas e os predadores morrem de fome.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<updated>2026-05-30T21:14:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: /* Introdução */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
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		<updated>2026-05-30T21:14:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: /* Introdução */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação. &amp;lt;ref&amp;gt;Nos gráficos e no código que seguem, &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; é identificado como &amp;lt;math&amp;gt;d&amp;lt;/math&amp;gt;, mas aqui optou-se por usar &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; para não confundir com um diferencial.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<updated>2026-05-30T21:13:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: introdução&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
O modelo de Lotka-Volterra foi desenvolvido originalmente na década de 1920, de maneira independente por Vito Volterra e Alfred Lotka, e é utilizado para descrever a dinâmica de populações com relações de predatismo. Em sua forma mais simples, as equações de Lotka-Volterra podem ser escritas como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{x} = x(a - by)\\ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\dot{y} = y(-c + fx)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;y&amp;lt;/math&amp;gt; denotam, respectivamente, a densidade populacional de presas e de predadores, e &amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; são constantes positivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se interpretar os parâmetros da seguinte maneira:&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;a&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento livre da presa;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;b&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de predação;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de mortalidade livre do predador;&lt;br /&gt;
*&amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt;: taxa de crescimento do predador devido à predação. &amp;lt;ref&amp;gt;Nos gráficos e no código que seguem, &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; é identificado como &amp;lt;math&amp;gt;d&amp;lt;/math&amp;gt;, mas aqui optou-se por usar &amp;lt;math&amp;gt;f&amp;lt;/math&amp;gt; para não confundir com um diferencial.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É interessante notar que o sistema apresenta um ponto fixo não trivial em &amp;lt;math&amp;gt;(x^\ast, y^\ast) = \left(\frac{c}{f},\frac{a}{b}\right)&amp;lt;/math&amp;gt;. Pode-se mostrar também que as demais soluções (além da trivial) são órbitas fechadas no espaço de fase.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse modelo simples, não há competição entre indivíduos de uma mesma espécie e não há limite ecológico para o sustento das populações; ou seja, a população de presas cresce exponencialmente na ausência de predadores.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11452</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
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		<updated>2026-05-27T16:56:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Pvinig: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Simulação do Modelo de Lotka volterra, on-grid...... pagina em construção.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pvinig</name></author>
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		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Simula%C3%A7%C3%A3o_do_Modelo_de_Lotka-Volterra&amp;diff=11451</id>
		<title>Simulação do Modelo de Lotka-Volterra</title>
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		<updated>2026-05-27T16:55:43Z</updated>

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		<title>Trabalhos 2026-1</title>
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&lt;div&gt;===[[Modelo de Potts -- 2D]] ===&lt;br /&gt;
===[[Simulação do Modelo de Lotka-Volterra]] ===&lt;/div&gt;</summary>
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