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	<title>Física Computacional - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-06-14T11:54:10Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2294</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
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		<updated>2018-01-25T10:32:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math\frac{1}{2}z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos de primeiros vizinhos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magnetização é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos (&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}z N&amp;lt;/math&amp;gt;) pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante (&amp;lt;math&amp;gt;2^N&amp;lt;/math&amp;gt; estados possíveis).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora à densidade de spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ferromagnet phases.gif|frame|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tomando &amp;lt;math&amp;gt;g(\mu) = g(\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de ferromagneto, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki &amp;lt;ref name=kawasaki&amp;gt;[https://link.aps.org/doi/10.1103/PhysRevLett.49.1223 T. Ohta, D. Jasnow and K. Kawasaki, Phys. Rev. Lett. 49 1223 (1982). &amp;quot;Universal Scaling in the Motion of Random Interfaces&amp;quot;. American Physical Society]&amp;lt;/ref&amp;gt; e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança conserva a magnetização, pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação é extremamente simplificada pelo fato de o estado final não figurar na expressão para o cálculo da diferença de energia da transição, pois pode-se verificar de antemão se a transição deve ser feita sem que seja necessário efetivamente colocar o sistema no estado final &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister - um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste de uma rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas (spins up) e o restante da rede possui vacâncias (spins down). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simulação com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais adequada para que o sistema minize sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível escrever um algoritmo mais eficiente. Ao invés de percorrer toda a rede e testar ponto a ponto pela possibilidade de uma transição, armazena-se em memória duas listas, uma de spins up e outra de spins down e sorteia-se dois elementos de cada lista para que se faça a transição. Dessa forma, não se perde tempo com rejeições. No entanto, para sistemas pequenos com alguns milhares de passos de Monte Carlo e relativamente poucos pontos como o sistema estudado não foi necessário esse ganho de performance.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sistema exclui-se a condição de contorno que fixa os spins das paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4 e isso faz com que as haja valores adicionais de diferenças de energia entre estados (na rede quadrada era possível obter &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E \in \{0, \pm 4, \pm 8, \pm 12\}&amp;lt;/math&amp;gt; e agora na rede cúbica &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E \in \{0, \pm 4, \pm 8, \pm 12, \pm 16, \pm 20\}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cubeneighbours.png|frame|Visualização da vizinhança de um ponto de uma rede cúbica. Download for free at http://cnx.org/contents/85abf193-2bd2-4908-8563-90b8a7ac8df6@9.311]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;clear: both;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para medir qualquer grandeza de um sistema simulado pelo método de Carlo é necessária que a medida seja feita sob regime de equilíbrio. Torna-se então importante saber quando o sistema atinge o equilíbrio. No caso de um ferromagneto no modelo de Ising pode-se monitorar a magnetização ou calor específico até que a grandeza atinja um valor estacionário. No caso do gás de rede podemos monitorar o formato da interface, ou mais simplesmente, a densidade média de spins up (partículas) em cada coluna da rede quadrada. Acompanhando a mudança percentual nessa densidade ao passar de um passo de Monte Carlo para o passo seguinte é possível ter uma idéia de quanto passos são necessários para atingir o equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:equilibrium20000.png|frame|center|Densidade percentual média em função de número de passos de Monte Carlo (até 20000 passos)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhando mais de perto o início da curva percebe-se que em torno de 1500 passos o equilíbrio ja foi seguramente atingido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:equilibrium2000.png|frame|center|Densidade percentual média em função de número de passos de Monte Carlo (até 2000 passos)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As simulações exibidas acima estão, portanto, na região fora do equilíbrio mas como observado acima o objetivo das simulações era determinar a tendência do formato das interfaces e não o seu formato no equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPEquilibrium/COPEquilibrium/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Equilíbrio]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2196</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2196"/>
		<updated>2018-01-25T03:39:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ferromagnet phases.gif|frame|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki &amp;lt;ref name=kawasaki&amp;gt;[https://link.aps.org/doi/10.1103/PhysRevLett.49.1223 T. Ohta, D. Jasnow and K. Kawasaki, Phys. Rev. Lett. 49 1223 (1982). &amp;quot;Universal Scaling in the Motion of Random Interfaces&amp;quot;. American Physical Society]&amp;lt;/ref&amp;gt; e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister que é um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais favorável ao sistema para minizar a sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sistema excluem-se as condições fixas nas paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é bem menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4 e isso faz com que as haja valores adicionais de diferenças de energia entre estados (na rede quadrada era possível obter &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E \in \{0, \pm 4, \pm 8, \pm 12\}&amp;lt;/math&amp;gt; e agora na rede cúbica &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E \in \{0, \pm 4, \pm 8, \pm 12, \pm 16, \pm 20\}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cubeneighbours.png|frame|Visualização da vizinhança de um ponto de uma rede cúbica. Download for free at http://cnx.org/contents/85abf193-2bd2-4908-8563-90b8a7ac8df6@9.311]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;clear: both;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para medir qualquer grandeza de um sistema simulado pelo método de Carlo é necessária que a medida seja feita sob regime de equilíbrio. Torna-se então importante saber quando o sistema atinge o equilíbrio. No caso de um ferromagneto no modelo de Ising pode-se monitorar a magnetização ou calor específico até que a grandeza atinja um valor estacionário. No caso do gás de rede podemos monitorar o formato da interface, ou mais simplesmente, a densidade média de spins up (partículas) em cada coluna da rede quadrada. Acompanhando a mudança percentual nessa densidade ao passar de um passo de Monte Carlo para o passo seguinte é possível ter uma idéia de quanto passos são necessários para atingir o equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:equilibrium20000.png|frame|center|Densidade percentual média em função de número de passos de Monte Carlo (até 20000 passos)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhando mais de perto o início da curva percebe-se que em torno de 1500 passos o equilíbrio ja foi seguramente atingido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:equilibrium2000.png|frame|center|Densidade percentual média em função de número de passos de Monte Carlo (até 2000 passos)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As simulações exibidas acima estão, portanto, na região fora do equilíbrio mas como observado acima o objetivo das simulações era determinar a tendência do formato das interfaces e não o seu formato no equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPEquilibrium/COPEquilibrium/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Equilíbrio]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<updated>2018-01-25T03:36:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>Arquivo:Equilibrium2000.png</title>
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		<updated>2018-01-25T03:31:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2188</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2188"/>
		<updated>2018-01-25T03:30:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: /* Equilíbrio */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ferromagnet phases.gif|frame|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki &amp;lt;ref name=kawasaki&amp;gt;[https://link.aps.org/doi/10.1103/PhysRevLett.49.1223 T. Ohta, D. Jasnow and K. Kawasaki, Phys. Rev. Lett. 49 1223 (1982). &amp;quot;Universal Scaling in the Motion of Random Interfaces&amp;quot;. American Physical Society]&amp;lt;/ref&amp;gt; e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister que é um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais favorável ao sistema para minizar a sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sistema excluem-se as condições fixas nas paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é bem menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4 e isso faz com que as haja valores adicionais de diferenças de energia entre estados (na rede quadrada era possível obter &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E \in \{0, \pm 4, \pm 8, \pm 12\}&amp;lt;/math&amp;gt; e agora na rede cúbica &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E \in \{0, \pm 4, \pm 8, \pm 12, \pm 16, \pm 20\}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cubeneighbours.png|frame|Visualização da vizinhança de um ponto de uma rede cúbica. Download for free at http://cnx.org/contents/85abf193-2bd2-4908-8563-90b8a7ac8df6@9.311]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;clear: both;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para medir qualquer grandeza de um sistema simulado pelo método de Carlo é necessária que a medida seja feita sob regime de equilíbrio. Torna-se então importante saber quando o sistema atinge o equilíbrio. No caso de um ferromagneto no modelo de Ising pode-se monitorar a magnetização ou calor específico até que a grandeza atinja um valor estacionário. No caso do gás de rede podemos monitorar o formato da interface, ou mais simplesmente, a densidade média de spins up (partículas) em cada coluna da rede quadrada. Acompanhando a mudança percentual nessa densidade ao passar de um passo de Monte Carlo para o passo seguinte é possível ter uma idéia de quanto passos são necessários para atinjir o equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2149</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2149"/>
		<updated>2018-01-25T01:57:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ferromagnet phases.gif|frame|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki &amp;lt;ref name=kawasaki&amp;gt;[https://link.aps.org/doi/10.1103/PhysRevLett.49.1223 T. Ohta, D. Jasnow and K. Kawasaki, Phys. Rev. Lett. 49 1223 (1982). &amp;quot;Universal Scaling in the Motion of Random Interfaces&amp;quot;. American Physical Society]&amp;lt;/ref&amp;gt; e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister que é um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais favorável ao sistema para minizar a sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sistema excluem-se as condições fixas nas paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é bem menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4 e isso faz com que as haja valores adicionais de diferenças de energia entre estados (na rede quadrada era possível obter &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E \in \{0, \pm 4, \pm 8, \pm 12\}&amp;lt;/math&amp;gt; e agora na rede cúbica &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E \in \{0, \pm 4, \pm 8, \pm 12, \pm 16, \pm 20\}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cubeneighbours.png|frame|Visualização da vizinhança de um ponto de uma rede cúbica. Download for free at http://cnx.org/contents/85abf193-2bd2-4908-8563-90b8a7ac8df6@9.311]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;clear: both;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Arquivo:Cubeneighbours.png&amp;diff=2147</id>
		<title>Arquivo:Cubeneighbours.png</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Arquivo:Cubeneighbours.png&amp;diff=2147"/>
		<updated>2018-01-25T01:46:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: Arquivo sob licença Creative Commons retirado de https://opentextbc.ca/chemistry/chapter/10-6-lattice-structures-in-crystalline-solids/

OpenStax, Chemistry. OpenStax CNX. Jun 20, 2016 http://cnx.org/contents/85abf193-2bd2-4908-8563-90b8a7ac8df6@9.311.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Arquivo sob licença Creative Commons retirado de https://opentextbc.ca/chemistry/chapter/10-6-lattice-structures-in-crystalline-solids/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
OpenStax, Chemistry. OpenStax CNX. Jun 20, 2016 http://cnx.org/contents/85abf193-2bd2-4908-8563-90b8a7ac8df6@9.311.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2146</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2146"/>
		<updated>2018-01-25T01:33:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ferromagnet phases.gif|frame|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki &amp;lt;ref name=kawasaki&amp;gt;[https://link.aps.org/doi/10.1103/PhysRevLett.49.1223 T. Ohta, D. Jasnow and K. Kawasaki, Phys. Rev. Lett. 49 1223 (1982). &amp;quot;Universal Scaling in the Motion of Random Interfaces&amp;quot;. American Physical Society]&amp;lt;/ref&amp;gt; e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister que é um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais favorável ao sistema para minizar a sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sistema excluem-se as condições fixas nas paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é bem menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_O_modelo_de_Ising_sob_conserva%C3%A7%C3%A3o_do_par%C3%A2metro_de_ordem_(CPO)&amp;diff=2142</id>
		<title>Grupo - O modelo de Ising sob conservação do parâmetro de ordem (CPO)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_O_modelo_de_Ising_sob_conserva%C3%A7%C3%A3o_do_par%C3%A2metro_de_ordem_(CPO)&amp;diff=2142"/>
		<updated>2018-01-25T01:11:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: Dfriggo moveu a página Grupo - O modelo de Ising sob conservação do parâmetro de ordem (CPO) para Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem através de um redirecionamento&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2141</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2141"/>
		<updated>2018-01-25T01:11:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: Dfriggo moveu a página Grupo - O modelo de Ising sob conservação do parâmetro de ordem (CPO) para Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem através de um redirecionamento&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ferromagnet phases.gif|frame|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister que é um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais favorável ao sistema para minizar a sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sistema excluem-se as condições fixas nas paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é bem menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2140</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2140"/>
		<updated>2018-01-25T01:09:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ferromagnet phases.gif|frame|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister que é um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais favorável ao sistema para minizar a sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sistema excluem-se as condições fixas nas paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é bem menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Arquivo:Ferromagnet_phases.gif&amp;diff=2139</id>
		<title>Arquivo:Ferromagnet phases.gif</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Arquivo:Ferromagnet_phases.gif&amp;diff=2139"/>
		<updated>2018-01-25T01:08:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: Dfriggo enviou uma nova versão de &amp;amp;quot;Arquivo:Ferromagnet phases.gif&amp;amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Conteúdo sob licença Creative Commons de https://www.doitpoms.ac.uk/tlplib/solid-solutions/polymer.php&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Arquivo:Ferromagnet_phases.gif&amp;diff=2137</id>
		<title>Arquivo:Ferromagnet phases.gif</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Arquivo:Ferromagnet_phases.gif&amp;diff=2137"/>
		<updated>2018-01-25T01:06:10Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: Conteúdo sob licença Creative Commons de https://www.doitpoms.ac.uk/tlplib/solid-solutions/polymer.php&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Conteúdo sob licença Creative Commons de https://www.doitpoms.ac.uk/tlplib/solid-solutions/polymer.php&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2136</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2136"/>
		<updated>2018-01-25T01:04:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cop_phase_diagram.png|frame|50px|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister que é um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais favorável ao sistema para minizar a sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sistema excluem-se as condições fixas nas paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é bem menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=M%C3%A9todos_computacionais&amp;diff=2135</id>
		<title>Métodos computacionais</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=M%C3%A9todos_computacionais&amp;diff=2135"/>
		<updated>2018-01-25T00:47:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: /* Métodos Computacionais C */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Física computacional é uma abordagem da &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; com o auxílio do computador essencialmente&lt;br /&gt;
quando a complexidade do problema impossibilita o avanço pela via analítica e/ou porque os cálculos&lt;br /&gt;
numéricos são longos demais para serem feitos sem automação.&lt;br /&gt;
Alguns consideram a &#039;&#039;&#039;física computacional&#039;&#039;&#039; um terceiro (e mais recente) vértice do triângulo da maneira de se fazer física, onde os outros dois vértices são a &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; e a &#039;&#039;&#039;física experimental&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Métodos computacionais&#039;&#039;&#039; é a disciplina onde estudamos ferramentas, métodos e algoritmos numéricos para a resolução de problemas de física onde uma abordagem analítica é extremamente complexa ou impossível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns exemplos de aplicação são: a solução numérica de equações diferenciais ordinárias, integração numérica via métodos de aproximação ou estatísticos como método de Monte Carlo, equações diferencias parciais como as equações de Maxwell e de Schroedinger, métodos matriciais para a solução de problemas de autovalor e autovetor como os encontrados na Mecânica Quântica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Breve Historia da Computação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Conrad Zuse (1941) ao IBM Blue/Gene (2006)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Arquitectura==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Personal_computer%2C_exploded_5.svg Diagrama de PC]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ferramentas ==&lt;br /&gt;
===== [[Comandos Unix/Linux]]  =====&lt;br /&gt;
===== [[Gnuplot]] e [[xmgrace]] =====&lt;br /&gt;
===== [[LaTex]] =====&lt;br /&gt;
===== [[FORTRAN]] =====&lt;br /&gt;
===== [[C]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais A ==&lt;br /&gt;
===== [[Derivada Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Integração Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Interpolação e extrapolação]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Fórmula de Lagrange]]======&lt;br /&gt;
====== [[Spline cúbico]]======&lt;br /&gt;
&amp;lt;!--- ===== [[Eliminação gaussiana e retro-substituição]] ===== ---&amp;gt;&lt;br /&gt;
===== [[Zeros de Funções]]=====&lt;br /&gt;
===== [[Mínimos Quadrados]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Listas de exercícios]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Área 1]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 2]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 3]] ======&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais B ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Integração numérica de equações diferenciais ordinárias]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos multipassos]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos de passo variável]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Aplicações (Mapas)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Números Aleatórios]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Histogramas e Densidade de Probabilidade ]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Método de Monte Carlo (integração numérica)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais C ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Equações Diferenciais Parciais]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo1 - Dif em 2D]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo2 - Ondas1]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo3 - Ondas2]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo4 - FFT]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo5 - Eq. Schroedinger]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Ising 2D]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Monte Carlo]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Lennard Jones]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - BOIDS]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Tráfego]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste_conv]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste2]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Dilema Do Prisioneiro]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Modelo Sznajd]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Modelo de Potts]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem]]=====&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=M%C3%A9todos_computacionais&amp;diff=2134</id>
		<title>Métodos computacionais</title>
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		<updated>2018-01-25T00:46:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: /* Métodos Computacionais C */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Física computacional é uma abordagem da &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; com o auxílio do computador essencialmente&lt;br /&gt;
quando a complexidade do problema impossibilita o avanço pela via analítica e/ou porque os cálculos&lt;br /&gt;
numéricos são longos demais para serem feitos sem automação.&lt;br /&gt;
Alguns consideram a &#039;&#039;&#039;física computacional&#039;&#039;&#039; um terceiro (e mais recente) vértice do triângulo da maneira de se fazer física, onde os outros dois vértices são a &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; e a &#039;&#039;&#039;física experimental&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Métodos computacionais&#039;&#039;&#039; é a disciplina onde estudamos ferramentas, métodos e algoritmos numéricos para a resolução de problemas de física onde uma abordagem analítica é extremamente complexa ou impossível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns exemplos de aplicação são: a solução numérica de equações diferenciais ordinárias, integração numérica via métodos de aproximação ou estatísticos como método de Monte Carlo, equações diferencias parciais como as equações de Maxwell e de Schroedinger, métodos matriciais para a solução de problemas de autovalor e autovetor como os encontrados na Mecânica Quântica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Breve Historia da Computação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Conrad Zuse (1941) ao IBM Blue/Gene (2006)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Arquitectura==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Personal_computer%2C_exploded_5.svg Diagrama de PC]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ferramentas ==&lt;br /&gt;
===== [[Comandos Unix/Linux]]  =====&lt;br /&gt;
===== [[Gnuplot]] e [[xmgrace]] =====&lt;br /&gt;
===== [[LaTex]] =====&lt;br /&gt;
===== [[FORTRAN]] =====&lt;br /&gt;
===== [[C]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais A ==&lt;br /&gt;
===== [[Derivada Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Integração Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Interpolação e extrapolação]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Fórmula de Lagrange]]======&lt;br /&gt;
====== [[Spline cúbico]]======&lt;br /&gt;
&amp;lt;!--- ===== [[Eliminação gaussiana e retro-substituição]] ===== ---&amp;gt;&lt;br /&gt;
===== [[Zeros de Funções]]=====&lt;br /&gt;
===== [[Mínimos Quadrados]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Listas de exercícios]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Área 1]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 2]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 3]] ======&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais B ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Integração numérica de equações diferenciais ordinárias]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos multipassos]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos de passo variável]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Aplicações (Mapas)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Números Aleatórios]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Histogramas e Densidade de Probabilidade ]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Método de Monte Carlo (integração numérica)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais C ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Equações Diferenciais Parciais]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo1 - Dif em 2D]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo2 - Ondas1]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo3 - Ondas2]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo4 - FFT]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo5 - Eq. Schroedinger]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Ising 2D]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Monte Carlo]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Lennard Jones]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - BOIDS]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Tráfego]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste_conv]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste2]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Dilema Do Prisioneiro]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Modelo Sznajd]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Modelo de Potts]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - O modelo de Ising sob conservação do parâmetro de ordem (CPO)]]=====&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2132</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2132"/>
		<updated>2018-01-25T00:45:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: Dfriggo moveu a página Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem para Grupo - O modelo de Ising sob conservação do parâmetro de ordem (CPO)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cop_phase_diagram.png|frame|50px|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister que é um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais favorável ao sistema para minizar a sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sistema excluem-se as condições fixas nas paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é bem menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=M%C3%A9todos_computacionais&amp;diff=2131</id>
		<title>Métodos computacionais</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=M%C3%A9todos_computacionais&amp;diff=2131"/>
		<updated>2018-01-25T00:40:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: /* Métodos Computacionais C */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Física computacional é uma abordagem da &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; com o auxílio do computador essencialmente&lt;br /&gt;
quando a complexidade do problema impossibilita o avanço pela via analítica e/ou porque os cálculos&lt;br /&gt;
numéricos são longos demais para serem feitos sem automação.&lt;br /&gt;
Alguns consideram a &#039;&#039;&#039;física computacional&#039;&#039;&#039; um terceiro (e mais recente) vértice do triângulo da maneira de se fazer física, onde os outros dois vértices são a &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; e a &#039;&#039;&#039;física experimental&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Métodos computacionais&#039;&#039;&#039; é a disciplina onde estudamos ferramentas, métodos e algoritmos numéricos para a resolução de problemas de física onde uma abordagem analítica é extremamente complexa ou impossível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns exemplos de aplicação são: a solução numérica de equações diferenciais ordinárias, integração numérica via métodos de aproximação ou estatísticos como método de Monte Carlo, equações diferencias parciais como as equações de Maxwell e de Schroedinger, métodos matriciais para a solução de problemas de autovalor e autovetor como os encontrados na Mecânica Quântica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Breve Historia da Computação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Conrad Zuse (1941) ao IBM Blue/Gene (2006)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Arquitectura==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Personal_computer%2C_exploded_5.svg Diagrama de PC]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ferramentas ==&lt;br /&gt;
===== [[Comandos Unix/Linux]]  =====&lt;br /&gt;
===== [[Gnuplot]] e [[xmgrace]] =====&lt;br /&gt;
===== [[LaTex]] =====&lt;br /&gt;
===== [[FORTRAN]] =====&lt;br /&gt;
===== [[C]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais A ==&lt;br /&gt;
===== [[Derivada Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Integração Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Interpolação e extrapolação]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Fórmula de Lagrange]]======&lt;br /&gt;
====== [[Spline cúbico]]======&lt;br /&gt;
&amp;lt;!--- ===== [[Eliminação gaussiana e retro-substituição]] ===== ---&amp;gt;&lt;br /&gt;
===== [[Zeros de Funções]]=====&lt;br /&gt;
===== [[Mínimos Quadrados]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Listas de exercícios]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Área 1]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 2]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 3]] ======&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais B ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Integração numérica de equações diferenciais ordinárias]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos multipassos]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos de passo variável]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Aplicações (Mapas)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Números Aleatórios]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Histogramas e Densidade de Probabilidade ]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Método de Monte Carlo (integração numérica)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais C ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Equações Diferenciais Parciais]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo1 - Dif em 2D]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo2 - Ondas1]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo3 - Ondas2]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo4 - FFT]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo5 - Eq. Schroedinger]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Ising 2D]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Monte Carlo]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Lennard Jones]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - BOIDS]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Tráfego]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste_conv]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste2]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Dilema Do Prisioneiro]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Modelo Sznajd]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Modelo de Potts]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem]]=====&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=M%C3%A9todos_computacionais&amp;diff=2130</id>
		<title>Métodos computacionais</title>
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		<updated>2018-01-25T00:39:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Física computacional é uma abordagem da &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; com o auxílio do computador essencialmente&lt;br /&gt;
quando a complexidade do problema impossibilita o avanço pela via analítica e/ou porque os cálculos&lt;br /&gt;
numéricos são longos demais para serem feitos sem automação.&lt;br /&gt;
Alguns consideram a &#039;&#039;&#039;física computacional&#039;&#039;&#039; um terceiro (e mais recente) vértice do triângulo da maneira de se fazer física, onde os outros dois vértices são a &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; e a &#039;&#039;&#039;física experimental&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Métodos computacionais&#039;&#039;&#039; é a disciplina onde estudamos ferramentas, métodos e algoritmos numéricos para a resolução de problemas de física onde uma abordagem analítica é extremamente complexa ou impossível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns exemplos de aplicação são: a solução numérica de equações diferenciais ordinárias, integração numérica via métodos de aproximação ou estatísticos como método de Monte Carlo, equações diferencias parciais como as equações de Maxwell e de Schroedinger, métodos matriciais para a solução de problemas de autovalor e autovetor como os encontrados na Mecânica Quântica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Breve Historia da Computação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Conrad Zuse (1941) ao IBM Blue/Gene (2006)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Arquitectura==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Personal_computer%2C_exploded_5.svg Diagrama de PC]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ferramentas ==&lt;br /&gt;
===== [[Comandos Unix/Linux]]  =====&lt;br /&gt;
===== [[Gnuplot]] e [[xmgrace]] =====&lt;br /&gt;
===== [[LaTex]] =====&lt;br /&gt;
===== [[FORTRAN]] =====&lt;br /&gt;
===== [[C]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais A ==&lt;br /&gt;
===== [[Derivada Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Integração Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Interpolação e extrapolação]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Fórmula de Lagrange]]======&lt;br /&gt;
====== [[Spline cúbico]]======&lt;br /&gt;
&amp;lt;!--- ===== [[Eliminação gaussiana e retro-substituição]] ===== ---&amp;gt;&lt;br /&gt;
===== [[Zeros de Funções]]=====&lt;br /&gt;
===== [[Mínimos Quadrados]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Listas de exercícios]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Área 1]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 2]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 3]] ======&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais B ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Integração numérica de equações diferenciais ordinárias]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos multipassos]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos de passo variável]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Aplicações (Mapas)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Números Aleatórios]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Histogramas e Densidade de Probabilidade ]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Método de Monte Carlo (integração numérica)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais C ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Equações Diferenciais Parciais]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo1 - Dif em 2D]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo2 - Ondas1]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo3 - Ondas2]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo4 - FFT]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo5 - Eq. Schroedinger]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Ising 2D]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Monte Carlo]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Lennard Jones]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - BOIDS]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Tráfego]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste_conv]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste2]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Dilema Do Prisioneiro]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Modelo Sznajd]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Modelo de Potts]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - O modelo de Ising sob conservação do parâmetro de ordem (CPO)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem]]=====&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2129</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2129"/>
		<updated>2018-01-25T00:29:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria&amp;lt;ref name=newman&amp;gt;Newman, M. E. J.; Barkema, G. T. (1999). &amp;quot;Monte Carlo Methods in Statistical Physics&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 019-851796-3.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cop_phase_diagram.png|frame|50px|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação&amp;lt;ref name=krauth&amp;gt;Krauth, Werner (2006). &amp;quot;Statiscal Mechanics: Algorithms and Computations&amp;quot; New York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851535-7.&amp;lt;/ref&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister que é um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais favorável ao sistema para minizar a sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sistema excluem-se as condições fixas nas paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é bem menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa pois para cada par de spins antialinhados o sistema aumenta de energia por um fator 2J e como na rede quadrada um spin da interface possui 3 vizinhos antialinhados, sistema aumenta de energia por um fator 6J. Portanto fisicamente espera-se que o sistema evolua de tal forma a minimizar a extensão da sua interface, minimizando sua tensão superficial. No caso simulado espera-se que um domínio circular seja gerado pois o círculo é a forma geométrica que possui menor perímetro. No entanto, como a simulação demonstra, mesmo pra baixas temperaturas a forma nunca é perfeitamente circular e isso se deve ao tamanho finito da rede o faz com que seu formato (da rede) influencie o formato da interface.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A animação abaixo ilustra o mesmo processo mas com menos frames por segundo permitindo acompanhar detalhes da dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|Animação com 100 passos de Monte Carlo. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simulação da interface esférica é uma extensão direita da simulação da interface circular apenas adicionando mais uma dimensão. Cada ponto da rede agora possui 6 vizinhos ao invés de 4. Observa-se os mesmos efeitos de redução de tensão superficial pela deformação do cubo em uma região aproximadamente esférica quando a temperatura é menor que a temperatura crítica. Acima da a temperatura crítica a densidade fica homogênea como esperado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma simulação com menos partículas, vista mais distante e com uma pequena diferença na quantidade de passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|Interface esférica entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 5 passos de Monte Carlo de um total de 250 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introduzindo interações entre segundos vizinhos é possível reproduzir formatos de cristais cúbicos como por exemplo o cristal de face centrada ou de corpo centrado.&amp;lt;ref name=newman/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Códigos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP/COP/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface linear]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COPSquare/COPSquare/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface circular]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://github.com/diogofriggo/metcompc/blob/master/Trabalho2/COP3D/COP3D/main.c Conservação de parâmetro de ordem - Interface esférica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2108</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2108"/>
		<updated>2018-01-24T23:16:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Atribuindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cop_phase_diagram.png|frame|50px|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir. O objetivo das simulações em determinar a tendência do formato de cada interface após vários passos de monte carlo sem verificar rigorosamente se o equilíbrio foi atingido. Uma análise das condições de equilíbrio é discutida na última seção.&lt;br /&gt;
Todas as simulações demandam a geração de muitos números aleatórios por isso optou-se por usar Mersenne Twister que é um algoritmo veloz para geração de números aleatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema consiste rede quadrada de aresta &amp;lt;math&amp;gt;l&amp;lt;/math&amp;gt;. A rede tem inicialmente sua metade inferior completamente populada por partículas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede é visitado sequencialmente e um dos seus 4 vizinhos é sorteado para que se faça uma tentativa de troca de posição entre o par. Caso a energia do sistema diminua, a troca é feita com probabilidade 1. Caso contrário a troca ocorre com probabilidade dada pelo peso de Boltzmann (algoritmo de Metropolis). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de contorno refere-se às paredes superior e inferior. A ultima linha de pontos da rede possui spins apontando pra baixo permanentemente assim como a primeira linha de pontos da rede tem-se spins apontando pra cima. Para que essa configuração seja mantida ao longo da simulação, evita-se qualquer tentativa de troca entre pares envolvendo esses pontos. Essa condição de contorno garante que a interface se mantenha fixa, do contrário, ela poderia transitar pela rede. &lt;br /&gt;
Nas paredes laterais aplica-se condição de contorno periódica onde por exemplo um ponto da rede na coluna &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com um primeiro vizinho da coluna &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; e vice-versa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iterar pela rede é comum deparar-se com pares de vizinhos que possuem mesma orientação de spin e portanto são ignorados imediatamente pois em nada contribuem para a dinâmica do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface linear entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como observado, a alta temperatura recai-se no regime homogêneo em que a alternativa mais favorável ao sistema para minizar a sua energia é distribuir os spins up (partículas) uniformemente pela rede.&lt;br /&gt;
A uma temperatura abaixo da crítica percebe-se a formação de uma interface persistente entre a região inferior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e a superior com densidade preferencial &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt; em coexistência.&lt;br /&gt;
Ao diminuir ainda mais a temperatura o efeito fica mais acentuado, ou seja, a interface é menos deformada em relação ao caso anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa sistema excluem-se as condições fixas nas paredes superior e inferior e atribui-se a elas as mesmas condições das paredes laterais, ou seja, condições de contorno periódicas onde, por exemplo, uma partícula na linha &amp;lt;math&amp;gt;l-1&amp;lt;/math&amp;gt; pode trocar de lugar com sua primeira vizinha da linha &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Como condição inicial posiciona-se as partículas num formato quadrado no centro da rede e observa-se como o formato da interface varia ao longo da simulação. A densidade de partículas é bem menor que no exemplo anterior da interface linear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|Interface circular entre sólido e vapor. Cada frame corresponde a 10 passos de Monte Carlo de um total de 500 passos. Primeira simulação com alta temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;gt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Segunda simução com temperatura intermediária &amp;lt;math&amp;gt;T &amp;lt; T_C&amp;lt;/math&amp;gt;. Terceira simulação com baixa temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T \ll T_C&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interface é energeticamente custosa e portanto espera-se do modelo que a interface adote uma forma que minimize essa energia de interface&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|description]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|description]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5.gif|frame|center|description]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|description]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2099</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2099"/>
		<updated>2018-01-24T22:19:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Conferindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cop_phase_diagram.png|frame|50px|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas físicos em equilíbrio com muitos graus de liberdade e no limite termodinâmico comportam-se de tal forma que ao flutuarem de um estado &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; para um estado &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; tem-se que &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; difere pouco de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt;. Outra maneira de dizer isso é que as flutuações dessa tipo de sistema físico são muito pequenas em relação ao número de configurações possíveis e que portanto o sistema passa a maior parte do tempo alternando entre um pequeno conjunto de configurações. A consequência disso é que pode-se escolher uma estratégia de visitar com maior probabilidade apenas a fração de estados do sistema, as quais mais contribuem para atingir o equilíbrio ao invés de se visitar todos os estados indistintamente. No modelo de ferromagneto, por exemplo, com uma rede &amp;lt;math&amp;gt;10\times 10\times 10&amp;lt;/math&amp;gt;, há &amp;lt;math&amp;gt;2^{1000} \simeq 10^{300}&amp;lt;/math&amp;gt; configurações possíveis sendo que mesmo com um supercomputador seria impraticável realizar essa simulação. O método de Monte Carlo consiste em visitar eficientemente uma pequena fração desses estados e atingir rapidamente o equilíbrio em poucos passos e o peso que define como visitar o estado seguinte é dado pela distribuição de Boltzmann &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; onde fica claro que quanto mais diferente &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt; for de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; menor a change de fazer a transição &amp;lt;math&amp;gt;\mu\to\mu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma impõe-se que no equilíbrio o sistema obedeça a distribuição de Boltzmann, portanto a condição de balanço detalhado dá liberdade na escolha de &amp;lt;math&amp;gt;P(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;P(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; desde que seja satisfeita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{g(\mu)}{g(\nu)}\frac{A(\mu\to\nu)}{A(\nu\to\mu)} = e^{\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma possível escolha para &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt; seria:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=A_0e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; é cancelada na razão entre probabilidades de aceitação temos a liberdade na sua escolha desde que mantenha a probabilidade menor ou igual a um. No modelo de Ising, por exemplo, a maior diferença de energia que se pode obter entre estados é &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = \pm 2zJ&amp;lt;/math&amp;gt; o que significa que o maior valor de &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt; é justamente &amp;lt;math&amp;gt;e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;. Assim, para garantir que a probabilidade seja menor ou igual a 1 deve-se escolher &amp;lt;math&amp;gt;A_0 \le e^{-\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o algoritmo seja eficiente deseja-se que a probabilidade de aceitação seja a maior possível, pois do contrário estaríamos utilizando tempo computacional apenas para rejeitar trocas de estado. Portanto queremos que &amp;lt;math&amp;gt;A_0&amp;lt;/math&amp;gt; assuma o maior valor possível &amp;lt;math&amp;gt;A_0 = e^{\beta zJ}&amp;lt;/math&amp;gt;, maximizando &amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\frac{1}{2}\beta(E_\nu-E_\mu+2\beta z J)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido a condição de balanço detalhado, essa escolha implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=e^{-\beta z J}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Metropolis percebeu que desde que a condição de balanço detalhado seja satisfeita tem-se liberdade na escolha das probabilidades de aceitação. Então ele decidiu atribuir o maior valor possível para a probabilidade de aceitação que tem o maior valor entre as duas, no caso &amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\nu\to\mu)=1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que implica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;A(\mu\to\nu)=e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a transição de estados sempre ocorre se &amp;lt;math&amp;gt;E_\nu &amp;lt; E_\mu&amp;lt;/math&amp;gt; ou seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;lt;= 0&amp;lt;/math&amp;gt; mas pode ou não ocorrer caso seja &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E &amp;gt; 0&amp;lt;/math&amp;gt; com uma probabilidade dada por &amp;lt;math&amp;gt;e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)}&amp;lt;/math&amp;gt;. Em suma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
A(\mu\to\nu) = \begin{cases}&lt;br /&gt;
e^{-\beta(E_\nu-E_\mu)} \ \mbox{ se } \ E_\nu - E_\mu &amp;gt; 0\\&lt;br /&gt;
1 \  \mbox{ caso contrario}\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obedecer a condição de conservação da magnetização não é permitido alterar um spin individualmente (ou um número ímpar de spins). Uma maneira de tratar a dinâmica desse sistema foi proposta por Kawasaki e consiste em simplesmente alternar o estado de spin de um par de &lt;br /&gt;
partículas que tenham estados de spin oposto, ou seja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
\uparrow \uparrow ou \downarrow \downarrow \quad\to\quad \text{nada a fazer} \\&lt;br /&gt;
\uparrow \downarrow \quad\to\quad \downarrow \uparrow\\&lt;br /&gt;
\downarrow \uparrow \quad\to\quad \uparrow \downarrow\\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que nesse caso a mudança na magnetização é conservada pois a troca de spins resulta em variação de magnetização nula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada ponto da rede possui &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vizinhos e portanto a cada passo de iteração deve-se sortear com qual dos vizinhos será feita uma tentativa de troca de spins. Essa escolha é feita aleatoriamente (uniforme). Uma vez escolhido um vizinho deve-se decidir se a troca deve ser feita ou não. Essa decisão é tomada com base no método de Monte Carlo, em particular, com a probabilidade de aceitação de Metropolis exatamente como exposto na seção acima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;ergodicidade&#039;&#039;&#039; é satisfeita pelo sistema pois um passo de Monte Carlo corresponde a uma troca entre vizinhos que numa rede finita pode ser efetuada a partir de outro estado qualquer em número finito de passos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já foi mencionado a rede possui &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; pontos e número de coordenação &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o que resulta em &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}zN&amp;lt;/math&amp;gt; pares de primeiros vizinhos, portanto, a probabilidade de selecionar um par qualquer é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;g(\mu\to\nu) = \frac{1}{\frac{1}{2}zN} = \frac{2}{zN}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A probabilidade de seleção &amp;lt;math&amp;gt;g(\nu\to\mu)&amp;lt;/math&amp;gt; é a mesma fazendo com que esses termos se cortem na condição de balanço detalhado e permitindo que se aplique a escolha de Metropolis discutida acima sem alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para efetivamente tomar a decisão sobre a troca entre vizinhos onde &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é necessário especificar como é feito seu cálculo. &amp;lt;math&amp;gt;\Delta E&amp;lt;/math&amp;gt; é dado pela seguinte expressão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta E = E_\nu-E_\mu = 2J\left[s_k^\mu\sum_{i\not\in\{k&#039;,k\}}s_i^\mu+s_{k&#039;}^\mu\sum_{j\not\in\{k,k&#039;\}}s_j^\mu\right]&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja um ponto da rede &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt; primeiro vizinho de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. Deseja-se calcular a energia de interação entre esse par. A expressão acima apenas diz que deve-somar os produtos do spin de &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_k)&amp;lt;/math&amp;gt;, com seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; excluindo-se da soma tanto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; quanto &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;. Faz-se o mesmo procedimento para &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, soma-se os produtos do spin &amp;lt;math&amp;gt;k&#039;&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;(s_{k&#039;})&amp;lt;/math&amp;gt;, com todos os seus primeiros vizinhos &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; exceto ele mesmo e &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;. A soma dessas duas quantidades multiplicadas por &amp;lt;math&amp;gt;2J&amp;lt;/math&amp;gt; é igual a diferença de energia entre a configuração &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; e a &amp;lt;math&amp;gt;\nu&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Simulação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram simulados três sistemas diferentes os quais são discutidos a seguir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface linear===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sistema como condição inicial uma rede com a região da metade inferior completamente populada por partículas &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop500iterinstepsof10.gif|frame|center|description]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface circular===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare500iterinstepsof10.gif|frame|center|description]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:copSquare100-iloveimg-compressed.gif|frame|center|description]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Interface esférica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D500instepsof10.gif|frame|center|description]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5.gif|frame|center|description]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:cop3D250instepsof5round.gif|frame|center|description]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
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		<updated>2018-01-24T22:12:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
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		<updated>2018-01-24T22:08:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
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		<updated>2018-01-24T22:07:51Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<updated>2018-01-24T22:07:17Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
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&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
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		<updated>2018-01-24T22:05:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2037</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2037"/>
		<updated>2018-01-24T19:25:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de Ising sujeito CPO a grandeza análoga à magnetização se manteria constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. &lt;br /&gt;
Pode-se refinar o modelo de diversas formas:&lt;br /&gt;
* Conferindo inércia às partículas&lt;br /&gt;
* Alterando a forma da rede (quadrada, hexagonal, fcc, bcc, cúbica) &lt;br /&gt;
* Incluindo partículas de tipos diferentes com interações comum a seu respectivo tipo&lt;br /&gt;
* Presença e/ou tipos de colisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (sem inércia), movem-se de forma aleatória sob excitação térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou resumidamente:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\begin{cases}&lt;br /&gt;
0, \text{ponto da rede vazio} \\&lt;br /&gt;
1, \text{ponto da rede ocupado} \\&lt;br /&gt;
\end{cases}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; devem permanecer constantes durante toda a simução, isso implica que a magnetização também é sempre constante, ou seja, a magneticação é o &#039;&#039;&#039;parâmetro de ordem conservado&#039;&#039;&#039; nesse sistema fato que dá nome ao método.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É vantajoso tratar o modelo de gás de rede sob a perspectiva de um modelo de Ising pois todo o arcabouço de técnicas amplamente conhecidas e extensivamente estudadas para o modelo de Ising podem ser aplicadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das similaridades, o gás de rede, como definido, possui muito menos estados válidos pois não é permitido alterar a magnetização do sistema enquanto no modelo de Ising qualquer spin individual pode ser invertido sem restrições pois a magnetização não precisa se manter constante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a equivalência estabelecida entre gás de rede e o modelo de Ising sabe-se que o sistema possui uma transição de fase que ocorre a uma temperatura crítica &amp;lt;math&amp;gt;T_c&amp;lt;/math&amp;gt;. Rearranjando a densidade de pontos (equivalente agora a spins up) tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;2\rho - 1 = \frac{M}{N}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\rho = \frac{1}{2}(1+m)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo de Ising sabe-se também que abaixo da temperatura crítica existem dois valores de equilíbrio para a magnetização que são &amp;lt;math&amp;gt;+|m|&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-|m|&amp;lt;/math&amp;gt;, portanto, para favorecer a coexistência de fases tem-se que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) = \rho_- \le \rho \le \rho_+ = \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Coexistência de fase===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; fora do intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\rho_- \le \rho \le \rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; ainda é possível que uma região do sistema favoreça uma das duas densidades preferenciais. Suponha que se tenha &amp;lt;math&amp;gt;\rho &amp;lt; \rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;. Nesse caso o sistema possui menos partículas do que precisa pra atingir o a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt;. Ainda que localmente seja possível o sistema atingir a densidade &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; isso leva a uma falta ainda maior de partículas em outras regiões do sistema sendo, portanto, energeticamente custoso. A opção energeticamente mais favorável adotada pelo sistema é distribuir as poucas partículas homegeneamente pela rede. Esse comportamento é observado na simulação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, no caso de &amp;lt;math&amp;gt;J&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; o sistema possui duas fases:&lt;br /&gt;
* Uma em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; se dividindo em dois domínios cada qual favorecendo uma das duas densidades &amp;lt;math&amp;gt;\pm\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
* E outra em que &amp;lt;math&amp;gt;\rho\not\in[\rho_-,\rho_+]&amp;lt;/math&amp;gt; tendo densidade homogênea &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; sujeito ao intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; conclui-se que &amp;lt;math&amp;gt;/rho&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir um intervalo menor de valores a medida que &amp;lt;math&amp;gt;|m|&amp;lt;/math&amp;gt; diminui. A magnetização diminui sob o aumento da temperatura. Acima da temperatura crítica a &amp;lt;math&amp;gt;|m|=0&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto o intervalo &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}(1-|m|) \le \rho \le \frac{1}{2}(1+|m|)&amp;lt;/math&amp;gt; reduz-se a zero evidenciando que não existe mais um valor de &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; que evite a homogeinização da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão acima pode ser apresentada resumidamente pelo diagrama de fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Cop_phase_diagram.png|frame|200px|center|Diagrama de fases do modelo CPO. Fase homogênea para temperaturas além da temperatura crítica e fase coexistente abaixo com densidades preferenciais &amp;lt;math&amp;gt;\rho_+&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;\rho_-&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comportamento é observado quando se diminui a temperatura de vapor d&#039;agua que passa a formar gotas líquidas que coexistem com o vapor para um intervalo de temperaturas. A fase condensada do gás de rede, no entanto, é mais adequadamente interpretada como um sólido devido a posição fixa das partículas (análogas a moléculas ou átomos) na rede, dessa forma, falamos de interface vapor/sólido ao invés de vapor/líquido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Arquivo:Cop_phase_diagram.png&amp;diff=2034</id>
		<title>Arquivo:Cop phase diagram.png</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Arquivo:Cop_phase_diagram.png&amp;diff=2034"/>
		<updated>2018-01-24T19:12:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2010</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=2010"/>
		<updated>2018-01-24T18:09:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de ferromagneto estilo CPO manteria a magnetização constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. Pode-se refinar o modelo de diversas formas tais como incluir inércia ou colisões, no entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (pontos da rede) se movem de forma aleatória sob influência térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}&amp;lt;/math&amp;gt; denota soma sobre todos os pares de primeiros vizinhos da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência ao modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_j-\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; o número de coordenação da rede, ou seja, o número de primeiros vizinhos (&amp;lt;math&amp;gt;z=4&amp;lt;/math&amp;gt; para rede quadrada e &amp;lt;math&amp;gt;z=6&amp;lt;/math&amp;gt; para rede cúbica simples). Para uma dada rede existem &amp;lt;math&amp;gt;2 z N&amp;lt;/math&amp;gt; possíveis pares distintos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se simplificar esssa expressão com base nas seguintes observações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Os somatórios em &amp;lt;math&amp;gt;s_i&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;s_j&amp;lt;/math&amp;gt; são idênticos exceto pelo índice.&lt;br /&gt;
* A soma &amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;sobre pares de vizinhos é equivalente a somar &amp;lt;math&amp;gt;z&amp;lt;/math&amp;gt; vezes sobre o número de pontos da rede: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_i = 2z\sum_{i}s_i&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode ser escrito em termos das constantes &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; assim como ocorre com &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i(s_i+1) = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}\sum_i 1&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{2}\sum_i s_i = \rho N - \frac{1}{2}N&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma o Hamiltoniano se reduz a:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon\sum_{i}s_i-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-\frac{1}{2}z\epsilon(N(2\rho-1))-\frac{1}{4}\epsilon(2zN)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho +\frac{1}{2}\epsilon z N-\frac{1}{2}\epsilon z N &amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja J = &amp;lt;math&amp;gt;\frac{1}{4}\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; e observando que &amp;lt;math&amp;gt;-z\epsilon N\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é uma constante pois todos seus termos são constantes, chegamos na equivalência com o Hamiltoniano do modelo de Ising na ausência de campo magnético:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -J\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}s_is_j + ctc = H^{Ising}_{B=0} + ctc&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O valor esperado &amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt; de qualquer quantidade física &amp;lt;math&amp;gt;Q&amp;lt;/math&amp;gt; não é alterado pela adição de uma constante ao hamiltoniano:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;lt;Q&amp;gt; = \sum_\mu Q_\mu p_\mu = \frac{\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}{\sum_\mu e^{-\beta(E_\mu + ctc)}}= \frac{e^{-\beta ctc}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu}}{e^{-\beta ctc}\sum_\mu e^{-\beta E_\mu}} = \frac{1}{Z}\sum_\mu{Q_\mu}e^{-\beta E_\mu} = &amp;lt;Q&amp;gt;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conservação do parâmetro de ordem===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnetização do sistema é nada mais do que a soma de spins que já calculamos acima:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;M = \sum_i s_i = N(2\rho - 1)&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Transição de Fase==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Implementação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=1977</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=1977"/>
		<updated>2018-01-24T17:01:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem aplicá-lo a situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de ferromagneto estilo CPO manteria a magnetização constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estrutura matemática muito similar ao modelo de Ising, o modelo de CPO com sua simples condição de conservação do parâmetro de ordem aliado a condições de contorno permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o gás de rede onde é possível estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Gás de rede===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede uma partícula (átomo) ou sua ausência (vacância). Ao contrário do gás real a coordenada do movimento não é contínua, pois as partículas se movem de maneira discreta somente pelos vértices da rede. Pode-se refinar o modelo de diversas formas tais como incluir inércia ou colisões, no entanto, uma versão simplificada (e simples de simular) desse modelo é suficiente para reproduzir qualitativamente o comportamento de interfaces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Teoria==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No modelo simplificado do gás de rede as partículas (pontos da rede) se movem de forma aleatória sob influência térmica e satisfazem as seguintes condições:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O número total de partículas é fixo: nenhuma partícula deixa ou entra no sistema, portanto, caso desapareça a partícula deve reaparecer em outro ponto da rede no mesmo passo de simulação.&lt;br /&gt;
#Um ponto da rede pode ser ocupado por uma única partícula ou permanecer vazio (não ocupado). Essa é uma maneira grosseira de assimilar o caráter físico de repulsão do gás real onde partículas não podem interpenetrar-se devido a exclusão de Pauli.&lt;br /&gt;
#Se duas partículas são primeiras vizinhas uma da outra elas sentem uma atração &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt; que é a mesma para qualquer par de partículas. Essa condição modela o efeito de atração entre partículas de um gás real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As forças de atração e repulsão num gás real não possuem alcance de mesma ordem. A repulsão é de curto alcance enquanto a atração é de longo-alcance. Embora o presente modelo trate as partículas como se o alcance de repulsão e atração fossem da mesma ordem, ainda é possível extrair propriedades físicas que tem paralelo com o gás real tais como transições de fase e formato de interfaces. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ponto da rede associamos o valor &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; se houver uma partícula nesse ponto ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt; caso contrário. Representamos essa variável por &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, no iésimo ponto da rede a variável &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; pode assumir apenas os valores &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; ou &amp;lt;math&amp;gt;0&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
A conservação do número de partículas exige que se tenha: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sum\sigma_i = \rho N&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;\rho&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de partículas e &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; é o número total de partículas, sendo, portanto, &amp;lt;math&amp;gt;\rho N&amp;lt;/math&amp;gt; o número de pontos ocupados da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hamiltoniano do sistema é modelado a partir da condição 2 exposta acima em que é especificado que um par de primeiros vizinhos na rede contribui para a diminuição da energia do sistema por uma quantidade &amp;lt;math&amp;gt;\epsilon&amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}\sigma_i\sigma_j&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Equivalência com o modelo de Ising===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para mostrar a equivalência com o modelo de Ising definimos a seguinte variável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;s_i = 2\sigma_i-1&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova variável é nada mais do que o spin no modelo de Ising para um ferromagneto assumindo os valores:&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;+1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = +1&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição ocupada por partícula; ou&lt;br /&gt;
* &amp;lt;math&amp;gt;-1&amp;lt;/math&amp;gt; quando &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = 0&amp;lt;/math&amp;gt;, ou seja, posição não ocupada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos da variável de spin &amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i&amp;lt;/math&amp;gt; é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\sigma_i = \frac{1}{2}(s_i+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Substituindo no Hamiltoniano tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;width: auto; margin-left: auto; margin-right: auto;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;H = -\frac{1}{4}\epsilon\sum_{&amp;lt;ij&amp;gt;}(s_i+1)(s_j+1)&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
==Implementação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Equilíbrio==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=M%C3%A9todos_computacionais&amp;diff=1951</id>
		<title>Métodos computacionais</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=M%C3%A9todos_computacionais&amp;diff=1951"/>
		<updated>2018-01-24T15:01:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: /* Métodos Computacionais C */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Física computacional é uma abordagem da &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; com o auxílio do computador essencialmente&lt;br /&gt;
quando a complexidade do problema impossibilita o avanço pela via analítica e/ou porque os cálculos&lt;br /&gt;
numéricos são longos demais para serem feitos sem automação.&lt;br /&gt;
Alguns consideram a &#039;&#039;&#039;física computacional&#039;&#039;&#039; um terceiro (e mais recente) vértice do triângulo da maneira de se fazer física, onde os outros dois vértices são a &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; e a &#039;&#039;&#039;física experimental&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Métodos computacionais&#039;&#039;&#039; é a disciplina onde estudamos ferramentas, métodos e algoritmos numéricos para a resolução de problemas de física onde uma abordagem analítica é extremamente complexa ou impossível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns exemplos de aplicação são: a solução numérica de equações diferenciais ordinárias, integração numérica via métodos de aproximação ou estatísticos como método de Monte Carlo, equações diferencias parciais como as equações de Maxwell e de Schroedinger, métodos matriciais para a solução de problemas de autovalor e autovetor como os encontrados na Mecânica Quântica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Breve Historia da Computação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Conrad Zuse (1941) ao IBM Blue/Gene (2006)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Arquitectura==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Personal_computer%2C_exploded_5.svg Diagrama de PC]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ferramentas ==&lt;br /&gt;
===== [[Comandos Unix/Linux]]  =====&lt;br /&gt;
===== [[Gnuplot]] e [[xmgrace]] =====&lt;br /&gt;
===== [[LaTex]] =====&lt;br /&gt;
===== [[FORTRAN]] =====&lt;br /&gt;
===== [[C]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais A ==&lt;br /&gt;
===== [[Derivada Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Integração Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Interpolação e extrapolação]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Fórmula de Lagrange]]======&lt;br /&gt;
====== [[Spline cúbico]]======&lt;br /&gt;
&amp;lt;!--- ===== [[Eliminação gaussiana e retro-substituição]] ===== ---&amp;gt;&lt;br /&gt;
===== [[Zeros de Funções]]=====&lt;br /&gt;
===== [[Mínimos Quadrados]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Listas de exercícios]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Área 1]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 2]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 3]] ======&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais B ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Integração numérica de equações diferenciais ordinárias]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos multipassos]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos de passo variável]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Aplicações (Mapas)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Números Aleatórios]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Histogramas e Densidade de Probabilidade ]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Método de Monte Carlo (integração numérica)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais C ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Equações Diferenciais Parciais]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo1 - Dif em 2D]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo2 - Ondas1]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo3 - Ondas2]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo4 - FFT]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo5 - Eq. Schroedinger]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Ising 2D]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Monte Carlo]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Lennard Jones]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - BOIDS]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Tráfego]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste_conv]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste2]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Dilema Do Prisioneiro]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Modelo Sznajd]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Modelo de Potts]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - O modelo de Ising sob conservação do parâmetro de ordem (CPO)]]=====&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=1950</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=1950"/>
		<updated>2018-01-24T15:01:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem que este seja aplicado em situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de ferromagneto estilo CPO manteria a magnetização constante a cada passo da simulação. A simples condição de conservação do parâmetro de ordem permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do tradicional sistema de ferromagneto tais como o modelo gás de rede que permite estudar o comportamento de interfaces vapor-sólido ou vapor-líquido em condições de equilíbrio como por exemplo o equilíbrio entre água líquida e seu vapor ou entre gelo e vapor d&#039;água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Gás de rede==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gás de rede é um modelo simplificado de um gás real onde se associa a cada ponto da rede um ponto (átomo) ou a ausência de um ponto (vacância). Ao ponto presente associamos o valor +1 e ao ausente o valor 0.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=1949</id>
		<title>Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo_-_Conserva%C3%A7%C3%A3o_do_Par%C3%A2metro_de_Ordem&amp;diff=1949"/>
		<updated>2018-01-24T14:42:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: Criou página com &amp;#039;==Introdução==  O modelo de Ising possui características universais que permitem que este seja aplicado em situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever de...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de Ising possui características universais que permitem que este seja aplicado em situações diversas sendo tão versátil a ponto de descrever desde ferromagnetos até interações sociais. Dentro dessa gama de possibilidades existe o modelo de Conservação do Parâmetro de Ordem (CPO) em que, como o nome indica, mantém-se o parâmetro de ordem constante. No caso de um ferromagneto o parâmetro de ordem é a magnetização, portanto, um modelo de ferromagneto estilo CPO manteria a magnetização constante a cada passo da simulação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Modelo Exemplo==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simples condição de conservação do parâmetro de ordem permite que se modele sistemas marcadamente diferentes do modelo de Ising tais como o modelo de gás de rede&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=M%C3%A9todos_computacionais&amp;diff=1948</id>
		<title>Métodos computacionais</title>
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		<updated>2018-01-24T14:16:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: /* Métodos Computacionais C */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Física computacional é uma abordagem da &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; com o auxílio do computador essencialmente&lt;br /&gt;
quando a complexidade do problema impossibilita o avanço pela via analítica e/ou porque os cálculos&lt;br /&gt;
numéricos são longos demais para serem feitos sem automação.&lt;br /&gt;
Alguns consideram a &#039;&#039;&#039;física computacional&#039;&#039;&#039; um terceiro (e mais recente) vértice do triângulo da maneira de se fazer física, onde os outros dois vértices são a &#039;&#039;&#039;física teórica&#039;&#039;&#039; e a &#039;&#039;&#039;física experimental&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Métodos computacionais&#039;&#039;&#039; é a disciplina onde estudamos ferramentas, métodos e algoritmos numéricos para a resolução de problemas de física onde uma abordagem analítica é extremamente complexa ou impossível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns exemplos de aplicação são: a solução numérica de equações diferenciais ordinárias, integração numérica via métodos de aproximação ou estatísticos como método de Monte Carlo, equações diferencias parciais como as equações de Maxwell e de Schroedinger, métodos matriciais para a solução de problemas de autovalor e autovetor como os encontrados na Mecânica Quântica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Breve Historia da Computação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Conrad Zuse (1941) ao IBM Blue/Gene (2006)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Arquitectura==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Personal_computer%2C_exploded_5.svg Diagrama de PC]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ferramentas ==&lt;br /&gt;
===== [[Comandos Unix/Linux]]  =====&lt;br /&gt;
===== [[Gnuplot]] e [[xmgrace]] =====&lt;br /&gt;
===== [[LaTex]] =====&lt;br /&gt;
===== [[FORTRAN]] =====&lt;br /&gt;
===== [[C]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais A ==&lt;br /&gt;
===== [[Derivada Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Integração Numérica]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Interpolação e extrapolação]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Fórmula de Lagrange]]======&lt;br /&gt;
====== [[Spline cúbico]]======&lt;br /&gt;
&amp;lt;!--- ===== [[Eliminação gaussiana e retro-substituição]] ===== ---&amp;gt;&lt;br /&gt;
===== [[Zeros de Funções]]=====&lt;br /&gt;
===== [[Mínimos Quadrados]] =====&lt;br /&gt;
===== [[Listas de exercícios]] =====&lt;br /&gt;
====== [[Área 1]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 2]] ======&lt;br /&gt;
====== [[Área 3]] ======&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais B ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Integração numérica de equações diferenciais ordinárias]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos multipassos]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Métodos de passo variável]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Aplicações (Mapas)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Números Aleatórios]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Histogramas e Densidade de Probabilidade ]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Método de Monte Carlo (integração numérica)]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Métodos Computacionais C ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Equações Diferenciais Parciais]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo1 - Dif em 2D]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo2 - Ondas1]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo3 - Ondas2]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo4 - FFT]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo5 - Eq. Schroedinger]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Ising 2D]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Monte Carlo]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Lennard Jones]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - BOIDS]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Tráfego]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste_conv]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Teste2]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Dilema Do Prisioneiro]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== [[Grupo - Modelo Sznajd]] =====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Modelo de Potts]]=====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====[[Grupo - Conservação do Parâmetro de Ordem]]=====&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo4_-_FFT&amp;diff=1011</id>
		<title>Grupo4 - FFT</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo4_-_FFT&amp;diff=1011"/>
		<updated>2017-10-29T23:10:10Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Transformada rápida de Fourier (em inglês &#039;&#039;&#039;Fast Fourier Transform&#039;&#039;&#039;, ou &#039;&#039;&#039;FFT&#039;&#039;&#039;) é um algoritmo que torna viável o cálculo da Transformada Discreta de Fourier (DFT), que é a forma discretizada da [[https://pt.wikipedia.org/wiki/Transformada_de_Fourier Transformada de Fourier]]. &lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;FFT&#039;&#039;&#039; permite transformar de forma rápida uma série de sinais discretos em uma amostra contendo as frequências desses sinais, desde que satisfaça algumas propriedades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Transformada Discreta de Fourier ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em muitas aplicações se tem informação sobre um conjunto de dados, ao invés de uma função contínua. A &#039;&#039;&#039;Transformada Discreta de Fourier&#039;&#039;&#039; transforma esse conjunto de dados em um conjunto de tamanho igual com informação sobre as frequências da função que satisfaz o conjunto de dados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para um conjunto de dados igualmente espaçados, pode-se, ao considerar os dados como um período de uma função periódica, cujo período normalmente é considerado entre &amp;lt;math&amp;gt;[-\pi, \pi]&amp;lt;/math&amp;gt; para facilitar o cálculo (e que pode sempre ser transformada em uma função nesse interválo), mostrar que a transformada discreta de Fourier pode ser dada pela equação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;F_k = \sum_{n=0}^{N-1} f_n  e^{-i2\pi nk/N}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua inversa é, em paralelo ao caso da transformada contínua,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;f_n = \frac{1}{N} \sum_{n=0}^{N-1} F_k  e^{i2\pi nk/N}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformada também pode ser expressa em forma vetorial, como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\vec{A} = \mathbf{W^{nk}} \vec{a} ~ &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; ~ \mathbf{W^{nk}} ~ &amp;lt;/math&amp;gt; é definido como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\mathbf{W^{nk}} = \begin{bmatrix}&lt;br /&gt;
e^{-2\pi i 0\cdot0/N} &amp;amp; e^{-2\pi i 0\cdot1/N} &amp;amp; \cdots  &amp;amp; e^{-2\pi i 0\cdot k/N}\\ &lt;br /&gt;
e^{-2\pi i 1\cdot0/N} &amp;amp; e^{-2\pi i 1\cdot1/N} &amp;amp; \cdots &amp;amp; e^{-2\pi i 1\cdot k/N}\\ &lt;br /&gt;
\vdots  &amp;amp; \vdots &amp;amp; \ddots  &amp;amp; \vdots\\ &lt;br /&gt;
e^{-2\pi i n\cdot0/N} &amp;amp; e^{-2\pi i n\cdot1/N} &amp;amp; \cdots &amp;amp; e^{-2\pi i n\cdot k/N}&lt;br /&gt;
\end{bmatrix}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cálculo dessa expressão leva em torno de &amp;lt;math&amp;gt;N^2&amp;lt;/math&amp;gt; passos para o resultado. Uma amostra com 3,000 pontos precisa de 9,000,000 operações para a transformada ser obtida, tornando a DFT inviável para aplicações rápidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Transformada Rápida de Fourier ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível calcular a transformada com &amp;lt;math&amp;gt;N \log_{2} N&amp;lt;/math&amp;gt; passos. Para isso se dispõe de um algoritmo chamado &#039;&#039;&#039;Transformada Rápida de Fourier&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
Considera-se um conjunto de pontos &amp;lt;math&amp;gt;N = 2^p&amp;lt;/math&amp;gt; (com &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt; inteiro, então, da definição da DFT&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
F_k =\sum_{n=0}^{N-1} f_n \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N}\cdot k\cdot n}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
podemos dividir o somatório em 2:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
	F_k  =\color{red}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N}\cdot k\cdot 2n} \color{black}+ \color{blue}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n+1} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N}\cdot k\cdot (2n+1)}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
	\color{black}F_k =\color{red}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \color{black}+ \color{blue}e^{-i\frac{2\pi}{N}k} \sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n+1} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
	\color{black}F_k =\color{red}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \color{black}+ \color{blue}~ C(k) ~ \sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n+1} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde a soma em vermelho é a parte &#039;&#039;&#039;par&#039;&#039;&#039; e a soma em azul é a parte &#039;&#039;&#039;ímpar&#039;&#039;&#039; da transformada. As duas somas tem o mesmo expoente, que agora é dividido por &amp;lt;math&amp;gt;N/2&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
Desse expoente, é evidente a relação entre o ponto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e o ponto &amp;lt;math&amp;gt;k + N/2&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} = e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot (k+N/2)\cdot n} = e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot N/2\cdot n} = e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \cdot 1&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essa relação, podemos ver que &amp;lt;math&amp;gt;F_k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;F_{k+N/2}&amp;lt;/math&amp;gt; tem o mesmo expoente e podem ser calculadas ao mesmo tempo. Mais que isso, a nova forma da transformada pode ser sucessivamente dividida, cada vez produzindo somas com limites menores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Exemplo ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suponha que temos a função sinusoidal &amp;lt;math&amp;gt;a(t) = sin(2\pi \cdot 1Hz \cdot t)&amp;lt;/math&amp;gt; e fazemos quatro medidas no intervalo de 1 segundo, resultando em &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_0 = 0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_1 = 1.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_2 = 0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_3 = -1.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas 4 medidas, podemos dividir a soma 2 vezes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_k = \sum_{t=0}^3 a_t \cdot e^{-i \frac{2\pi}{4}\cdot k \cdot t}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_k = \sum_{t_1=0}^1 a_{2t_1} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{2}\cdot k \cdot t_1} + C_k^1\sum_{t_1=0}^1 a_{2t_1+1} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{2}\cdot k \cdot t_1}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_k = \sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2} + C_k^2\sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2+2} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2} + C_k^1\sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2+1} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2} + C_k^3\sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2+3} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e como temos &amp;lt;math&amp;gt;C_k^j = (e^{-i\frac{2\pi}{N}k})^j&amp;lt;/math&amp;gt; podemos calcular&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_0 = 1.00 \cdot C_0^1 - 1.00 \cdot C_0^3 = 0.00 + i0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_1 = 1.00 \cdot C_1^1 - 1.00 \cdot C_1^3 = 0.00 - i2.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_2 = 1.00 \cdot C_2^1 - 1.00 \cdot C_2^3 = 0.00 + i0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_3 = 1.00 \cdot C_3^1 - 1.00 \cdot C_3^3 = 0.00 + i2.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== FFT para N diferente de uma potência de 2 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo com a FFT sendo um algoritmo extremamente eficiente para &amp;lt;math&amp;gt;N = 2^p&amp;lt;/math&amp;gt;, esse dificilmente é o caso que encotramos. Ainda assim, para &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; altamente composto (&amp;lt;math&amp;gt;N = r_1\cdot r_2 \cdot ... \cdot r_m&amp;lt;/math&amp;gt;) o algoritmo ainda resulta em uma boa queda no tempo de cálculo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o caso mais simples &amp;lt;math&amp;gt;N = r_1 \cdot r_2&amp;lt;/math&amp;gt; a transformada pode ser escrita como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;F(k_1,k_0) = \sum_{n_0=0}^{r_2-1}\left [ \sum_{n_1=0}^{r_1-1} x(n_1,n_0) e^{-i2\pi\cdot k \cdot n_1 \cdot r_2} \right ] e^{-i2\pi \cdot k \cdot n_0}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;k = k_1 \cdot r_1 + k_0 ~~~~~~~~ k_0 = 0,1,...,r_1-1 ~~~~~~~~ k_1 = 0,1,...,r_2-1&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;n = n_1 \cdot r_2 + n_0 ~~~~~~~~ n_0 = 0,1,...,r_2-1 ~~~~~~~~ n_1 = 0,1,...,r_1-1&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
assim a transformada que antes necessitava de N calculos, agora pode ser vista como &amp;lt;math&amp;gt;r_1 + r_2&amp;lt;/math&amp;gt; calculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Algorítmo (usando recursão) ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;\mathbf{function} ~ FFT(N,\vec{a})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ~~~~ \mathbf{if} ~ N = 1 ~ \mathbf{then}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ~~~~~~~~ return ~ \vec{a};&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ~~~~ \mathbf{else}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~ E = FFT(N/2, (a_0, a_2, ..., a_{N-2}));&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~ O = FFT(N/2, (a_1, a_3, ..., a_{N-1}));&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~ \mathbf{for} ~ k = 0 ~ to ~ k &amp;lt;= N/2 -1 ~ \mathbf{do}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~~~~~ A_k=E_k+exp(-i2\pi k/N) * O_k;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~~~~~ A_{k+N/2}=E_k-exp(-i2\pi k/N) * O_k;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~ return ~ \vec{A};&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A natureza recursiva do algoritmo da transformada rápida de fourier o torna ideal para implementações em linguagens funcionais como Haskell. Abaixo exibimos as partes mais relevantes do código, onde omitimos inclusões de bibliotecas e a definição das funções auxiliares evens e odds.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;haskell&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--esse termo multiplica o somatório de termos ímpares&lt;br /&gt;
f xs n = exp $ -(0:+2*pi)*n / genericLength xs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--caso a função seja chamada com apenas dois termos, temos o caso base&lt;br /&gt;
ffti [x,y] n = x + y * (exp $ -(0:+pi)*n)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--caso contrário aplique a função recursivamente separando o somatório em &lt;br /&gt;
-- termos com índice par e com índice ímpar&lt;br /&gt;
ffti xs n = ffti (evens xs) n + f xs n * ffti (odds xs) n&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--função que calcula os n coeficientes (ffti calcula um coeficiente)&lt;br /&gt;
fft xs [] = []&lt;br /&gt;
fft xs (y:ys) = (ffti xs y):(fft xs ys)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--exemplo&lt;br /&gt;
fft [0, 1, 4, 9] [0,1,2,3]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--saída ( :+ indica número complexo em Haskell)&lt;br /&gt;
[14.0 :+ 0.0, -4.0 :+ 8.0,  -6.0 :+ 0.0,  -4.0 :+ -8.0)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora não seja uma linguagem puramente funcional Wolfram Mathematica também se presta a uma implementação direta e clara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;css&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
// caso base de uma lista contendo apenas dois termos&lt;br /&gt;
fft[{x_, y_}, n_] := x + y Exp[-I Pi n ]&lt;br /&gt;
// caso contrário, divida a lista entre termos com índice ímpar e par &lt;br /&gt;
// e aplique a função recursivamente&lt;br /&gt;
fft[f_List, n_] :=                fft[Downsample[f, 2, 1], n] + &lt;br /&gt;
    Exp[-((I 2 Pi n )/Length[f])] fft[Downsample[f, 2, 2], n]&lt;br /&gt;
//acima calcula-se com um coeficiente abaixo calcula-se todos&lt;br /&gt;
fft[f_List] := Table[fft[f, n] // N, {n, 0, Length[f] - 1}]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
//exemplo&lt;br /&gt;
fft[{0, 1, 4, 9}]&lt;br /&gt;
{14., -4. + 8. I, -6., -4. - 8. I}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Exemplos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo encontra-se alguns exemplos básicos da transformada de fourier com base no código acima porém com modificações para lidar com o caso em que o intervalo de amostragem é diferente de &amp;lt;math&amp;gt;[0, 2\pi]&amp;lt;/math&amp;gt; e cuja taxa de amostragem é qualquer (diferente de &amp;lt;math&amp;gt;\frac{2\pi k}{N}&amp;lt;/math&amp;gt; como assumido acima)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Gaussiana ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A menos de uma normalização a função gaussiana é definida por: &amp;lt;math&amp;gt;f(x) = e^{-\frac{(x - &amp;lt;x&amp;gt;)^2}{2 \sigma^2}}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Aplicando a transformada de fourier na curva gaussiana obtem-se outra gaussiana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:gaussian1.png|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observa-se que uma curva larga no espaço real corresponde a uma curva estreita no espaço de fourier e vice-versa. Esse é um fato matemático amplamente conhecido e se exprime também na física pelo Princípio da Incerteza de Heisenberg.&lt;br /&gt;
Abaixo uma curva gaussiana mais larga que a anterior e sua transformada correspondentemente mais estreita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:gaussian2.png|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma função par em relação à origem possui uma expansão em fourier com termos ímpares nulos, no entanto, deslocando a gaussiana um pouco para a direita e, portanto, quebrando sua simetria, vemos que a sua transformada possui uma parte complexa:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:gaussian3.png|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Oscilador Harmônico Amortecido ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A curva que representa um oscilador harmônico amortecido é descrita por &amp;lt;math&amp;gt;f(x) = sin(a x) e^{-bx}&amp;lt;/math&amp;gt; onde o termo senoidal, periódico, é amortecido pelo termo exponencial que leva a oscilação rapidamente a zero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:osch.jpg|500px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformada de fourier dessa curva possui parte real e imaginária, da parte imaginária dessa curva é possível obter a frequência de ressonância do fenômeno representado por ela. No caso abaixo vemos que a frequência de ressonância vale &amp;lt;math&amp;gt;\pm 10Hz&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:oschim.png|500px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo a parte real da transformada:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:oschre.png|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Aplicações ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Equação de Schrödinger: propagação de onda de probabilidade ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cálculo da evolução temporal da equação de schrödinger é computacionalmente exigente. A cada passo de tempo é necessário recalcular a posição da onda de probabilidade que representa a partícula em cada ponto do domínio. Portanto, torna-se vantajoso o uso da transformada de fourier rápida. Além disso a própria transformada faz parte da solução, pois também deseja-se obter a sua evolução temporal no espaço de momento. O código foi desenvolvido em python por [https://jakevdp.github.io/blog/2012/09/05/quantum-python/ Jake Vanderplas], no entanto, sob extensas modificações foi possível não apenas entender o código mas também modifica-lo para representar situações diferentes das propostas pelo autor. No site do autor encontra-se a explicação da teoria por trás do problema e também o funcionamento do algoritmo. A seguir exploramos a interação de uma onda de probabilidade com potenciais de diferentes formas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A parte principal do código modificado é exibida abaixo. Nota-se que o autor utilizou o método Leapfrog para integrar as equações de movimento fazendo a seguinte sequência de operações: dar um meio passo no espaço real, tomar a transformada, dar um passo no espaço de momento, tomar a transformada inversa e finalmente dar um passo completo no espaço real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
def time_step():&lt;br /&gt;
    global t, psi_mod_x, psi_mod_k, t_max&lt;br /&gt;
    psi_mod_x *= x_evolve_half&lt;br /&gt;
    for i in range(N_steps):&lt;br /&gt;
        psi_mod_k = fft(psi_mod_x)&lt;br /&gt;
        psi_mod_k *= k_evolve&lt;br /&gt;
        psi_mod_x = ifft(psi_mod_k)&lt;br /&gt;
        psi_mod_x *= x_evolve_half*x_evolve_half&lt;br /&gt;
    psi_mod_k = fft(psi_mod_x)&lt;br /&gt;
    t += dt * N_steps&lt;br /&gt;
    t_max = t_max - 1&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O restante do código ocupa-se somente de inicialização de valores, definição do potencial e escrita dos resultados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Potencial Quadrado ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O potencial quadrado foi o exemplo escolhido pelo autor do código. Nesse exemplo fica visível que uma porção da onda de probabilidade atravessa o potencial embora classicamente não tenha energia suficiente para tal feito. Essa é uma demonstração numérica do efeito de tunelamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Square.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Potencial Triangular ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O potencial triangular, por ter uma base mais larga, coíbe o efeito de tunelamento, no entanto, uma pequena porção da onda incidente ainda consegue transpor a barreira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Triangular.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Potencial Batman ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em cursos básicos de quântica normalmente resolve-se apenas o potencial quadrado, às vezes, excepcionalmente, apresenta-se o potencial triangular. Isso se deve a dificuldade em tratar casos de potenciais irregulares analiticamente. Mas em casos reais os potenciais são extremamente irregulares. A solução numérica trata tais casos com naturalidade e sem qualquer alteração. Em particular, um potencial tipo batman é encarado sem problemas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Batman.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A parte superior da curva é apenas ilustrativa (pois não faz sentido matemático nem físico)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Padrões de Difração ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformada rápida é muito utilizada no tratamento de imagens. Software como ImageJ ou Matlab possuem muitas ferramentas que fazem uso da técnica. Uma aplicação específica da FFT é na análise de imagens de partículas nanométricas obtidas por um microscópio eletrônico de transmissão. Esse equipamento produz um interferograma que (a menos de correções) representa a imagem real do que se está observando mas também produz uma segunda imagem, localizada no ponto focal da lente, que é o padrão de difração da imagem real. Essa imagem é uma visualização do espaço recíproco, ou seja, da transformada do espaço real. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo está uma imagem de um plano de átomos de ouro obtida por um microscópio de transmissão eletrônica com uma escala de 2 nanômetros na qual destacamos uma região (quadrado vermelho) na qual tomaremos a transformada de fourier. A imagem em si é representada por uma matrix 800x800 onde cada elemento da matrix é um valor de intensidade sendo 0 para totalmente escuro e 255 para totalmente claro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Region.png|600px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Utilizando, por exemplo o software Matlab podemos tomar a transformada inversa dessa imagem.  A transformada de fourier produz o padrão de difração que revela a periodicidade da imagem.&lt;br /&gt;
O código em Matlab é bem simples:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
function imagefft(I)&lt;br /&gt;
    F = fft2(I);&lt;br /&gt;
    F = fftshift(F); % centraliza a FFT&lt;br /&gt;
    F = abs(F); % obtem a magnitude (desnecessário, nossa imagem varia de 0 a 255)&lt;br /&gt;
    F = log(F+1); % escala logaritmica, +1 por que log(0) é indefinido&lt;br /&gt;
    F = mat2gray(F); % renormaliza a imagem de 0-255 para 0-1&lt;br /&gt;
    imshow(F,[]) % exibe o resultado&lt;br /&gt;
end&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Matlab fft.png|600px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada par de pontos simétricos em relação ao ponto central representa um conjunto de planos paralelos no espaço real, sendo a imagem real o conjunto de todos os planos representados por todos os pontos somado ao ruído da imagem. Observe que a imagem original, além de ruído, apresenta três planos diferentes como pode-se notar pela orientação dos átomos. Isso explica a presença de linhas claras ao redor dos pontos de difração. Um cristal perfeito, por outro lado, possuiria um padrão de difração de pontos localizados e não discos com linhas como vemos num cristal real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir vejamos como decompor essas informações. Aplicando uma máscara sobre a imagem podemos selecionar apenas um par de pontos e ver a qual conjunto de planos do espaço real ele está relacionado:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Applied mask.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para descobrir qual é o conjunto de planos tomamos a transformada inversa:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Inverse fft.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como mencionado se selecionarmos todos os pontos e tomarmos a transformada inversa obteremos a imagem original, no entanto, removendo boa parte dos ruídos - a parte que deixamos de fora da máscara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Full mask.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Removed all noise.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se quisermos ver a composição do ruído podemos tomar a máscara inversa e aplicar a transformada inversa, obtendo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Negative mask.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Noise.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências Bibliográficas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] [https://web.stanford.edu/class/cme324/classics/cooley-tukey.pdf An Algorithm for the Machine Calculation of. Complex Fourier Series. By James W. Cooley and John W. Turkey].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] Kreyszig, Erwin. Advanced Engineering Mathematics. Wiley, 2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] Scherer, Claudio. Métodos Computacionais da Física.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] Richard; Faires, Douglas. Numerical Analysis, 2011&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo4_-_FFT&amp;diff=1010</id>
		<title>Grupo4 - FFT</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo4_-_FFT&amp;diff=1010"/>
		<updated>2017-10-29T23:05:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Transformada rápida de Fourier (em inglês &#039;&#039;&#039;Fast Fourier Transform&#039;&#039;&#039;, ou &#039;&#039;&#039;FFT&#039;&#039;&#039;) é um algoritmo que torna viável o cálculo da Transformada Discreta de Fourier (DFT), que é a forma discretizada da [[https://pt.wikipedia.org/wiki/Transformada_de_Fourier Transformada de Fourier]]. &lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;FFT&#039;&#039;&#039; permite transformar de forma rápida uma série de sinais discretos em uma amostra contendo as frequências desses sinais, desde que satisfaça algumas propriedades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Transformada Discreta de Fourier ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em muitas aplicações se tem informação sobre um conjunto de dados, ao invés de uma função contínua. A &#039;&#039;&#039;Transformada Discreta de Fourier&#039;&#039;&#039; transforma esse conjunto de dados em um conjunto de tamanho igual com informação sobre as frequências da função que satisfaz o conjunto de dados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para um conjunto de dados igualmente espaçados, pode-se, ao considerar os dados como um período de uma função periódica, cujo período normalmente é considerado entre &amp;lt;math&amp;gt;[-\pi, \pi]&amp;lt;/math&amp;gt; para facilitar o cálculo (e que pode sempre ser transformada em uma função nesse interválo), mostrar que a transformada discreta de Fourier pode ser dada pela equação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;F_k = \sum_{n=0}^{N-1} f_n  e^{-i2\pi nk/N}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua inversa é, em paralelo ao caso da transformada contínua,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;f_n = \frac{1}{N} \sum_{n=0}^{N-1} F_k  e^{i2\pi nk/N}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformada também pode ser expressa em forma vetorial, como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\vec{A} = \mathbf{W^{nk}} \vec{a} ~ &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; ~ \mathbf{W^{nk}} ~ &amp;lt;/math&amp;gt; é definido como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\mathbf{W^{nk}} = \begin{bmatrix}&lt;br /&gt;
e^{-2\pi i 0\cdot0/N} &amp;amp; e^{-2\pi i 0\cdot1/N} &amp;amp; \cdots  &amp;amp; e^{-2\pi i 0\cdot k/N}\\ &lt;br /&gt;
e^{-2\pi i 1\cdot0/N} &amp;amp; e^{-2\pi i 1\cdot1/N} &amp;amp; \cdots &amp;amp; e^{-2\pi i 1\cdot k/N}\\ &lt;br /&gt;
\vdots  &amp;amp; \vdots &amp;amp; \ddots  &amp;amp; \vdots\\ &lt;br /&gt;
e^{-2\pi i n\cdot0/N} &amp;amp; e^{-2\pi i n\cdot1/N} &amp;amp; \cdots &amp;amp; e^{-2\pi i n\cdot k/N}&lt;br /&gt;
\end{bmatrix}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cálculo dessa expressão leva em torno de &amp;lt;math&amp;gt;N^2&amp;lt;/math&amp;gt; passos para o resultado. Uma amostra com 3,000 pontos precisa de 9,000,000 operações para a transformada ser obtida, tornando a DFT inviável para aplicações rápidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Transformada Rápida de Fourier ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível calcular a transformada com &amp;lt;math&amp;gt;N \log_{2} N&amp;lt;/math&amp;gt; passos. Para isso se dispõe de um algoritmo chamado &#039;&#039;&#039;Transformada Rápida de Fourier&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
Considera-se um conjunto de pontos &amp;lt;math&amp;gt;N = 2^p&amp;lt;/math&amp;gt; (com &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt; inteiro, então, da definição da DFT&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
F_k =\sum_{n=0}^{N-1} f_n \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N}\cdot k\cdot n}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
podemos dividir o somatório em 2:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
	F_k  =\color{red}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N}\cdot k\cdot 2n} \color{black}+ \color{blue}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n+1} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N}\cdot k\cdot (2n+1)}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
	\color{black}F_k =\color{red}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \color{black}+ \color{blue}e^{-i\frac{2\pi}{N}k} \sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n+1} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
	\color{black}F_k =\color{red}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \color{black}+ \color{blue}~ C(k) ~ \sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n+1} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde a soma em vermelho é a parte &#039;&#039;&#039;par&#039;&#039;&#039; e a soma em azul é a parte &#039;&#039;&#039;ímpar&#039;&#039;&#039; da transformada. As duas somas tem o mesmo expoente, que agora é dividido por &amp;lt;math&amp;gt;N/2&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
Desse expoente, é evidente a relação entre o ponto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e o ponto &amp;lt;math&amp;gt;k + N/2&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} = e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot (k+N/2)\cdot n} = e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot N/2\cdot n} = e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \cdot 1&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essa relação, podemos ver que &amp;lt;math&amp;gt;F_k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;F_{k+N/2}&amp;lt;/math&amp;gt; tem o mesmo expoente e podem ser calculadas ao mesmo tempo. Mais que isso, a nova forma da transformada pode ser sucessivamente dividida, cada vez produzindo somas com limites menores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Exemplo ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suponha que temos a função sinusoidal &amp;lt;math&amp;gt;a(t) = sin(2\pi \cdot 1Hz \cdot t)&amp;lt;/math&amp;gt; e fazemos quatro medidas no intervalo de 1 segundo, resultando em &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_0 = 0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_1 = 1.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_2 = 0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_3 = -1.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas 4 medidas, podemos dividir a soma 2 vezes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_k = \sum_{t=0}^3 a_t \cdot e^{-i \frac{2\pi}{4}\cdot k \cdot t}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_k = \sum_{t_1=0}^1 a_{2t_1} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{2}\cdot k \cdot t_1} + C_k^1\sum_{t_1=0}^1 a_{2t_1+1} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{2}\cdot k \cdot t_1}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_k = \sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2} + C_k^2\sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2+2} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2} + C_k^1\sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2+1} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2} + C_k^3\sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2+3} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e como temos &amp;lt;math&amp;gt;C_k^j = (e^{-i\frac{2\pi}{N}k})^j&amp;lt;/math&amp;gt; podemos calcular&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_0 = 1.00 \cdot C_0^1 - 1.00 \cdot C_0^3 = 0.00 + i0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_1 = 1.00 \cdot C_1^1 - 1.00 \cdot C_1^3 = 0.00 - i2.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_2 = 1.00 \cdot C_2^1 - 1.00 \cdot C_2^3 = 0.00 + i0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_3 = 1.00 \cdot C_3^1 - 1.00 \cdot C_3^3 = 0.00 + i2.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== FFT para N diferente de uma potência de 2 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo com a FFT sendo um algoritmo extremamente eficiente para &amp;lt;math&amp;gt;N = 2^p&amp;lt;/math&amp;gt;, esse dificilmente é o caso que encotramos. Ainda assim, para &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; altamente composto (&amp;lt;math&amp;gt;N = r_1\cdot r_2 \cdot ... \cdot r_m&amp;lt;/math&amp;gt;) o algoritmo ainda resulta em uma boa queda no tempo de cálculo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o caso mais simples &amp;lt;math&amp;gt;N = r_1 \cdot r_2&amp;lt;/math&amp;gt; a transformada pode ser escrita como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;F(k_1,k_0) = \sum_{n_0=0}^{r_2-1}\left [ \sum_{n_1=0}^{r_1-1} x(n_1,n_0) e^{-i2\pi\cdot k \cdot n_1 \cdot r_2} \right ] e^{-i2\pi \cdot k \cdot n_0}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;k = k_1 \cdot r_1 + k_0 ~~~~~~~~ k_0 = 0,1,...,r_1-1 ~~~~~~~~ k_1 = 0,1,...,r_2-1&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;n = n_1 \cdot r_2 + n_0 ~~~~~~~~ n_0 = 0,1,...,r_2-1 ~~~~~~~~ n_1 = 0,1,...,r_1-1&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
assim a transformada que antes necessitava de N calculos, agora pode ser vista como &amp;lt;math&amp;gt;r_1 + r_2&amp;lt;/math&amp;gt; calculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Algorítmo (usando recursão) ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;\mathbf{function} ~ FFT(N,\vec{a})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ~~~~ \mathbf{if} ~ N = 1 ~ \mathbf{then}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ~~~~~~~~ return ~ \vec{a};&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ~~~~ \mathbf{else}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~ E = FFT(N/2, (a_0, a_2, ..., a_{N-2}));&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~ O = FFT(N/2, (a_1, a_3, ..., a_{N-1}));&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~ \mathbf{for} ~ k = 0 ~ to ~ k &amp;lt;= N/2 -1 ~ \mathbf{do}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~~~~~ A_k=E_k+exp(-i2\pi k/N) * O_k;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~~~~~ A_{k+N/2}=E_k-exp(-i2\pi k/N) * O_k;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~ return ~ \vec{A};&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A natureza recursiva do algoritmo da transformada rápida de fourier o torna ideal para implementações em linguagens funcionais como Haskell. Abaixo exibimos as partes mais relevantes do código, onde omitimos inclusões de bibliotecas e a definição das funções auxiliares evens e odds.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;haskell&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--esse termo multiplica o somatório de termos ímpares&lt;br /&gt;
f xs n = exp $ -(0:+2*pi)*n / genericLength xs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--caso a função seja chamada com apenas dois termos, temos o caso base&lt;br /&gt;
ffti [x,y] n = x + y * (exp $ -(0:+pi)*n)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--caso contrário aplique a função recursivamente separando o somatório em &lt;br /&gt;
-- termos com índice par e com índice ímpar&lt;br /&gt;
ffti xs n = ffti (evens xs) n + f xs n * ffti (odds xs) n&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--função que calcula os n coeficientes (ffti calcula um coeficiente)&lt;br /&gt;
fft xs [] = []&lt;br /&gt;
fft xs (y:ys) = (ffti xs y):(fft xs ys)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--exemplo&lt;br /&gt;
fft [0, 1, 4, 9] [0,1,2,3]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--saída ( :+ indica número complexo em Haskell)&lt;br /&gt;
[14.0 :+ 0.0, -4.0 :+ 8.0,  -6.0 :+ 0.0,  -4.0 :+ -8.0)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora não seja uma linguagem puramente funcional Wolfram Mathematica também se presta a uma implementação direta e clara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;css&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
// caso base de uma lista contendo apenas dois termos&lt;br /&gt;
fft[{x_, y_}, n_] := x + y Exp[-I Pi n ]&lt;br /&gt;
// caso contrário, divida a lista entre termos com índice ímpar e par &lt;br /&gt;
// e aplique a função recursivamente&lt;br /&gt;
fft[f_List, n_] :=                fft[Downsample[f, 2, 1], n] + &lt;br /&gt;
    Exp[-((I 2 Pi n )/Length[f])] fft[Downsample[f, 2, 2], n]&lt;br /&gt;
//acima calcula-se com um coeficiente abaixo calcula-se todos&lt;br /&gt;
fft[f_List] := Table[fft[f, n] // N, {n, 0, Length[f] - 1}]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
//exemplo&lt;br /&gt;
fft[{0, 1, 4, 9}]&lt;br /&gt;
{14., -4. + 8. I, -6., -4. - 8. I}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Exemplos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo encontra-se alguns exemplos básicos da transformada de fourier com base no código acima porém com modificações para lidar com o caso em que o intervalo de amostragem é diferente de &amp;lt;math&amp;gt;[0, 2\pi]&amp;lt;/math&amp;gt; e cuja taxa de amostragem é qualquer (diferente de &amp;lt;math&amp;gt;\frac{2\pi k}{N}&amp;lt;/math&amp;gt; como assumido acima)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Gaussiana ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A menos de uma normalização a função gaussiana é definida por: &amp;lt;math&amp;gt;f(x) = e^{-\frac{(x - &amp;lt;x&amp;gt;)^2}{2 \sigma^2}}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Aplicando a transformada de fourier na curva gaussiana obtem-se outra gaussiana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:gaussian1.png|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observa-se que uma curva larga no espaço real corresponde a uma curva estreita no espaço de fourier e vice-versa. Esse é um fato matemático amplamente conhecido e se exprime também na física pelo Princípio da Incerteza de Heisenberg.&lt;br /&gt;
Abaixo uma curva gaussiana mais larga que a anterior e sua transformada correspondentemente mais estreita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:gaussian2.png|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma função par em relação à origem possui uma expansão em fourier com termos ímpares nulos, no entanto, deslocando a gaussiana um pouco para a direita e, portanto, quebrando sua simetria, vemos que a sua transformada possui uma parte complexa:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:gaussian3.png|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Oscilador Harmônico Amortecido ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A curva que representa um oscilador harmônico amortecido é descrita por &amp;lt;math&amp;gt;f(x) = sin(a x) e^{-bx}&amp;lt;/math&amp;gt; onde o termo senoidal, periódico, é amortecido pelo termo exponencial que leva a oscilação rapidamente a zero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:osch.jpg|500px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformada de fourier dessa curva possui parte real e imaginária, da parte imaginária dessa curva é possível obter a frequência de ressonância do fenômeno representado por ela. No caso abaixo vemos que a frequência de ressonância vale &amp;lt;math&amp;gt;\pm 10Hz&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:oschim.png|500px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo a parte real da transformada:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:oschre.png|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Aplicações ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Equação de Schrödinger: propagação de onda de probabilidade ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cálculo da evolução temporal da equação de schrödinger é computacionalmente exigente. A cada passo de tempo é necessário recalcular a posição da onda de probabilidade que representa a partícula em cada ponto do domínio. Portanto, torna-se vantajoso o uso da transformada de fourier rápida. Além disso a própria transformada faz parte da solução, pois também deseja-se obter a sua evolução temporal no espaço de momento. O código foi desenvolvido em python por [https://jakevdp.github.io/blog/2012/09/05/quantum-python/ Jake Vanderplas], no entanto, sob extensas modificações foi possível não apenas entender o código mas também modifica-lo para representar situações diferentes das propostas pelo autor. No site do autor encontra-se a explicação da teoria por trás do problema e também o funcionamento do algoritmo. A seguir exploramos a interação de uma onda de probabilidade com potenciais de diferentes formas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A parte principal do código modificado é exibida abaixo. Nota-se que o autor utilizou o método Leapfrog para integrar as equações de movimento fazendo a seguinte sequência de operações: dar um meio passo no espaço real, tomar a transformada, dar um passo no espaço de momento, tomar a transformada inversa e finalmente dar um passo completo no espaço real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
def time_step():&lt;br /&gt;
    global t, psi_mod_x, psi_mod_k, t_max&lt;br /&gt;
    psi_mod_x *= x_evolve_half&lt;br /&gt;
    for i in range(N_steps):&lt;br /&gt;
        psi_mod_k = fft(psi_mod_x)&lt;br /&gt;
        psi_mod_k *= k_evolve&lt;br /&gt;
        psi_mod_x = ifft(psi_mod_k)&lt;br /&gt;
        psi_mod_x *= x_evolve_half*x_evolve_half&lt;br /&gt;
    psi_mod_k = fft(psi_mod_x)&lt;br /&gt;
    t += dt * N_steps&lt;br /&gt;
    t_max = t_max - 1&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O restante do código ocupa-se somente de inicialização de valores, definição do potencial e escrita dos resultados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Potencial Quadrado ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O potencial quadrado foi o exemplo escolhido pelo autor do código. Nesse exemplo fica visível que uma porção da onda de probabilidade atravessa o potencial embora classicamente não tenha energia suficiente para tal feito. Essa é uma demonstração numérica do efeito de tunelamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Square.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Potencial Triangular ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O potencial triangular, por ter uma base mais larga, coíbe o efeito de tunelamento, no entanto, uma pequena porção da onda incidente ainda consegue transpor a barreira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Triangular.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Potencial Batman ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em cursos básicos de quântica normalmente resolve-se apenas o potencial quadrado, às vezes, excepcionalmente, apresenta-se o potencial triangular. Isso se deve a dificuldade em tratar casos de potenciais irregulares analiticamente. Mas em casos reais os potenciais são extremamente irregulares. A solução numérica trata tais casos com naturalidade e sem qualquer alteração. Em particular, um potencial tipo batman é encarado sem problemas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Batman.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A parte superior da curva é apenas ilustrativa (pois não faz sentido matemático nem físico)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Padrões de Difração ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformada rápida é muito utilizada no tratamento de imagens. Software como ImageJ ou Matlab possuem muitas ferramentas que fazem uso da técnica. Uma aplicação específica da FFT é na análise de imagens de partículas nanométricas obtidas por um microscópio eletrônico de transmissão. Esse equipamento produz um interferograma que (a menos de correções) representa a imagem real do que se está observando mas também produz uma segunda imagem, localizada no ponto focal da lente, que é o padrão de difração da imagem real. Essa imagem é uma visualização do espaço recíproco, ou seja, da transformada do espaço real. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo está uma imagem de um plano de átomos de ouro obtida por um microscópio de transmissão eletrônica com uma escala de 2 nanômetros. A imagem em si é representada por uma matrix 800x800 onde cada elemento da matrix é um valor de intensidade sendo 0 para totalmente escuro e 255 para totalmente claro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Region.png|600px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Utilizando, por exemplo o software Matlab podemos tomar a transformada inversa dessa imagem.  A transformada de fourier produz o padrão de difração que revela a periodicidade da imagem.&lt;br /&gt;
O código em Matlab é bem simples:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
function imagefft(I)&lt;br /&gt;
    F = fft2(I);&lt;br /&gt;
    F = fftshift(F); % centraliza a FFT&lt;br /&gt;
    F = abs(F); % obtem a magnitude (desnecessário, nossa imagem varia de 0 a 255)&lt;br /&gt;
    F = log(F+1); % escala logaritmica, +1 por que log(0) é indefinido&lt;br /&gt;
    F = mat2gray(F); % renormaliza a imagem de 0-255 para 0-1&lt;br /&gt;
    imshow(F,[]) % exibe o resultado&lt;br /&gt;
end&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Matlab fft.png|600px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada par de pontos simétricos em relação ao ponto central representa um conjunto de planos paralelos no espaço real, sendo a imagem real o conjunto de todos os planos representados por todos os pontos somado ao ruído da imagem. Observe que a imagem original, além de ruído, apresenta três planos diferentes como pode-se notar pela orientação dos átomos. Isso explica a presença de linhas claras ao redor dos pontos de difração. Um cristal perfeito, por outro lado, possuiria um padrão de difração de pontos localizados e não discos com linhas como vemos num cristal real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir vejamos como decompor essas informações. Aplicando uma máscara sobre a imagem podemos selecionar apenas um par de pontos e ver a qual conjunto de planos do espaço real ele está relacionado:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Applied mask.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para descobrir qual é o conjunto de planos tomamos a transformada inversa:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Inverse fft.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Full mask.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Negative mask.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Removed all noise.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Noise.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências Bibliográficas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] [https://web.stanford.edu/class/cme324/classics/cooley-tukey.pdf An Algorithm for the Machine Calculation of. Complex Fourier Series. By James W. Cooley and John W. Turkey].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] Kreyszig, Erwin. Advanced Engineering Mathematics. Wiley, 2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] Scherer, Claudio. Métodos Computacionais da Física.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] Richard; Faires, Douglas. Numerical Analysis, 2011&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo4_-_FFT&amp;diff=1009</id>
		<title>Grupo4 - FFT</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Grupo4_-_FFT&amp;diff=1009"/>
		<updated>2017-10-29T22:53:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Dfriggo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Transformada rápida de Fourier (em inglês &#039;&#039;&#039;Fast Fourier Transform&#039;&#039;&#039;, ou &#039;&#039;&#039;FFT&#039;&#039;&#039;) é um algoritmo que torna viável o cálculo da Transformada Discreta de Fourier (DFT), que é a forma discretizada da [[https://pt.wikipedia.org/wiki/Transformada_de_Fourier Transformada de Fourier]]. &lt;br /&gt;
A &#039;&#039;&#039;FFT&#039;&#039;&#039; permite transformar de forma rápida uma série de sinais discretos em uma amostra contendo as frequências desses sinais, desde que satisfaça algumas propriedades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Transformada Discreta de Fourier ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em muitas aplicações se tem informação sobre um conjunto de dados, ao invés de uma função contínua. A &#039;&#039;&#039;Transformada Discreta de Fourier&#039;&#039;&#039; transforma esse conjunto de dados em um conjunto de tamanho igual com informação sobre as frequências da função que satisfaz o conjunto de dados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para um conjunto de dados igualmente espaçados, pode-se, ao considerar os dados como um período de uma função periódica, cujo período normalmente é considerado entre &amp;lt;math&amp;gt;[-\pi, \pi]&amp;lt;/math&amp;gt; para facilitar o cálculo (e que pode sempre ser transformada em uma função nesse interválo), mostrar que a transformada discreta de Fourier pode ser dada pela equação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;F_k = \sum_{n=0}^{N-1} f_n  e^{-i2\pi nk/N}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua inversa é, em paralelo ao caso da transformada contínua,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;f_n = \frac{1}{N} \sum_{n=0}^{N-1} F_k  e^{i2\pi nk/N}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformada também pode ser expressa em forma vetorial, como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\vec{A} = \mathbf{W^{nk}} \vec{a} ~ &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; ~ \mathbf{W^{nk}} ~ &amp;lt;/math&amp;gt; é definido como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;\mathbf{W^{nk}} = \begin{bmatrix}&lt;br /&gt;
e^{-2\pi i 0\cdot0/N} &amp;amp; e^{-2\pi i 0\cdot1/N} &amp;amp; \cdots  &amp;amp; e^{-2\pi i 0\cdot k/N}\\ &lt;br /&gt;
e^{-2\pi i 1\cdot0/N} &amp;amp; e^{-2\pi i 1\cdot1/N} &amp;amp; \cdots &amp;amp; e^{-2\pi i 1\cdot k/N}\\ &lt;br /&gt;
\vdots  &amp;amp; \vdots &amp;amp; \ddots  &amp;amp; \vdots\\ &lt;br /&gt;
e^{-2\pi i n\cdot0/N} &amp;amp; e^{-2\pi i n\cdot1/N} &amp;amp; \cdots &amp;amp; e^{-2\pi i n\cdot k/N}&lt;br /&gt;
\end{bmatrix}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cálculo dessa expressão leva em torno de &amp;lt;math&amp;gt;N^2&amp;lt;/math&amp;gt; passos para o resultado. Uma amostra com 3,000 pontos precisa de 9,000,000 operações para a transformada ser obtida, tornando a DFT inviável para aplicações rápidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Transformada Rápida de Fourier ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível calcular a transformada com &amp;lt;math&amp;gt;N \log_{2} N&amp;lt;/math&amp;gt; passos. Para isso se dispõe de um algoritmo chamado &#039;&#039;&#039;Transformada Rápida de Fourier&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
Considera-se um conjunto de pontos &amp;lt;math&amp;gt;N = 2^p&amp;lt;/math&amp;gt; (com &amp;lt;math&amp;gt;p&amp;lt;/math&amp;gt; inteiro, então, da definição da DFT&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
F_k =\sum_{n=0}^{N-1} f_n \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N}\cdot k\cdot n}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
podemos dividir o somatório em 2:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
	F_k  =\color{red}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N}\cdot k\cdot 2n} \color{black}+ \color{blue}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n+1} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N}\cdot k\cdot (2n+1)}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
	\color{black}F_k =\color{red}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \color{black}+ \color{blue}e^{-i\frac{2\pi}{N}k} \sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n+1} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
	\color{black}F_k =\color{red}\sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \color{black}+ \color{blue}~ C(k) ~ \sum_{n=0}^{N/2-1} f_{2n+1} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde a soma em vermelho é a parte &#039;&#039;&#039;par&#039;&#039;&#039; e a soma em azul é a parte &#039;&#039;&#039;ímpar&#039;&#039;&#039; da transformada. As duas somas tem o mesmo expoente, que agora é dividido por &amp;lt;math&amp;gt;N/2&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
Desse expoente, é evidente a relação entre o ponto &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt; e o ponto &amp;lt;math&amp;gt;k + N/2&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} = e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot (k+N/2)\cdot n} = e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \cdot e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot N/2\cdot n} = e^{-i \frac{2 \pi}{N/2}\cdot k\cdot n} \cdot 1&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essa relação, podemos ver que &amp;lt;math&amp;gt;F_k&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;F_{k+N/2}&amp;lt;/math&amp;gt; tem o mesmo expoente e podem ser calculadas ao mesmo tempo. Mais que isso, a nova forma da transformada pode ser sucessivamente dividida, cada vez produzindo somas com limites menores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Exemplo ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suponha que temos a função sinusoidal &amp;lt;math&amp;gt;a(t) = sin(2\pi \cdot 1Hz \cdot t)&amp;lt;/math&amp;gt; e fazemos quatro medidas no intervalo de 1 segundo, resultando em &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_0 = 0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_1 = 1.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_2 = 0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;a_3 = -1.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas 4 medidas, podemos dividir a soma 2 vezes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_k = \sum_{t=0}^3 a_t \cdot e^{-i \frac{2\pi}{4}\cdot k \cdot t}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_k = \sum_{t_1=0}^1 a_{2t_1} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{2}\cdot k \cdot t_1} + C_k^1\sum_{t_1=0}^1 a_{2t_1+1} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{2}\cdot k \cdot t_1}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_k = \sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2} + C_k^2\sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2+2} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2} + C_k^1\sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2+1} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2} + C_k^3\sum_{t_2=0}^0 a_{4t_2+3} \cdot e^{-i \frac{2\pi}{1}\cdot k \cdot t_2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e como temos &amp;lt;math&amp;gt;C_k^j = (e^{-i\frac{2\pi}{N}k})^j&amp;lt;/math&amp;gt; podemos calcular&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_0 = 1.00 \cdot C_0^1 - 1.00 \cdot C_0^3 = 0.00 + i0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_1 = 1.00 \cdot C_1^1 - 1.00 \cdot C_1^3 = 0.00 - i2.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_2 = 1.00 \cdot C_2^1 - 1.00 \cdot C_2^3 = 0.00 + i0.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;A_3 = 1.00 \cdot C_3^1 - 1.00 \cdot C_3^3 = 0.00 + i2.00&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== FFT para N diferente de uma potência de 2 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo com a FFT sendo um algoritmo extremamente eficiente para &amp;lt;math&amp;gt;N = 2^p&amp;lt;/math&amp;gt;, esse dificilmente é o caso que encotramos. Ainda assim, para &amp;lt;math&amp;gt;N&amp;lt;/math&amp;gt; altamente composto (&amp;lt;math&amp;gt;N = r_1\cdot r_2 \cdot ... \cdot r_m&amp;lt;/math&amp;gt;) o algoritmo ainda resulta em uma boa queda no tempo de cálculo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o caso mais simples &amp;lt;math&amp;gt;N = r_1 \cdot r_2&amp;lt;/math&amp;gt; a transformada pode ser escrita como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;F(k_1,k_0) = \sum_{n_0=0}^{r_2-1}\left [ \sum_{n_1=0}^{r_1-1} x(n_1,n_0) e^{-i2\pi\cdot k \cdot n_1 \cdot r_2} \right ] e^{-i2\pi \cdot k \cdot n_0}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;k = k_1 \cdot r_1 + k_0 ~~~~~~~~ k_0 = 0,1,...,r_1-1 ~~~~~~~~ k_1 = 0,1,...,r_2-1&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;n = n_1 \cdot r_2 + n_0 ~~~~~~~~ n_0 = 0,1,...,r_2-1 ~~~~~~~~ n_1 = 0,1,...,r_1-1&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
assim a transformada que antes necessitava de N calculos, agora pode ser vista como &amp;lt;math&amp;gt;r_1 + r_2&amp;lt;/math&amp;gt; calculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Algorítmo (usando recursão) ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;\mathbf{function} ~ FFT(N,\vec{a})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ~~~~ \mathbf{if} ~ N = 1 ~ \mathbf{then}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ~~~~~~~~ return ~ \vec{a};&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ~~~~ \mathbf{else}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~ E = FFT(N/2, (a_0, a_2, ..., a_{N-2}));&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~ O = FFT(N/2, (a_1, a_3, ..., a_{N-1}));&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~ \mathbf{for} ~ k = 0 ~ to ~ k &amp;lt;= N/2 -1 ~ \mathbf{do}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~~~~~ A_k=E_k+exp(-i2\pi k/N) * O_k;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~~~~~~~~~ A_{k+N/2}=E_k-exp(-i2\pi k/N) * O_k;&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;~~~~ return ~ \vec{A};&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A natureza recursiva do algoritmo da transformada rápida de fourier o torna ideal para implementações em linguagens funcionais como Haskell. Abaixo exibimos as partes mais relevantes do código, onde omitimos inclusões de bibliotecas e a definição das funções auxiliares evens e odds.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;haskell&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--esse termo multiplica o somatório de termos ímpares&lt;br /&gt;
f xs n = exp $ -(0:+2*pi)*n / genericLength xs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--caso a função seja chamada com apenas dois termos, temos o caso base&lt;br /&gt;
ffti [x,y] n = x + y * (exp $ -(0:+pi)*n)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--caso contrário aplique a função recursivamente separando o somatório em &lt;br /&gt;
-- termos com índice par e com índice ímpar&lt;br /&gt;
ffti xs n = ffti (evens xs) n + f xs n * ffti (odds xs) n&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--função que calcula os n coeficientes (ffti calcula um coeficiente)&lt;br /&gt;
fft xs [] = []&lt;br /&gt;
fft xs (y:ys) = (ffti xs y):(fft xs ys)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--exemplo&lt;br /&gt;
fft [0, 1, 4, 9] [0,1,2,3]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--saída ( :+ indica número complexo em Haskell)&lt;br /&gt;
[14.0 :+ 0.0, -4.0 :+ 8.0,  -6.0 :+ 0.0,  -4.0 :+ -8.0)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora não seja uma linguagem puramente funcional Wolfram Mathematica também se presta a uma implementação direta e clara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;css&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
// caso base de uma lista contendo apenas dois termos&lt;br /&gt;
fft[{x_, y_}, n_] := x + y Exp[-I Pi n ]&lt;br /&gt;
// caso contrário, divida a lista entre termos com índice ímpar e par &lt;br /&gt;
// e aplique a função recursivamente&lt;br /&gt;
fft[f_List, n_] :=                fft[Downsample[f, 2, 1], n] + &lt;br /&gt;
    Exp[-((I 2 Pi n )/Length[f])] fft[Downsample[f, 2, 2], n]&lt;br /&gt;
//acima calcula-se com um coeficiente abaixo calcula-se todos&lt;br /&gt;
fft[f_List] := Table[fft[f, n] // N, {n, 0, Length[f] - 1}]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
//exemplo&lt;br /&gt;
fft[{0, 1, 4, 9}]&lt;br /&gt;
{14., -4. + 8. I, -6., -4. - 8. I}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Exemplos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo encontra-se alguns exemplos básicos da transformada de fourier com base no código acima porém com modificações para lidar com o caso em que o intervalo de amostragem é diferente de &amp;lt;math&amp;gt;[0, 2\pi]&amp;lt;/math&amp;gt; e cuja taxa de amostragem é qualquer (diferente de &amp;lt;math&amp;gt;\frac{2\pi k}{N}&amp;lt;/math&amp;gt; como assumido acima)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Gaussiana ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A menos de uma normalização a função gaussiana é definida por: &amp;lt;math&amp;gt;f(x) = e^{-\frac{(x - &amp;lt;x&amp;gt;)^2}{2 \sigma^2}}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Aplicando a transformada de fourier na curva gaussiana obtem-se outra gaussiana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:gaussian1.png|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observa-se que uma curva larga no espaço real corresponde a uma curva estreita no espaço de fourier e vice-versa. Esse é um fato matemático amplamente conhecido e se exprime também na física pelo Princípio da Incerteza de Heisenberg.&lt;br /&gt;
Abaixo uma curva gaussiana mais larga que a anterior e sua transformada correspondentemente mais estreita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:gaussian2.png|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma função par em relação à origem possui uma expansão em fourier com termos ímpares nulos, no entanto, deslocando a gaussiana um pouco para a direita e, portanto, quebrando sua simetria, vemos que a sua transformada possui uma parte complexa:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:gaussian3.png|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Oscilador Harmônico Amortecido ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A curva que representa um oscilador harmônico amortecido é descrita por &amp;lt;math&amp;gt;f(x) = sin(a x) e^{-bx}&amp;lt;/math&amp;gt; onde o termo senoidal, periódico, é amortecido pelo termo exponencial que leva a oscilação rapidamente a zero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:osch.jpg|500px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformada de fourier dessa curva possui parte real e imaginária, da parte imaginária dessa curva é possível obter a frequência de ressonância do fenômeno representado por ela. No caso abaixo vemos que a frequência de ressonância vale &amp;lt;math&amp;gt;\pm 10Hz&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:oschim.png|500px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo a parte real da transformada:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:oschre.png|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Aplicações ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Equação de Schrödinger: propagação de onda de probabilidade ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cálculo da evolução temporal da equação de schrödinger é computacionalmente exigente. A cada passo de tempo é necessário recalcular a posição da onda de probabilidade que representa a partícula em cada ponto do domínio. Portanto, torna-se vantajoso o uso da transformada de fourier rápida. Além disso a própria transformada faz parte da solução, pois também deseja-se obter a sua evolução temporal no espaço de momento. O código foi desenvolvido em python por [https://jakevdp.github.io/blog/2012/09/05/quantum-python/ Jake Vanderplas], no entanto, sob extensas modificações foi possível não apenas entender o código mas também modifica-lo para representar situações diferentes das propostas pelo autor. No site do autor encontra-se a explicação da teoria por trás do problema e também o funcionamento do algoritmo. A seguir exploramos a interação de uma onda de probabilidade com potenciais de diferentes formas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A parte principal do código modificado é exibida abaixo. Nota-se que o autor utilizou o método Leapfrog para integrar as equações de movimento fazendo a seguinte sequência de operações: dar um meio passo no espaço real, tomar a transformada, dar um passo no espaço de momento, tomar a transformada inversa e finalmente dar um passo completo no espaço real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot; line=&#039;line&#039;&amp;gt;&lt;br /&gt;
def time_step():&lt;br /&gt;
    global t, psi_mod_x, psi_mod_k, t_max&lt;br /&gt;
    psi_mod_x *= x_evolve_half&lt;br /&gt;
    for i in range(N_steps):&lt;br /&gt;
        psi_mod_k = fft(psi_mod_x)&lt;br /&gt;
        psi_mod_k *= k_evolve&lt;br /&gt;
        psi_mod_x = ifft(psi_mod_k)&lt;br /&gt;
        psi_mod_x *= x_evolve_half*x_evolve_half&lt;br /&gt;
    psi_mod_k = fft(psi_mod_x)&lt;br /&gt;
    t += dt * N_steps&lt;br /&gt;
    t_max = t_max - 1&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O restante do código ocupa-se somente de inicialização de valores, definição do potencial e escrita dos resultados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Potencial Quadrado ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O potencial quadrado foi o exemplo escolhido pelo autor do código. Nesse exemplo fica visível que uma porção da onda de probabilidade atravessa o potencial embora classicamente não tenha energia suficiente para tal feito. Essa é uma demonstração numérica do efeito de tunelamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Square.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Potencial Triangular ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O potencial triangular, por ter uma base mais larga, coíbe o efeito de tunelamento, no entanto, uma pequena porção da onda incidente ainda consegue transpor a barreira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Triangular.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Potencial Batman ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em cursos básicos de quântica normalmente resolve-se apenas o potencial quadrado, às vezes, excepcionalmente, apresenta-se o potencial triangular. Isso se deve a dificuldade em tratar casos de potenciais irregulares analiticamente. Mas em casos reais os potenciais são extremamente irregulares. A solução numérica trata tais casos com naturalidade e sem qualquer alteração. Em particular, um potencial tipo batman é encarado sem problemas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Batman.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A parte superior da curva é apenas ilustrativa (pois não faz sentido matemático nem físico)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Padrões de Difração ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformada rápida é muito utilizada no tratamento de imagens. Software como ImageJ ou Matlab possuem muitas ferramentas que fazem uso da técnica. Uma aplicação específica da FFT é na análise de imagens de partículas nanométricas obtidas por um microscópio eletrônico de transmissão. Esse equipamento produz um interferograma que (a menos de correções) representa a imagem real do que se está observando mas também produz uma segunda imagem, localizada no ponto focal da lente, que é o padrão de difração da imagem real. Essa imagem é uma visualização do espaço recíproco, ou seja, da transformada do espaço real. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo está uma imagem de um plano de átomos de ouro obtida por um microscópio de transmissão eletrônica. A imagem em si é representada por uma matrix 800x800 onde cada elemento da matrix é um valor de intensidade sendo 0 para totalmente escuro e 255 para totalmente claro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Region.png|600px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Utilizando, por exemplo o software Matlab podemos tomar a transformada inversa dessa imagem.  A transformada de fourier produz o padrão de difração que revela a periodicidade da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Matlab fft.png|600px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Applied mask.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Inverse fft.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Full mask.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Negative mask.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Removed all noise.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Noise.png|900px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências Bibliográficas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] [https://web.stanford.edu/class/cme324/classics/cooley-tukey.pdf An Algorithm for the Machine Calculation of. Complex Fourier Series. By James W. Cooley and John W. Turkey].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] Kreyszig, Erwin. Advanced Engineering Mathematics. Wiley, 2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] Scherer, Claudio. Métodos Computacionais da Física.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] Richard; Faires, Douglas. Numerical Analysis, 2011&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dfriggo</name></author>
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&lt;hr /&gt;
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