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	<title>Física Computacional - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-06-12T09:19:53Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4013</id>
		<title>Equação de Cahn-Hilliard</title>
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		<updated>2021-04-05T22:18:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Arthurdorn: /* Discussão de Resultados */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Grupo: Arthur Dornelles, Bruno Zanette, Gabriel De David e Guilherme Hoss&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo deste trabalho é resolver computacionalmente a equação de Cahn-Hilliard, que descreve o processo de decomposição espinodal de uma mistura binária, e analisar como é seu comportamento com diferentes coeficientes de difusão, utilizando o método FTCS (&#039;&#039;Forward Time Centered Space&#039;&#039;). O trabalho foi inspirado no artigo de Sibbing[1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decomposição Espinodal ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decomposição espinodal é o nome dado ao processo no qual uma pequena perturbação de um sistema faz com que uma fase homogênea termodinamicamente instável diminua sua energia e separe-se espontaneamente em duas outras fases coexistentes, esse é um processo que ocorre sem nucleação, ou seja, é instantâneo. Ela é observada, por exemplo, em misturas de metais ou polímeros [2].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A Equação de Cahn-Hilliard==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equação de Cahn-Hilliard é uma equação que descreve o processo de separação de fase entre dois componentes de um fluido binário que se separam de maneira espontânea.&lt;br /&gt;
Com o intuito de deduzirmos essa equação, consideraremos - de início - uma mistura binária de dois componentes A e B descritas pelas concentrações dos fluidos &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; c_b(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;, respectivamente. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, podemos considerar que - para uma mistura binária - &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) + c_b(x,t) = 1&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto podemos simplificar para apenas uma concentração &amp;lt;math&amp;gt; c(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
c_a(x,t) = c(x,t), c_b(x,t) = 1 - c(x,t).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, podemos agora utilizar a primeira lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -D\nabla c&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
juntamente da equação da continuidade:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} + \nabla \cdot \vec J = 0.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;D&amp;lt;/math&amp;gt; é o coeficiente de difusão e &amp;lt;math&amp;gt;\vec J&amp;lt;/math&amp;gt; é o fluxo de difusão de concentração da mistura. Em seguida, ao combinarmos ambas as equações anteriores o resultado gera a segunda lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa equação - como não há a existência de um gradiente de concentração espacial - pode-se esperar que não ocorra mudança na concentração da mistura. No entanto, observa-se que quando a separação de fases ocorre, a difusão demonstra ser contrária ao gradiente de concentração, o que não condiz com a equação anterior.&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, conclui-se que a concentração não pode ser a razão da difusão, portanto outra força deve estar presente. E, nesse caso, encontrou-se que a principal força responsável pela difusão negativa é o potencial químico (de acordo com Cahn e Hilliard, 1958). Portanto, outra equação pode ser derivada para generalizar a primeira lei de Fick:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -M \nabla \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt; é a mobilidade das partículas (análoga à D) e &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; é o potencial químico.&lt;br /&gt;
Com essa nova equação podemos agora também deduzir uma nova equação para a segunda lei de Fick [3]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa equação, podemos usar a definição do potencial químico através da densidade da energia livre de Gibbs como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;g&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade da energia livre de Gibbs e &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; é a concentração (de acordo com Schroeder, 1999).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a substituição do termo &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; por um termo que envolva a concentração dos fluidos, utiliza-se uma equação que descreve a densidade de energia desse sistema através da concentração dos mesmos (derivado em [3]):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
G = \int_{V}^{} f(c) + {\kappa |\nabla c|}^2 dV.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse caso, &amp;lt;math&amp;gt;G&amp;lt;/math&amp;gt; é a energia livre de Gibbs, &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido à contribuições de ambas as fases homogêneas e &amp;lt;math&amp;gt;{\kappa|\nabla c|}^2&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido ao gradiente de concentração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, a função &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; - de acordo com [8] -  possui o potencial de um poço de potencial duplo. Neste poço, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; representa a concentração em escala e está relacionada à temperatura da mistura, que decide se a separação de fases irá - ou não - ocorrer. Esta função pode ser representada pela seguinte equação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
f(c) = \frac{(c^2 - 1)^2}{4}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levando essas informações em conta e - utilizando um parâmetro &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt; análogo à largura da interface - que é descrito por &amp;lt;math&amp;gt;\kappa = \gamma ^2&amp;lt;/math&amp;gt; é possível encontrar uma equação que descreve a densidade de energia livre de Gibbs para um sistema com duas fases.&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
g(c) = f(c) + {\gamma}^2{|\nabla c |}^2.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas igualdades agora se torna possível o cálculo de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; em função da concentração dos fluidos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c} = \frac{\partial f(c)}{\partial c} + \frac{\partial }{\partial c} (\gamma^2{|\nabla c |}^2) = \frac{\partial }{\partial c} \frac{(c^2 - 1)^2}{4} + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c = c^3 - c + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente -  utilizando a última expressão encontrada - torna-se possível reescrever o potencial químico em função da mobilidade de suas partículas (&amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt;) e a concentração do fluido:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa equação final é chamada de equação de Cahn-Hilliard. &lt;br /&gt;
A equação dependente da difusão é análoga e também funcional:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Método FTCS (Forward Time Centered Space) ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FTCS é um método numérico utilizado para resolver equações diferenciais parciais, tais como a difusão do calor e do transporte de massa, traduzindo, significa &amp;quot;Progressivo no tempo, centrado no espaço&amp;quot;. Uma das formas que o método pode ser utilizado é a forma explícita que está descritas abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;n\to\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;j\to\Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===FTCS Explicito===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial f}{\partial t}\to \frac{f_{j}^{n+1}-f_{j}^{n}}{\Delta t}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial ^2 f}{\partial x^2}\to \frac{f_{j-1}^{n}-2 f_{j}^{n} + f_{j+1}^n}{\Delta x^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;f_j^{n+1}= f_j^{n} + \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} (f_{j-1}^{n} - 2f_j^{n} + f_{j+1}^{n})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementação da equação de Cahn-Hilliard 1D pelo método FTCS explicito ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{\partial c}{\partial t} = D\nabla^{2}(c^{3}-c-\gamma^2\nabla^{2}c)&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} =  D\displaystyle \frac{\partial ^2 }{\partial x^2}(c^3 - c - \gamma^2 \displaystyle \frac{\partial ^2 c}{\partial x^2})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\frac{u_{j-1}^n-2u_j^n + u_{j+1}^n}{(\Delta x)^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\left(\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_j^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_i^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4}\right)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt; c_{j}^{n+1} = D\Delta t \left (\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_j^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4} \right) + c_j^n&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;c_{j}^{n+1} = \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} \left ((c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3 - {c_{j-1}^n+2 c_j^n - c_{j+1}^n} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^2} \right) + c_j^n &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Condição de Estabilidade &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estabilidade dessa equação mostra-se muito mais complicada de se estipular por ela ser uma equação diferencial de quarta ordem se comparada a equação de difusão, Portanto só iremos analisar a seção 3.3 (Experimental and theoretical stability conditions) do artigo Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions [1]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a linearização e aplicação do teorema de Gershgorin temos que a condição para estabilidade da equação linear para &amp;lt;math&amp;gt;D = 1&amp;lt;/math&amp;gt; é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta t &amp;lt; \displaystyle\frac{(\Delta x)^2}{4+\frac{8\gamma^2}{\Delta x^2}}&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importante atentar que essa é a condição de estabilidade somente para a equação de Cahn-Hilliard linearizada, não para a original. Tanto que a literatura sobre a equação propõem que &amp;lt;math&amp;gt;\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt;\varpropto&amp;lt;/math&amp;gt;  &amp;lt;math&amp;gt;(\Delta x)^4 &amp;lt;/math&amp;gt;, que é o que acontece na condição estabilidade linear quando &amp;lt;math&amp;gt;\gamma &amp;gt;&amp;gt; \Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo compara os dados experimentais de estabilidade com a estabilidade da equação linearizada relacionado na seção 3.3.4 e conclui que para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\frac{\gamma}{\Delta x} \in [0.25,8]&amp;lt;/math&amp;gt; a condição teórica encontrada a partir da linearização é uma boa aproximação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o intuito de testar como o fator de difusão D afeta a evolução da equação de Cahn-Hilliard, comparamos os resultados para os coeficientes de difusão 1, 0.1, 0.01 e 0.001 e analisamos seus gráficos. Para esse estudo foram utilizadas como condições iniciais a concentração -1 para a primeira metade do espaço e 1 para a segunda metade, e o sistema é livre de condições de contorno. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:coeficientes.png|1000px|thumb|center| Gráfico 1: Resultados da simulação variando os coeficientes de difusão (D) para tempos máximos diferentes, &amp;lt;math&amp;gt;\gamma=3.4/128,\Delta t = 1/500000&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos gráficos, é possível observar que quanto maior o coeficiente de difusão maior é a velocidade em que a mistura atinge a estabilidade. Além disso, vemos que valores baixos de t produzem soluções mais íngremes que valores altos de t.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Discussão de Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o objetivo de resolvermos computacionalmente a equação de Cahn-Hilliard de uma dimensão, era de se esperar que ao longo das iterações a inclinação das concentrações fossem menos acentuadas. Podemos observar em todas as situações que conforme evoluímos temporalmente, a derivada primeira da curva vai diminuindo próxima ao centro do gráfico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma propriedade observada no gráfico 1 é a de que os valores das soluções obtidas utilizando o método FTCS excedem os valores máximos e mínimos permitidos ( C=1 e C=-1), se estivesse modelando uma situação real isso iria contra a lei de conservação de massa, o que pode ocasionar erros nos resultados que exigem uma grande precisão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O método FTCS explícito limita-se por causa da condição de estabilidade, por isso esse método não é recomendado para modelos com alto &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt;. Para tais modelos, o método FTCS implícito é mais recomendado por ser incondicionalmente estável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementção ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
import matplotlib.pyplot as plt &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def vector_declaration(L,dx):&lt;br /&gt;
  c = [[],[]] # vetor concentração&lt;br /&gt;
  espaco = []&lt;br /&gt;
  # Condições iniciais&lt;br /&gt;
  for i in range(int(L/dx)+4):##+4 pois usaremos dois valores antes e depois do ultimo elemento do vetor c&lt;br /&gt;
    if (i&amp;lt;1/2*L/dx+2):&lt;br /&gt;
      c[0].append(-1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(-1)&lt;br /&gt;
    else:&lt;br /&gt;
      c[0].append(1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(1)&lt;br /&gt;
    espaco.append(round(i/150,3))&lt;br /&gt;
  return c, espaco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def CH_equation(gamma, D, dx, dt, L, TEMPO_MAX): # resolução numérica da equação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  c, espaco = vector_declaration(L, dx)&lt;br /&gt;
  i = 0&lt;br /&gt;
  for time in [t*dt/TEMPO_MAX for t in range(int(TEMPO_MAX/dt))]:&lt;br /&gt;
    for l in range(2,len(c[1][2:-2])):&lt;br /&gt;
      c1 = c[i][l-1]**3 - 2*c[i][l]**3 + c[i][l+1]**3&lt;br /&gt;
      c2 = -c[i][l-1] + 2*c[i][l] - c[i][l+1]&lt;br /&gt;
      c3 = c[i][l-2] -4*c[i][l-1] + 6*c[i][l] - 4*c[i][l+1] + c[i][l+2]&lt;br /&gt;
      c[1-i][l] = D*dt/(dx**2)*(c1+c2-gamma**2*c3/(dx**2)) + c[i][l]&lt;br /&gt;
   i = 1-i&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  return(espaco[2:-2],c[1-i][2:-2]) ##retirando os elementos a mais do vetor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tempo=1&lt;br /&gt;
tamanho=1/3.5&lt;br /&gt;
Difuse= 1&lt;br /&gt;
gamma=3.4*1/128&lt;br /&gt;
dt=1/500000&lt;br /&gt;
dx = 1/128&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
figure, axis = plt.subplots(2, 2)&lt;br /&gt;
plt.figure(dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
plt.show()&lt;br /&gt;
plt.savefig(&#039;graficosDIFUSAO.png&#039;, dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] SIBBING, Zimo. &#039;&#039;&#039;Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions&#039;&#039;&#039;, tese de bacharelado, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] Spinodal Decomposition, disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Spinodal_decomposition&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] MARKUS, Wilczek. &#039;&#039;&#039;The Cahn-Hilliard Equation&#039;&#039;&#039;, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Free Energy of a Nonuniform System. I. Interfacial Free Energy&#039;&#039;&#039;. The Journal of Chemical Physics, 1958.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Spinodal decomposition: A reprise&#039;&#039;&#039;Acta Metallurgica, Volume 19, Issue 2, 1971&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]  Lei de Fick, disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Fick&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7]  Cahn-Hilliard Equation, disponível em: https://pt.qaz.wiki/wiki/Cahn%E2%80%93Hilliard_equation&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8]  Daniel V. Schroeder. An Introduction to Thermal Physics. Addison-Wesley, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9]  Dongsun Lee, Joo-Youl Huh, Darae Jeong, Jaemin Shin, Ana Yun, and Junseok Kim. Physical, mathematical, and numerical derivations of the Cahn-Hilliard equation. Computational Materials Science, 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[10] Neumann Boundary Condition, disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Neumann_boundary_condition&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Arthurdorn</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4012</id>
		<title>Equação de Cahn-Hilliard</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4012"/>
		<updated>2021-04-05T22:00:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Arthurdorn: /* Referências */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Grupo: Arthur Dornelles, Bruno Zanette, Gabriel De David e Guilherme Hoss&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo deste trabalho é resolver computacionalmente a equação de Cahn-Hilliard, que descreve o processo de decomposição espinodal de uma mistura binária, e analisar como é seu comportamento com diferentes coeficientes de difusão, utilizando o método FTCS (&#039;&#039;Forward Time Centered Space&#039;&#039;). O trabalho foi inspirado no artigo de Sibbing[1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decomposição Espinodal ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decomposição espinodal é o nome dado ao processo no qual uma pequena perturbação de um sistema faz com que uma fase homogênea termodinamicamente instável diminua sua energia e separe-se espontaneamente em duas outras fases coexistentes, esse é um processo que ocorre sem nucleação, ou seja, é instantâneo. Ela é observada, por exemplo, em misturas de metais ou polímeros [2].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A Equação de Cahn-Hilliard==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equação de Cahn-Hilliard é uma equação que descreve o processo de separação de fase entre dois componentes de um fluido binário que se separam de maneira espontânea.&lt;br /&gt;
Com o intuito de deduzirmos essa equação, consideraremos - de início - uma mistura binária de dois componentes A e B descritas pelas concentrações dos fluidos &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; c_b(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;, respectivamente. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, podemos considerar que - para uma mistura binária - &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) + c_b(x,t) = 1&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto podemos simplificar para apenas uma concentração &amp;lt;math&amp;gt; c(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
c_a(x,t) = c(x,t), c_b(x,t) = 1 - c(x,t).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, podemos agora utilizar a primeira lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -D\nabla c&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
juntamente da equação da continuidade:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} + \nabla \cdot \vec J = 0.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;D&amp;lt;/math&amp;gt; é o coeficiente de difusão e &amp;lt;math&amp;gt;\vec J&amp;lt;/math&amp;gt; é o fluxo de difusão de concentração da mistura. Em seguida, ao combinarmos ambas as equações anteriores o resultado gera a segunda lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa equação - como não há a existência de um gradiente de concentração espacial - pode-se esperar que não ocorra mudança na concentração da mistura. No entanto, observa-se que quando a separação de fases ocorre, a difusão demonstra ser contrária ao gradiente de concentração, o que não condiz com a equação anterior.&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, conclui-se que a concentração não pode ser a razão da difusão, portanto outra força deve estar presente. E, nesse caso, encontrou-se que a principal força responsável pela difusão negativa é o potencial químico (de acordo com Cahn e Hilliard, 1958). Portanto, outra equação pode ser derivada para generalizar a primeira lei de Fick:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -M \nabla \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt; é a mobilidade das partículas (análoga à D) e &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; é o potencial químico.&lt;br /&gt;
Com essa nova equação podemos agora também deduzir uma nova equação para a segunda lei de Fick [3]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa equação, podemos usar a definição do potencial químico através da densidade da energia livre de Gibbs como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;g&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade da energia livre de Gibbs e &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; é a concentração (de acordo com Schroeder, 1999).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a substituição do termo &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; por um termo que envolva a concentração dos fluidos, utiliza-se uma equação que descreve a densidade de energia desse sistema através da concentração dos mesmos (derivado em [3]):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
G = \int_{V}^{} f(c) + {\kappa |\nabla c|}^2 dV.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse caso, &amp;lt;math&amp;gt;G&amp;lt;/math&amp;gt; é a energia livre de Gibbs, &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido à contribuições de ambas as fases homogêneas e &amp;lt;math&amp;gt;{\kappa|\nabla c|}^2&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido ao gradiente de concentração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, a função &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; - de acordo com [8] -  possui o potencial de um poço de potencial duplo. Neste poço, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; representa a concentração em escala e está relacionada à temperatura da mistura, que decide se a separação de fases irá - ou não - ocorrer. Esta função pode ser representada pela seguinte equação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
f(c) = \frac{(c^2 - 1)^2}{4}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levando essas informações em conta e - utilizando um parâmetro &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt; análogo à largura da interface - que é descrito por &amp;lt;math&amp;gt;\kappa = \gamma ^2&amp;lt;/math&amp;gt; é possível encontrar uma equação que descreve a densidade de energia livre de Gibbs para um sistema com duas fases.&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
g(c) = f(c) + {\gamma}^2{|\nabla c |}^2.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas igualdades agora se torna possível o cálculo de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; em função da concentração dos fluidos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c} = \frac{\partial f(c)}{\partial c} + \frac{\partial }{\partial c} (\gamma^2{|\nabla c |}^2) = \frac{\partial }{\partial c} \frac{(c^2 - 1)^2}{4} + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c = c^3 - c + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente -  utilizando a última expressão encontrada - torna-se possível reescrever o potencial químico em função da mobilidade de suas partículas (&amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt;) e a concentração do fluido:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa equação final é chamada de equação de Cahn-Hilliard. &lt;br /&gt;
A equação dependente da difusão é análoga e também funcional:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Método FTCS (Forward Time Centered Space) ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FTCS é um método numérico utilizado para resolver equações diferenciais parciais, tais como a difusão do calor e do transporte de massa, traduzindo, significa &amp;quot;Progressivo no tempo, centrado no espaço&amp;quot;. Uma das formas que o método pode ser utilizado é a forma explícita que está descritas abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;n\to\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;j\to\Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===FTCS Explicito===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial f}{\partial t}\to \frac{f_{j}^{n+1}-f_{j}^{n}}{\Delta t}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial ^2 f}{\partial x^2}\to \frac{f_{j-1}^{n}-2 f_{j}^{n} + f_{j+1}^n}{\Delta x^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;f_j^{n+1}= f_j^{n} + \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} (f_{j-1}^{n} - 2f_j^{n} + f_{j+1}^{n})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementação da equação de Cahn-Hilliard 1D pelo método FTCS explicito ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{\partial c}{\partial t} = D\nabla^{2}(c^{3}-c-\gamma^2\nabla^{2}c)&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} =  D\displaystyle \frac{\partial ^2 }{\partial x^2}(c^3 - c - \gamma^2 \displaystyle \frac{\partial ^2 c}{\partial x^2})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\frac{u_{j-1}^n-2u_j^n + u_{j+1}^n}{(\Delta x)^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\left(\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_j^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_i^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4}\right)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt; c_{j}^{n+1} = D\Delta t \left (\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_j^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4} \right) + c_j^n&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;c_{j}^{n+1} = \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} \left ((c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3 - {c_{j-1}^n+2 c_j^n - c_{j+1}^n} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^2} \right) + c_j^n &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Condição de Estabilidade &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estabilidade dessa equação mostra-se muito mais complicada de se estipular por ela ser uma equação diferencial de quarta ordem se comparada a equação de difusão, Portanto só iremos analisar a seção 3.3 (Experimental and theoretical stability conditions) do artigo Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions [1]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a linearização e aplicação do teorema de Gershgorin temos que a condição para estabilidade da equação linear para &amp;lt;math&amp;gt;D = 1&amp;lt;/math&amp;gt; é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta t &amp;lt; \displaystyle\frac{(\Delta x)^2}{4+\frac{8\gamma^2}{\Delta x^2}}&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importante atentar que essa é a condição de estabilidade somente para a equação de Cahn-Hilliard linearizada, não para a original. Tanto que a literatura sobre a equação propõem que &amp;lt;math&amp;gt;\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt;\varpropto&amp;lt;/math&amp;gt;  &amp;lt;math&amp;gt;(\Delta x)^4 &amp;lt;/math&amp;gt;, que é o que acontece na condição estabilidade linear quando &amp;lt;math&amp;gt;\gamma &amp;gt;&amp;gt; \Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo compara os dados experimentais de estabilidade com a estabilidade da equação linearizada relacionado na seção 3.3.4 e conclui que para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\frac{\gamma}{\Delta x} \in [0.25,8]&amp;lt;/math&amp;gt; a condição teórica encontrada a partir da linearização é uma boa aproximação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o intuito de testar como o fator de difusão D afeta a evolução da equação de Cahn-Hilliard, comparamos os resultados para os coeficientes de difusão 1, 0.1, 0.01 e 0.001 e analisamos seus gráficos. Para esse estudo foram utilizadas como condições iniciais a concentração -1 para a primeira metade do espaço e 1 para a segunda metade, e o sistema é livre de condições de contorno. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:coeficientes.png|1000px|thumb|center| Gráfico 1: Resultados da simulação variando os coeficientes de difusão (D) para tempos máximos diferentes, &amp;lt;math&amp;gt;\gamma=3.4/128,\Delta t = 1/500000&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos gráficos, é possível observar que quanto maior o coeficiente de difusão maior é a velocidade em que a mistura atinge a estabilidade. Além disso, vemos que valores baixos de t produzem soluções mais íngremes que valores altos de t.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Discussão de Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma propriedade observada no gráfico 1 é a de que os valores das soluções obtidas utilizando o método FTCS excedem os valores máximos e mínimos permitidos ( C=1 e C=-1), se estivesse modelando uma situação real isso iria contra a lei de conservação de massa, o que pode ocasionar erros nos resultados que exigem uma grande precisão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O método FTCS explícito limita-se por causa da condição de estabilidade, por isso esse método não é recomendado para modelos com alto &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt;. Para tais modelos, o método FTCS implícito é mais recomendado por ser incondicionalmente estável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementção ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
import matplotlib.pyplot as plt &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def vector_declaration(L,dx):&lt;br /&gt;
  c = [[],[]] # vetor concentração&lt;br /&gt;
  espaco = []&lt;br /&gt;
  # Condições iniciais&lt;br /&gt;
  for i in range(int(L/dx)+4):##+4 pois usaremos dois valores antes e depois do ultimo elemento do vetor c&lt;br /&gt;
    if (i&amp;lt;1/2*L/dx+2):&lt;br /&gt;
      c[0].append(-1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(-1)&lt;br /&gt;
    else:&lt;br /&gt;
      c[0].append(1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(1)&lt;br /&gt;
    espaco.append(round(i/150,3))&lt;br /&gt;
  return c, espaco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def CH_equation(gamma, D, dx, dt, L, TEMPO_MAX): # resolução numérica da equação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  c, espaco = vector_declaration(L, dx)&lt;br /&gt;
  i = 0&lt;br /&gt;
  for time in [t*dt/TEMPO_MAX for t in range(int(TEMPO_MAX/dt))]:&lt;br /&gt;
    for l in range(2,len(c[1][2:-2])):&lt;br /&gt;
      c1 = c[i][l-1]**3 - 2*c[i][l]**3 + c[i][l+1]**3&lt;br /&gt;
      c2 = -c[i][l-1] + 2*c[i][l] - c[i][l+1]&lt;br /&gt;
      c3 = c[i][l-2] -4*c[i][l-1] + 6*c[i][l] - 4*c[i][l+1] + c[i][l+2]&lt;br /&gt;
      c[1-i][l] = D*dt/(dx**2)*(c1+c2-gamma**2*c3/(dx**2)) + c[i][l]&lt;br /&gt;
   i = 1-i&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  return(espaco[2:-2],c[1-i][2:-2]) ##retirando os elementos a mais do vetor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tempo=1&lt;br /&gt;
tamanho=1/3.5&lt;br /&gt;
Difuse= 1&lt;br /&gt;
gamma=3.4*1/128&lt;br /&gt;
dt=1/500000&lt;br /&gt;
dx = 1/128&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
figure, axis = plt.subplots(2, 2)&lt;br /&gt;
plt.figure(dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
plt.show()&lt;br /&gt;
plt.savefig(&#039;graficosDIFUSAO.png&#039;, dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] SIBBING, Zimo. &#039;&#039;&#039;Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions&#039;&#039;&#039;, tese de bacharelado, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] Spinodal Decomposition, disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Spinodal_decomposition&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] MARKUS, Wilczek. &#039;&#039;&#039;The Cahn-Hilliard Equation&#039;&#039;&#039;, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Free Energy of a Nonuniform System. I. Interfacial Free Energy&#039;&#039;&#039;. The Journal of Chemical Physics, 1958.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Spinodal decomposition: A reprise&#039;&#039;&#039;Acta Metallurgica, Volume 19, Issue 2, 1971&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]  Lei de Fick, disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Fick&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7]  Cahn-Hilliard Equation, disponível em: https://pt.qaz.wiki/wiki/Cahn%E2%80%93Hilliard_equation&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8]  Daniel V. Schroeder. An Introduction to Thermal Physics. Addison-Wesley, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9]  Dongsun Lee, Joo-Youl Huh, Darae Jeong, Jaemin Shin, Ana Yun, and Junseok Kim. Physical, mathematical, and numerical derivations of the Cahn-Hilliard equation. Computational Materials Science, 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[10] Neumann Boundary Condition, disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Neumann_boundary_condition&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Arthurdorn</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4011</id>
		<title>Equação de Cahn-Hilliard</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4011"/>
		<updated>2021-04-05T21:59:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Arthurdorn: /* Referências */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Grupo: Arthur Dornelles, Bruno Zanette, Gabriel De David e Guilherme Hoss&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo deste trabalho é resolver computacionalmente a equação de Cahn-Hilliard, que descreve o processo de decomposição espinodal de uma mistura binária, e analisar como é seu comportamento com diferentes coeficientes de difusão, utilizando o método FTCS (&#039;&#039;Forward Time Centered Space&#039;&#039;). O trabalho foi inspirado no artigo de Sibbing[1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decomposição Espinodal ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decomposição espinodal é o nome dado ao processo no qual uma pequena perturbação de um sistema faz com que uma fase homogênea termodinamicamente instável diminua sua energia e separe-se espontaneamente em duas outras fases coexistentes, esse é um processo que ocorre sem nucleação, ou seja, é instantâneo. Ela é observada, por exemplo, em misturas de metais ou polímeros [2].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A Equação de Cahn-Hilliard==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equação de Cahn-Hilliard é uma equação que descreve o processo de separação de fase entre dois componentes de um fluido binário que se separam de maneira espontânea.&lt;br /&gt;
Com o intuito de deduzirmos essa equação, consideraremos - de início - uma mistura binária de dois componentes A e B descritas pelas concentrações dos fluidos &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; c_b(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;, respectivamente. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, podemos considerar que - para uma mistura binária - &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) + c_b(x,t) = 1&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto podemos simplificar para apenas uma concentração &amp;lt;math&amp;gt; c(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
c_a(x,t) = c(x,t), c_b(x,t) = 1 - c(x,t).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, podemos agora utilizar a primeira lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -D\nabla c&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
juntamente da equação da continuidade:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} + \nabla \cdot \vec J = 0.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;D&amp;lt;/math&amp;gt; é o coeficiente de difusão e &amp;lt;math&amp;gt;\vec J&amp;lt;/math&amp;gt; é o fluxo de difusão de concentração da mistura. Em seguida, ao combinarmos ambas as equações anteriores o resultado gera a segunda lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa equação - como não há a existência de um gradiente de concentração espacial - pode-se esperar que não ocorra mudança na concentração da mistura. No entanto, observa-se que quando a separação de fases ocorre, a difusão demonstra ser contrária ao gradiente de concentração, o que não condiz com a equação anterior.&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, conclui-se que a concentração não pode ser a razão da difusão, portanto outra força deve estar presente. E, nesse caso, encontrou-se que a principal força responsável pela difusão negativa é o potencial químico (de acordo com Cahn e Hilliard, 1958). Portanto, outra equação pode ser derivada para generalizar a primeira lei de Fick:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -M \nabla \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt; é a mobilidade das partículas (análoga à D) e &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; é o potencial químico.&lt;br /&gt;
Com essa nova equação podemos agora também deduzir uma nova equação para a segunda lei de Fick [3]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa equação, podemos usar a definição do potencial químico através da densidade da energia livre de Gibbs como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;g&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade da energia livre de Gibbs e &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; é a concentração (de acordo com Schroeder, 1999).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a substituição do termo &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; por um termo que envolva a concentração dos fluidos, utiliza-se uma equação que descreve a densidade de energia desse sistema através da concentração dos mesmos (derivado em [3]):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
G = \int_{V}^{} f(c) + {\kappa |\nabla c|}^2 dV.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse caso, &amp;lt;math&amp;gt;G&amp;lt;/math&amp;gt; é a energia livre de Gibbs, &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido à contribuições de ambas as fases homogêneas e &amp;lt;math&amp;gt;{\kappa|\nabla c|}^2&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido ao gradiente de concentração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, a função &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; - de acordo com [8] -  possui o potencial de um poço de potencial duplo. Neste poço, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; representa a concentração em escala e está relacionada à temperatura da mistura, que decide se a separação de fases irá - ou não - ocorrer. Esta função pode ser representada pela seguinte equação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
f(c) = \frac{(c^2 - 1)^2}{4}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levando essas informações em conta e - utilizando um parâmetro &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt; análogo à largura da interface - que é descrito por &amp;lt;math&amp;gt;\kappa = \gamma ^2&amp;lt;/math&amp;gt; é possível encontrar uma equação que descreve a densidade de energia livre de Gibbs para um sistema com duas fases.&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
g(c) = f(c) + {\gamma}^2{|\nabla c |}^2.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas igualdades agora se torna possível o cálculo de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; em função da concentração dos fluidos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c} = \frac{\partial f(c)}{\partial c} + \frac{\partial }{\partial c} (\gamma^2{|\nabla c |}^2) = \frac{\partial }{\partial c} \frac{(c^2 - 1)^2}{4} + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c = c^3 - c + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente -  utilizando a última expressão encontrada - torna-se possível reescrever o potencial químico em função da mobilidade de suas partículas (&amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt;) e a concentração do fluido:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa equação final é chamada de equação de Cahn-Hilliard. &lt;br /&gt;
A equação dependente da difusão é análoga e também funcional:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Método FTCS (Forward Time Centered Space) ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FTCS é um método numérico utilizado para resolver equações diferenciais parciais, tais como a difusão do calor e do transporte de massa, traduzindo, significa &amp;quot;Progressivo no tempo, centrado no espaço&amp;quot;. Uma das formas que o método pode ser utilizado é a forma explícita que está descritas abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;n\to\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;j\to\Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===FTCS Explicito===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial f}{\partial t}\to \frac{f_{j}^{n+1}-f_{j}^{n}}{\Delta t}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial ^2 f}{\partial x^2}\to \frac{f_{j-1}^{n}-2 f_{j}^{n} + f_{j+1}^n}{\Delta x^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;f_j^{n+1}= f_j^{n} + \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} (f_{j-1}^{n} - 2f_j^{n} + f_{j+1}^{n})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementação da equação de Cahn-Hilliard 1D pelo método FTCS explicito ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{\partial c}{\partial t} = D\nabla^{2}(c^{3}-c-\gamma^2\nabla^{2}c)&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} =  D\displaystyle \frac{\partial ^2 }{\partial x^2}(c^3 - c - \gamma^2 \displaystyle \frac{\partial ^2 c}{\partial x^2})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\frac{u_{j-1}^n-2u_j^n + u_{j+1}^n}{(\Delta x)^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\left(\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_j^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_i^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4}\right)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt; c_{j}^{n+1} = D\Delta t \left (\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_j^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4} \right) + c_j^n&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;c_{j}^{n+1} = \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} \left ((c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3 - {c_{j-1}^n+2 c_j^n - c_{j+1}^n} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^2} \right) + c_j^n &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Condição de Estabilidade &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estabilidade dessa equação mostra-se muito mais complicada de se estipular por ela ser uma equação diferencial de quarta ordem se comparada a equação de difusão, Portanto só iremos analisar a seção 3.3 (Experimental and theoretical stability conditions) do artigo Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions [1]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a linearização e aplicação do teorema de Gershgorin temos que a condição para estabilidade da equação linear para &amp;lt;math&amp;gt;D = 1&amp;lt;/math&amp;gt; é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta t &amp;lt; \displaystyle\frac{(\Delta x)^2}{4+\frac{8\gamma^2}{\Delta x^2}}&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importante atentar que essa é a condição de estabilidade somente para a equação de Cahn-Hilliard linearizada, não para a original. Tanto que a literatura sobre a equação propõem que &amp;lt;math&amp;gt;\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt;\varpropto&amp;lt;/math&amp;gt;  &amp;lt;math&amp;gt;(\Delta x)^4 &amp;lt;/math&amp;gt;, que é o que acontece na condição estabilidade linear quando &amp;lt;math&amp;gt;\gamma &amp;gt;&amp;gt; \Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo compara os dados experimentais de estabilidade com a estabilidade da equação linearizada relacionado na seção 3.3.4 e conclui que para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\frac{\gamma}{\Delta x} \in [0.25,8]&amp;lt;/math&amp;gt; a condição teórica encontrada a partir da linearização é uma boa aproximação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o intuito de testar como o fator de difusão D afeta a evolução da equação de Cahn-Hilliard, comparamos os resultados para os coeficientes de difusão 1, 0.1, 0.01 e 0.001 e analisamos seus gráficos. Para esse estudo foram utilizadas como condições iniciais a concentração -1 para a primeira metade do espaço e 1 para a segunda metade, e o sistema é livre de condições de contorno. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:coeficientes.png|1000px|thumb|center| Gráfico 1: Resultados da simulação variando os coeficientes de difusão (D) para tempos máximos diferentes, &amp;lt;math&amp;gt;\gamma=3.4/128,\Delta t = 1/500000&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos gráficos, é possível observar que quanto maior o coeficiente de difusão maior é a velocidade em que a mistura atinge a estabilidade. Além disso, vemos que valores baixos de t produzem soluções mais íngremes que valores altos de t.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Discussão de Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma propriedade observada no gráfico 1 é a de que os valores das soluções obtidas utilizando o método FTCS excedem os valores máximos e mínimos permitidos ( C=1 e C=-1), se estivesse modelando uma situação real isso iria contra a lei de conservação de massa, o que pode ocasionar erros nos resultados que exigem uma grande precisão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O método FTCS explícito limita-se por causa da condição de estabilidade, por isso esse método não é recomendado para modelos com alto &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt;. Para tais modelos, o método FTCS implícito é mais recomendado por ser incondicionalmente estável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementção ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
import matplotlib.pyplot as plt &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def vector_declaration(L,dx):&lt;br /&gt;
  c = [[],[]] # vetor concentração&lt;br /&gt;
  espaco = []&lt;br /&gt;
  # Condições iniciais&lt;br /&gt;
  for i in range(int(L/dx)+4):##+4 pois usaremos dois valores antes e depois do ultimo elemento do vetor c&lt;br /&gt;
    if (i&amp;lt;1/2*L/dx+2):&lt;br /&gt;
      c[0].append(-1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(-1)&lt;br /&gt;
    else:&lt;br /&gt;
      c[0].append(1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(1)&lt;br /&gt;
    espaco.append(round(i/150,3))&lt;br /&gt;
  return c, espaco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def CH_equation(gamma, D, dx, dt, L, TEMPO_MAX): # resolução numérica da equação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  c, espaco = vector_declaration(L, dx)&lt;br /&gt;
  i = 0&lt;br /&gt;
  for time in [t*dt/TEMPO_MAX for t in range(int(TEMPO_MAX/dt))]:&lt;br /&gt;
    for l in range(2,len(c[1][2:-2])):&lt;br /&gt;
      c1 = c[i][l-1]**3 - 2*c[i][l]**3 + c[i][l+1]**3&lt;br /&gt;
      c2 = -c[i][l-1] + 2*c[i][l] - c[i][l+1]&lt;br /&gt;
      c3 = c[i][l-2] -4*c[i][l-1] + 6*c[i][l] - 4*c[i][l+1] + c[i][l+2]&lt;br /&gt;
      c[1-i][l] = D*dt/(dx**2)*(c1+c2-gamma**2*c3/(dx**2)) + c[i][l]&lt;br /&gt;
   i = 1-i&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  return(espaco[2:-2],c[1-i][2:-2]) ##retirando os elementos a mais do vetor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tempo=1&lt;br /&gt;
tamanho=1/3.5&lt;br /&gt;
Difuse= 1&lt;br /&gt;
gamma=3.4*1/128&lt;br /&gt;
dt=1/500000&lt;br /&gt;
dx = 1/128&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
figure, axis = plt.subplots(2, 2)&lt;br /&gt;
plt.figure(dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
plt.show()&lt;br /&gt;
plt.savefig(&#039;graficosDIFUSAO.png&#039;, dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] SIBBING, Zimo. &#039;&#039;&#039;Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions&#039;&#039;&#039;, tese de bacharelado, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  https://en.wikipedia.org/wiki/Spinodal_decomposition&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] MARKUS, Wilczek. &#039;&#039;&#039;The Cahn-Hilliard Equation&#039;&#039;&#039;, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Free Energy of a Nonuniform System. I. Interfacial Free Energy&#039;&#039;&#039;. The Journal of Chemical Physics, 1958.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Spinodal decomposition: A reprise&#039;&#039;&#039;Acta Metallurgica, Volume 19, Issue 2, 1971&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]  https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Fick&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7]  https://pt.qaz.wiki/wiki/Cahn%E2%80%93Hilliard_equation&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8]  Daniel V. Schroeder. An Introduction to Thermal Physics. Addison-Wesley, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9]  Dongsun Lee, Joo-Youl Huh, Darae Jeong, Jaemin Shin, Ana Yun, and Junseok Kim. Physical, mathematical, and numerical derivations of the Cahn-Hilliard equation. Computational Materials Science, 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[10] https://en.wikipedia.org/wiki/Neumann_boundary_condition&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Arthurdorn</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4007</id>
		<title>Equação de Cahn-Hilliard</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4007"/>
		<updated>2021-04-05T21:21:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Arthurdorn: /* Decomposição Espinodal */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Grupo: Arthur Dornelles, Bruno Zanette, Gabriel De David e Guilherme Hoss&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo deste trabalho é resolver computacionalmente a equação de Cahn-Hilliard, que descreve o processo de decomposição espinodal de uma mistura binária, e analisar como é seu comportamento com diferentes coeficientes de difusão, utilizando o método FTCS (&#039;&#039;Forward Time Centered Space&#039;&#039;). O trabalho foi inspirado no artigo de Sibbing[1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decomposição Espinodal ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decomposição espinodal é o nome dado ao processo no qual uma pequena perturbação de um sistema faz com que uma fase homogênea termodinamicamente instável diminua sua energia e separe-se espontaneamente em duas outras fases coexistentes, esse é um processo que ocorre sem nucleação, ou seja, é instantâneo. Ela é observada, por exemplo, em misturas de metais ou polímeros [2].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A Equação de Cahn-Hilliard==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equação de Cahn-Hilliard é uma equação que descreve o processo de separação de fase entre dois componentes de um fluido binário que se separam de maneira espontânea.&lt;br /&gt;
Com o intuito de deduzirmos essa equação, consideraremos - de início - uma mistura binária de dois componentes A e B descritas pelas concentrações dos fluidos &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; c_b(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;, respectivamente. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, podemos considerar que - para uma mistura binária - &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) + c_b(x,t) = 1&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto podemos simplificar para apenas uma concentração &amp;lt;math&amp;gt; c(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
c_a(x,t) = c(x,t), c_b(x,t) = 1 - c(x,t).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, podemos agora utilizar a primeira lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -D\nabla c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
juntamente da equação da continuidade:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} + \nabla \cdot \vec J = 0.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;D&amp;lt;/math&amp;gt; é o coeficiente de difusão e &amp;lt;math&amp;gt;\vec J&amp;lt;/math&amp;gt; é a difusão da mistura. Em seguida, ao combinarmos ambas as equações anteriores o resultado gera a segunda lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa equação - como não há a existência de um gradiente de concentração espacial - pode-se esperar que não ocorra mudança na concentração da mistura. No entanto, observa-se que quando a separação de fases ocorre, a difusão demonstra ser contrária ao gradiente de concentração, o que não condiz com a equação anterior.&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, conclui-se que a concentração não pode ser a razão da difusão, portanto outra força deve estar presente. E, nesse caso, encontrou-se que a principal força responsável pela difusão negativa é o potencial químico (de acordo com Cahn e Hilliard, 1958). Portanto, outra equação pode ser derivada para generalizar a primeira lei de Fick:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -M \nabla \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt; é a mobilidade das partículas (análoga à D) e &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; é o potencial químico.&lt;br /&gt;
Com essa nova equação podemos agora também deduzir uma nova equação para a segunda lei de Fick [3]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa equação, podemos usar a definição do potencial químico através da densidade da energia livre de Gibbs como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;g&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade da energia livre de Gibbs e &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; é a concentração (de acordo com Schroeder, 1999).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a substituição do termo &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; por um termo que envolva a concentração dos fluidos, utiliza-se uma equação que descreve a densidade de energia desse sistema através da concentração dos mesmos (derivado em [3]):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
G = \int_{V}^{} f(c) + {\kappa |\nabla c|}^2 dV.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse caso, &amp;lt;math&amp;gt;G&amp;lt;/math&amp;gt; é a energia livre de Gibbs, &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido à contribuições de ambas as fases homogêneas e &amp;lt;math&amp;gt;{\kappa|\nabla c|}^2&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido ao gradiente de concentração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, a função &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; - de acordo com [8] -  possui o potencial de um poço de potencial duplo. Neste poço, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; representa a concentração em escala e está relacionada à temperatura da mistura, que decide se a separação de fases irá - ou não - ocorrer. Esta função pode ser representada pela seguinte equação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
f(c) = \frac{(c^2 - 1)^2}{4}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levando essas informações em conta e - utilizando um parâmetro &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt; análogo à largura da interface - que é descrito por &amp;lt;math&amp;gt;\kappa = \gamma ^2&amp;lt;/math&amp;gt; é possível encontrar uma equação que descreve a densidade de energia livre de Gibbs para um sistema com duas fases.&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
g(c) = f(c) + {\gamma}^2{|\nabla c |}^2.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas igualdades agora se torna possível o cálculo de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; em função da concentração dos fluidos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c} = \frac{\partial f(c)}{\partial c} + \frac{\partial }{\partial c} (\gamma^2{|\nabla c |}^2) = \frac{\partial }{\partial c} \frac{(c^2 - 1)^2}{4} + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c = c^3 - c + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente -  utilizando a última expressão encontrada - torna-se possível reescrever o potencial químico em função da mobilidade de suas partículas (&amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt;) e a concentração do fluido:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa equação final é chamada de equação de Cahn-Hilliard. &lt;br /&gt;
A equação dependente da difusão é análoga e também funcional:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Método FTCS (Forward Time Centered Space) ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FTCS é um método numérico utilizado para resolver equações diferenciais parciais, tais como a difusão do calor e do transporte de massa, traduzindo, significa &amp;quot;Progressivo no tempo, centrado no espaço&amp;quot;. Uma das formas que o método pode ser utilizado é a forma explícita que está descritas abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;n\to\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;j\to\Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===FTCS Explicito===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial f}{\partial t}\to \frac{f_{j}^{n+1}-f_{j}^{n}}{\Delta t}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial ^2 f}{\partial x^2}\to \frac{f_{j-1}^{n}-2 f_{j}^{n} + f_{j+1}^n}{\Delta x^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;f_j^{n+1}= f_j^{n} + \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} (f_{j-1}^{n} - 2f_j^{n} + f_{j+1}^{n})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementação da equação de Cahn-Hilliard 1D pelo método FTCS explicito ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{\partial c}{\partial t} = D\nabla^{2}(c^{3}-c-\gamma^2\nabla^{2}c)&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} =  D\displaystyle \frac{\partial ^2 }{\partial x^2}(c^3 - c - \gamma^2 \displaystyle \frac{\partial ^2 c}{\partial x^2})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\frac{u_{j-1}^n-2u_j^n + u_{j+1}^n}{(\Delta x)^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\left(\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_j^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_i^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4}\right)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt; c_{j}^{n+1} = D\Delta t \left (\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_j^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4} \right) + c_j^n&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;c_{j}^{n+1} = \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} \left ((c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3 - {c_{j-1}^n+2 c_j^n - c_{j+1}^n} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^2} \right) + c_j^n &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Condição de Estabilidade &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estabilidade dessa equação mostra-se muito mais complicada de se estipular por ela ser uma equação diferencial de quarta ordem se comparada a equação de difusão, Portanto só iremos analisar a seção 3.3 (Experimental and theoretical stability conditions) do artigo Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions [1]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a linearização e aplicação do teorema de Gershgorin temos que a condição para estabilidade da equação linear para &amp;lt;math&amp;gt;D = 1&amp;lt;/math&amp;gt; é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta t &amp;lt; \displaystyle\frac{(\Delta x)^2}{4+\frac{8\gamma^2}{\Delta x^2}}&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importante atentar que essa é a condição de estabilidade somente para a equação de Cahn-Hilliard linearizada, não para a original. Tanto que a literatura sobre a equação propõem que &amp;lt;math&amp;gt;\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt;\varpropto&amp;lt;/math&amp;gt;  &amp;lt;math&amp;gt;(\Delta x)^4 &amp;lt;/math&amp;gt;, que é o que acontece na condição estabilidade linear quando &amp;lt;math&amp;gt;\gamma &amp;gt;&amp;gt; \Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo compara os dados experimentais de estabilidade com a estabilidade da equação linearizada relacionado na seção 3.3.4 e conclui que para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\frac{\gamma}{\Delta x} \in [0.25,8]&amp;lt;/math&amp;gt; a condição teórica encontrada a partir da linearização é uma boa aproximação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o intuito de testar como o fator de difusão D afeta a evolução da equação de Cahn-Hilliard, comparamos os resultados para os coeficientes de difusão 1, 0.1, 0.01 e 0.001 e analisamos seus gráficos. Para esse estudo foram utilizadas como condições iniciais a concentração -1 para a primeira metade do espaço e 1 para a segunda metade, e o sistema é livre de condições de contorno. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:coeficientes.png|1000px|thumb|center| Gráfico 1: Resultados da simulação variando os coeficientes de difusão (D) para tempos máximos diferentes, &amp;lt;math&amp;gt;\gamma=3.4/128,\Delta t = 1/500000&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos gráficos, é possível observar que quanto maior o coeficiente de difusão maior é a velocidade em que a mistura atinge a estabilidade. Além disso, vemos que valores baixos de t produzem soluções mais íngremes que valores altos de t.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Discussão de Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma propriedade observada no gráfico 1 é a de que os valores das soluções obtidas utilizando o método FTCS excedem os valores máximos e mínimos permitidos ( C=1 e C=-1), se estivesse modelando uma situação real isso iria contra a lei de conservação de massa, o que pode ocasionar erros nos resultados que exigem uma grande precisão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O método FTCS explícito limita-se por causa da condição de estabilidade, por isso esse método não é recomendado para modelos com alto &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt;. Para tais modelos, o método FTCS implícito é mais recomendado por ser incondicionalmente estável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementção ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
import matplotlib.pyplot as plt &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def vector_declaration(L,dx):&lt;br /&gt;
  c = [[],[]] # vetor concentração&lt;br /&gt;
  espaco = []&lt;br /&gt;
  # Condições iniciais&lt;br /&gt;
  for i in range(int(L/dx)+4):##+4 pois usaremos dois valores antes e depois do ultimo elemento do vetor c&lt;br /&gt;
    if (i&amp;lt;1/2*L/dx+2):&lt;br /&gt;
      c[0].append(-1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(-1)&lt;br /&gt;
    else:&lt;br /&gt;
      c[0].append(1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(1)&lt;br /&gt;
    espaco.append(round(i/150,3))&lt;br /&gt;
  return c, espaco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def CH_equation(gamma, D, dx, dt, L, TEMPO_MAX): # resolução numérica da equação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  c, espaco = vector_declaration(L, dx)&lt;br /&gt;
  i = 0&lt;br /&gt;
  for time in [t*dt/TEMPO_MAX for t in range(int(TEMPO_MAX/dt))]:&lt;br /&gt;
    for l in range(2,len(c[1][2:-2])):&lt;br /&gt;
      c1 = c[i][l-1]**3 - 2*c[i][l]**3 + c[i][l+1]**3&lt;br /&gt;
      c2 = -c[i][l-1] + 2*c[i][l] - c[i][l+1]&lt;br /&gt;
      c3 = c[i][l-2] -4*c[i][l-1] + 6*c[i][l] - 4*c[i][l+1] + c[i][l+2]&lt;br /&gt;
      c[1-i][l] = D*dt/(dx**2)*(c1+c2-gamma**2*c3/(dx**2)) + c[i][l]&lt;br /&gt;
   i = 1-i&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  return(espaco[2:-2],c[1-i][2:-2]) ##retirando os elementos a mais do vetor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tempo=1&lt;br /&gt;
tamanho=1/3.5&lt;br /&gt;
Difuse= 1&lt;br /&gt;
gamma=3.4*1/128&lt;br /&gt;
dt=1/500000&lt;br /&gt;
dx = 1/128&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
figure, axis = plt.subplots(2, 2)&lt;br /&gt;
plt.figure(dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
plt.show()&lt;br /&gt;
plt.savefig(&#039;graficosDIFUSAO.png&#039;, dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] SIBBING, Zimo. &#039;&#039;&#039;Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions&#039;&#039;&#039;, tese de bacharelado, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  https://en.wikipedia.org/wiki/Spinodal_decomposition&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] MARKUS, Wilczek. &#039;&#039;&#039;The Cahn-Hilliard Equation&#039;&#039;&#039;, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Free Energy of a Nonuniform System. I. Interfacial Free Energy&#039;&#039;&#039;. The Journal of Chemical Physics, 1958.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Spinodal decomposition: A reprise&#039;&#039;&#039;Acta Metallurgica, Volume 19, Issue 2, 1971&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]  https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Fick&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7]  https://pt.qaz.wiki/wiki/Cahn%E2%80%93Hilliard_equation&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8]  Daniel V. Schroeder. An Introduction to Thermal Physics. Addison-Wesley, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9]  Dongsun Lee, Joo-Youl Huh, Darae Jeong, Jaemin Shin, Ana Yun, and Junseok Kim. Physical, mathematical, and numerical derivations of the Cahn-Hilliard equation. Computational Materials Science, 2014.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Arthurdorn</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4006</id>
		<title>Equação de Cahn-Hilliard</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4006"/>
		<updated>2021-04-05T21:21:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Arthurdorn: /* Referências */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Grupo: Arthur Dornelles, Bruno Zanette, Gabriel De David e Guilherme Hoss&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo deste trabalho é resolver computacionalmente a equação de Cahn-Hilliard, que descreve o processo de decomposição espinodal de uma mistura binária, e analisar como é seu comportamento com diferentes coeficientes de difusão, utilizando o método FTCS (&#039;&#039;Forward Time Centered Space&#039;&#039;). O trabalho foi inspirado no artigo de Sibbing[1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decomposição Espinodal ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decomposição espinodal é o nome dado ao processo no qual uma pequena perturbação de um sistema faz com que uma fase homogênea termodinamicamente instável diminua sua energia e separe-se espontaneamente em duas outras fases coexistentes, esse é um processo que ocorre sem nucleação, ou seja, é instantâneo. Ela é observada, por exemplo, em misturas de metais ou polímeros [6].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A Equação de Cahn-Hilliard==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equação de Cahn-Hilliard é uma equação que descreve o processo de separação de fase entre dois componentes de um fluido binário que se separam de maneira espontânea.&lt;br /&gt;
Com o intuito de deduzirmos essa equação, consideraremos - de início - uma mistura binária de dois componentes A e B descritas pelas concentrações dos fluidos &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; c_b(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;, respectivamente. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, podemos considerar que - para uma mistura binária - &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) + c_b(x,t) = 1&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto podemos simplificar para apenas uma concentração &amp;lt;math&amp;gt; c(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
c_a(x,t) = c(x,t), c_b(x,t) = 1 - c(x,t).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, podemos agora utilizar a primeira lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -D\nabla c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
juntamente da equação da continuidade:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} + \nabla \cdot \vec J = 0.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;D&amp;lt;/math&amp;gt; é o coeficiente de difusão e &amp;lt;math&amp;gt;\vec J&amp;lt;/math&amp;gt; é a difusão da mistura. Em seguida, ao combinarmos ambas as equações anteriores o resultado gera a segunda lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa equação - como não há a existência de um gradiente de concentração espacial - pode-se esperar que não ocorra mudança na concentração da mistura. No entanto, observa-se que quando a separação de fases ocorre, a difusão demonstra ser contrária ao gradiente de concentração, o que não condiz com a equação anterior.&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, conclui-se que a concentração não pode ser a razão da difusão, portanto outra força deve estar presente. E, nesse caso, encontrou-se que a principal força responsável pela difusão negativa é o potencial químico (de acordo com Cahn e Hilliard, 1958). Portanto, outra equação pode ser derivada para generalizar a primeira lei de Fick:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -M \nabla \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt; é a mobilidade das partículas (análoga à D) e &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; é o potencial químico.&lt;br /&gt;
Com essa nova equação podemos agora também deduzir uma nova equação para a segunda lei de Fick [3]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa equação, podemos usar a definição do potencial químico através da densidade da energia livre de Gibbs como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;g&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade da energia livre de Gibbs e &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; é a concentração (de acordo com Schroeder, 1999).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a substituição do termo &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; por um termo que envolva a concentração dos fluidos, utiliza-se uma equação que descreve a densidade de energia desse sistema através da concentração dos mesmos (derivado em [3]):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
G = \int_{V}^{} f(c) + {\kappa |\nabla c|}^2 dV.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse caso, &amp;lt;math&amp;gt;G&amp;lt;/math&amp;gt; é a energia livre de Gibbs, &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido à contribuições de ambas as fases homogêneas e &amp;lt;math&amp;gt;{\kappa|\nabla c|}^2&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido ao gradiente de concentração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, a função &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; - de acordo com [8] -  possui o potencial de um poço de potencial duplo. Neste poço, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; representa a concentração em escala e está relacionada à temperatura da mistura, que decide se a separação de fases irá - ou não - ocorrer. Esta função pode ser representada pela seguinte equação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
f(c) = \frac{(c^2 - 1)^2}{4}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levando essas informações em conta e - utilizando um parâmetro &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt; análogo à largura da interface - que é descrito por &amp;lt;math&amp;gt;\kappa = \gamma ^2&amp;lt;/math&amp;gt; é possível encontrar uma equação que descreve a densidade de energia livre de Gibbs para um sistema com duas fases.&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
g(c) = f(c) + {\gamma}^2{|\nabla c |}^2.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas igualdades agora se torna possível o cálculo de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; em função da concentração dos fluidos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c} = \frac{\partial f(c)}{\partial c} + \frac{\partial }{\partial c} (\gamma^2{|\nabla c |}^2) = \frac{\partial }{\partial c} \frac{(c^2 - 1)^2}{4} + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c = c^3 - c + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente -  utilizando a última expressão encontrada - torna-se possível reescrever o potencial químico em função da mobilidade de suas partículas (&amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt;) e a concentração do fluido:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa equação final é chamada de equação de Cahn-Hilliard. &lt;br /&gt;
A equação dependente da difusão é análoga e também funcional:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Método FTCS (Forward Time Centered Space) ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FTCS é um método numérico utilizado para resolver equações diferenciais parciais, tais como a difusão do calor e do transporte de massa, traduzindo, significa &amp;quot;Progressivo no tempo, centrado no espaço&amp;quot;. Uma das formas que o método pode ser utilizado é a forma explícita que está descritas abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;n\to\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;j\to\Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===FTCS Explicito===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial f}{\partial t}\to \frac{f_{j}^{n+1}-f_{j}^{n}}{\Delta t}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial ^2 f}{\partial x^2}\to \frac{f_{j-1}^{n}-2 f_{j}^{n} + f_{j+1}^n}{\Delta x^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;f_j^{n+1}= f_j^{n} + \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} (f_{j-1}^{n} - 2f_j^{n} + f_{j+1}^{n})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementação da equação de Cahn-Hilliard 1D pelo método FTCS explicito ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{\partial c}{\partial t} = D\nabla^{2}(c^{3}-c-\gamma^2\nabla^{2}c)&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} =  D\displaystyle \frac{\partial ^2 }{\partial x^2}(c^3 - c - \gamma^2 \displaystyle \frac{\partial ^2 c}{\partial x^2})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\frac{u_{j-1}^n-2u_j^n + u_{j+1}^n}{(\Delta x)^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\left(\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_j^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_i^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4}\right)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt; c_{j}^{n+1} = D\Delta t \left (\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_j^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4} \right) + c_j^n&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;c_{j}^{n+1} = \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} \left ((c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3 - {c_{j-1}^n+2 c_j^n - c_{j+1}^n} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^2} \right) + c_j^n &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Condição de Estabilidade &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estabilidade dessa equação mostra-se muito mais complicada de se estipular por ela ser uma equação diferencial de quarta ordem se comparada a equação de difusão, Portanto só iremos analisar a seção 3.3 (Experimental and theoretical stability conditions) do artigo Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions [1]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a linearização e aplicação do teorema de Gershgorin temos que a condição para estabilidade da equação linear para &amp;lt;math&amp;gt;D = 1&amp;lt;/math&amp;gt; é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta t &amp;lt; \displaystyle\frac{(\Delta x)^2}{4+\frac{8\gamma^2}{\Delta x^2}}&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importante atentar que essa é a condição de estabilidade somente para a equação de Cahn-Hilliard linearizada, não para a original. Tanto que a literatura sobre a equação propõem que &amp;lt;math&amp;gt;\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt;\varpropto&amp;lt;/math&amp;gt;  &amp;lt;math&amp;gt;(\Delta x)^4 &amp;lt;/math&amp;gt;, que é o que acontece na condição estabilidade linear quando &amp;lt;math&amp;gt;\gamma &amp;gt;&amp;gt; \Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo compara os dados experimentais de estabilidade com a estabilidade da equação linearizada relacionado na seção 3.3.4 e conclui que para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\frac{\gamma}{\Delta x} \in [0.25,8]&amp;lt;/math&amp;gt; a condição teórica encontrada a partir da linearização é uma boa aproximação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o intuito de testar como o fator de difusão D afeta a evolução da equação de Cahn-Hilliard, comparamos os resultados para os coeficientes de difusão 1, 0.1, 0.01 e 0.001 e analisamos seus gráficos. Para esse estudo foram utilizadas como condições iniciais a concentração -1 para a primeira metade do espaço e 1 para a segunda metade, e o sistema é livre de condições de contorno. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:coeficientes.png|1000px|thumb|center| Gráfico 1: Resultados da simulação variando os coeficientes de difusão (D) para tempos máximos diferentes, &amp;lt;math&amp;gt;\gamma=3.4/128,\Delta t = 1/500000&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos gráficos, é possível observar que quanto maior o coeficiente de difusão maior é a velocidade em que a mistura atinge a estabilidade. Além disso, vemos que valores baixos de t produzem soluções mais íngremes que valores altos de t.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Discussão de Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma propriedade observada no gráfico 1 é a de que os valores das soluções obtidas utilizando o método FTCS excedem os valores máximos e mínimos permitidos ( C=1 e C=-1), se estivesse modelando uma situação real isso iria contra a lei de conservação de massa, o que pode ocasionar erros nos resultados que exigem uma grande precisão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O método FTCS explícito limita-se por causa da condição de estabilidade, por isso esse método não é recomendado para modelos com alto &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt;. Para tais modelos, o método FTCS implícito é mais recomendado por ser incondicionalmente estável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementção ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
import matplotlib.pyplot as plt &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def vector_declaration(L,dx):&lt;br /&gt;
  c = [[],[]] # vetor concentração&lt;br /&gt;
  espaco = []&lt;br /&gt;
  # Condições iniciais&lt;br /&gt;
  for i in range(int(L/dx)+4):##+4 pois usaremos dois valores antes e depois do ultimo elemento do vetor c&lt;br /&gt;
    if (i&amp;lt;1/2*L/dx+2):&lt;br /&gt;
      c[0].append(-1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(-1)&lt;br /&gt;
    else:&lt;br /&gt;
      c[0].append(1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(1)&lt;br /&gt;
    espaco.append(round(i/150,3))&lt;br /&gt;
  return c, espaco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def CH_equation(gamma, D, dx, dt, L, TEMPO_MAX): # resolução numérica da equação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  c, espaco = vector_declaration(L, dx)&lt;br /&gt;
  i = 0&lt;br /&gt;
  for time in [t*dt/TEMPO_MAX for t in range(int(TEMPO_MAX/dt))]:&lt;br /&gt;
    for l in range(2,len(c[1][2:-2])):&lt;br /&gt;
      c1 = c[i][l-1]**3 - 2*c[i][l]**3 + c[i][l+1]**3&lt;br /&gt;
      c2 = -c[i][l-1] + 2*c[i][l] - c[i][l+1]&lt;br /&gt;
      c3 = c[i][l-2] -4*c[i][l-1] + 6*c[i][l] - 4*c[i][l+1] + c[i][l+2]&lt;br /&gt;
      c[1-i][l] = D*dt/(dx**2)*(c1+c2-gamma**2*c3/(dx**2)) + c[i][l]&lt;br /&gt;
   i = 1-i&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  return(espaco[2:-2],c[1-i][2:-2]) ##retirando os elementos a mais do vetor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tempo=1&lt;br /&gt;
tamanho=1/3.5&lt;br /&gt;
Difuse= 1&lt;br /&gt;
gamma=3.4*1/128&lt;br /&gt;
dt=1/500000&lt;br /&gt;
dx = 1/128&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
figure, axis = plt.subplots(2, 2)&lt;br /&gt;
plt.figure(dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
plt.show()&lt;br /&gt;
plt.savefig(&#039;graficosDIFUSAO.png&#039;, dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] SIBBING, Zimo. &#039;&#039;&#039;Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions&#039;&#039;&#039;, tese de bacharelado, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  https://en.wikipedia.org/wiki/Spinodal_decomposition&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] MARKUS, Wilczek. &#039;&#039;&#039;The Cahn-Hilliard Equation&#039;&#039;&#039;, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Free Energy of a Nonuniform System. I. Interfacial Free Energy&#039;&#039;&#039;. The Journal of Chemical Physics, 1958.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Spinodal decomposition: A reprise&#039;&#039;&#039;Acta Metallurgica, Volume 19, Issue 2, 1971&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]  https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Fick&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7]  https://pt.qaz.wiki/wiki/Cahn%E2%80%93Hilliard_equation&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8]  Daniel V. Schroeder. An Introduction to Thermal Physics. Addison-Wesley, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9]  Dongsun Lee, Joo-Youl Huh, Darae Jeong, Jaemin Shin, Ana Yun, and Junseok Kim. Physical, mathematical, and numerical derivations of the Cahn-Hilliard equation. Computational Materials Science, 2014.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Arthurdorn</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4001</id>
		<title>Equação de Cahn-Hilliard</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://fiscomp.if.ufrgs.br/index.php?title=Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Cahn-Hilliard&amp;diff=4001"/>
		<updated>2021-04-05T21:09:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Arthurdorn: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Grupo: Arthur Dornelles, Bruno Zanette, Gabriel De David e Guilherme Hoss&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo deste trabalho é resolver computacionalmente a equação de Cahn-Hilliard, que descreve o processo de decomposição espinodal de uma mistura binária, e analisar como é seu comportamento com diferentes coeficientes de difusão, utilizando o método FTCS (&#039;&#039;Forward Time Centered Space&#039;&#039;). O trabalho foi inspirado no artigo de Sibbing[1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decomposição Espinodal ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decomposição espinodal é o nome dado ao processo no qual uma pequena perturbação de um sistema faz com que, uma fase homogênea termodinamicamente instável, diminua sua energia e separe-se espontaneamente em duas outras fases coexistentes, esse é um processo que ocorre sem nucleação, ou seja, é instantâneo. Ela é observada, por exemplo, em misturas de metais ou polímeros e pode ser modelada pela equação de Cahn-Hilliard [5].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A Equação de Cahn-Hilliard==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como dito previamente, a equação de Cahn-Hilliard descreve o processo de decomposição espinodal de uma mistura binária.&lt;br /&gt;
Com o intuito de deduzirmos essa equação, consideraremos - de início - uma mistura binária de dois componentes A e B descritas pelas concentrações dos fluidos &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt; c_b(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;, respectivamente. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, podemos considerar que - para uma mistura binária - &amp;lt;math&amp;gt; c_a(x,t) + c_b(x,t) = 1&amp;lt;/math&amp;gt; e portanto podemos simplificar para apenas uma concentração &amp;lt;math&amp;gt; c(x,t) &amp;lt;/math&amp;gt;:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
c_a(x,t) = c(x,t), c_b(x,t) = 1 - c(x,t).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, podemos agora utilizar a primeira lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -D\nabla c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
juntamente da equação da continuidade:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} + \nabla \cdot \vec J = 0.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;D&amp;lt;/math&amp;gt; é o coeficiente de difusão e &amp;lt;math&amp;gt;\vec J&amp;lt;/math&amp;gt; é a difusão da mistura. Em seguida, ao combinarmos ambas as equações anteriores o resultado gera a segunda lei de Fick da difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa equação - como não há a existência de um gradiente de concentração espacial - pode-se esperar que não ocorra mudança na concentração da mistura. No entanto, observa-se que quando a separação de fases ocorre, a difusão demonstra ser contrária ao gradiente de concentração, o que não condiz com a equação anterior.&lt;br /&gt;
Tendo isso em vista, conclui-se que a concentração não pode ser a razão da difusão, portanto outra força deve estar presente. E, nesse caso, encontrou-se que a principal força responsável pela difusão negativa é o potencial químico (de acordo com Cahn e Hilliard, 1958). Portanto, outra equação pode ser derivada para generalizar a primeira lei de Fick:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
J = -M \nabla \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt; é a mobilidade das partículas (análoga à D) e &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; é o potencial químico.&lt;br /&gt;
Com essa nova equação podemos agora também deduzir uma nova equação para a segunda lei de Fick [3]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 \mu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa equação, podemos usar a definição do potencial químico através da densidade da energia livre de Gibbs como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;lt;math&amp;gt;g&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade da energia livre de Gibbs e &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; é a concentração (de acordo com Schroeder, 1999).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a substituição do termo &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; por um termo que envolva a concentração dos fluidos, utiliza-se uma equação que descreve a densidade de energia desse sistema através da concentração dos mesmos (derivado em [3]):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
G = \int_{V}^{} f(c) + {\kappa |\nabla c|}^2 dV.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse caso, &amp;lt;math&amp;gt;G&amp;lt;/math&amp;gt; é a energia livre de Gibbs, &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido à contribuições de ambas as fases homogêneas e &amp;lt;math&amp;gt;{\kappa|\nabla c|}^2&amp;lt;/math&amp;gt; é a densidade de energia livre devido ao gradiente de concentração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, a função &amp;lt;math&amp;gt;f(c)&amp;lt;/math&amp;gt; - de acordo com [8] -  possui o potencial de um poço de potencial duplo. Neste poço, &amp;lt;math&amp;gt;c&amp;lt;/math&amp;gt; representa a concentração em escala e está relacionada à temperatura da mistura, que decide se a separação de fases irá - ou não - ocorrer. Esta função pode ser representada pela seguinte equação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
f(c) = \frac{(c^2 - 1)^2}{4}.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levando essas informações em conta e - utilizando um parâmetro &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt; análogo à largura da interface - que é descrito por &amp;lt;math&amp;gt;\kappa = \gamma ^2&amp;lt;/math&amp;gt; é possível encontrar uma equação que descreve a densidade de energia livre de Gibbs para um sistema com duas fases.&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
g(c) = f(c) + {\gamma}^2{|\nabla c |}^2.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essas igualdades agora se torna possível o cálculo de &amp;lt;math&amp;gt;\mu&amp;lt;/math&amp;gt; em função da concentração dos fluidos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\mu = \frac{\partial g}{\partial c} = \frac{\partial f(c)}{\partial c} + \frac{\partial }{\partial c} (\gamma^2{|\nabla c |}^2) = \frac{\partial }{\partial c} \frac{(c^2 - 1)^2}{4} + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c = c^3 - c + {\gamma}^2 {\nabla}^2 c.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente -  utilizando a última expressão encontrada - torna-se possível reescrever o potencial químico em função da mobilidade de suas partículas (&amp;lt;math&amp;gt;M&amp;lt;/math&amp;gt;) e a concentração do fluido:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = M {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa equação final é chamada de equação de Cahn-Hilliard. &lt;br /&gt;
A equação dependente da difusão é análoga e também funcional:&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\frac{\partial c}{\partial t} = D {\nabla}^2 (c^3 - c - \gamma {\nabla}^2 c).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Método FTCS (Forward Time Centered Space) ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FTCS é um método numérico utilizado para resolver equações diferenciais parciais, tais como a difusão do calor e do transporte de massa, traduzindo, significa &amp;quot;Progressivo no tempo, centrado no espaço&amp;quot;. Uma das formas que o método pode ser utilizado é a forma explícita que está descritas abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;n\to\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;j\to\Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===FTCS Explicito===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial f}{\partial t}\to \frac{f_{j}^{n+1}-f_{j}^{n}}{\Delta t}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\frac{\partial ^2 f}{\partial x^2}\to \frac{f_{j-1}^{n}-2 f_{j}^{n} + f_{j+1}^n}{\Delta x^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para difusão:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;f_j^{n+1}= f_j^{n} + \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} (f_{j-1}^{n} - 2f_j^{n} + f_{j+1}^{n})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementação da equação de Cahn-Hilliard 1D pelo método FTCS explicito ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{\partial c}{\partial t} = D\nabla^{2}(c^{3}-c-\gamma^2\nabla^{2}c)&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} =  D\displaystyle \frac{\partial ^2 }{\partial x^2}(c^3 - c - \gamma^2 \displaystyle \frac{\partial ^2 c}{\partial x^2})&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\frac{u_{j-1}^n-2u_j^n + u_{j+1}^n}{(\Delta x)^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\displaystyle \frac{c_{j}^{n+1}-c_{j}^{n}}{\Delta t} = D\left(\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_j^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_i^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4}\right)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt; c_{j}^{n+1} = D\Delta t \left (\frac{(c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3}{(\Delta x)^2} - \frac{c_{j-1}^n-2 c_j^n + c_{j+1}^n}{(\Delta x)^2} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^4} \right) + c_j^n&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;c_{j}^{n+1} = \frac{D\Delta t}{(\Delta x)^2} \left ((c_{j-1}^n)^3-2(c_i^n)^3 + (c_{j+1}^n)^3 - {c_{j-1}^n+2 c_j^n - c_{j+1}^n} - \gamma^2\frac{c_{j-2}^n-4c_{j-1}^n + 6c_{j}^n -4c_{j+1}^n + c_{j+2}^n}{(\Delta x)^2} \right) + c_j^n &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Condição de Estabilidade &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estabilidade dessa equação mostra-se muito mais complicada de se estipular por ela ser uma equação diferencial de quarta ordem se comparada a equação de difusão, Portanto só iremos analisar a seção 3.3 (Experimental and theoretical stability conditions) do artigo Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions [1]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a linearização e aplicação do teorema de Gershgorin temos que a condição para estabilidade da equação linear para &amp;lt;math&amp;gt;D = 1&amp;lt;/math&amp;gt; é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;\Delta t &amp;lt; \displaystyle\frac{(\Delta x)^2}{4+\frac{8\gamma^2}{\Delta x^2}}&amp;lt;/math&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importante atentar que essa é a condição de estabilidade somente para a equação de Cahn-Hilliard linearizada, não para a original. Tanto que a literatura sobre a equação propõem que &amp;lt;math&amp;gt;\Delta t&amp;lt;/math&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt;\varpropto&amp;lt;/math&amp;gt;  &amp;lt;math&amp;gt;(\Delta x)^4 &amp;lt;/math&amp;gt;, que é o que acontece na condição estabilidade linear quando &amp;lt;math&amp;gt;\gamma &amp;gt;&amp;gt; \Delta x&amp;lt;/math&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo compara os dados experimentais de estabilidade com a estabilidade da equação linearizada relacionado na seção 3.3.4 e conclui que para valores de &amp;lt;math&amp;gt;\frac{\gamma}{\Delta x} \in [0.25,8]&amp;lt;/math&amp;gt; a condição teórica encontrada a partir da linearização é uma boa aproximação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o intuito de testar como o fator de difusão D afeta a evolução da equação de Cahn-Hilliard, comparamos os resultados para os coeficientes de difusão 1, 0.1, 0.01 e 0.001 e analisamos seus gráficos. Para esse estudo foram utilizadas como condições iniciais a concentração -1 para a primeira metade do espaço e 1 para a segunda metade, e o sistema é livre de condições de contorno. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:coeficientes.png|1000px|thumb|center| Gráfico 1: Resultados da simulação variando os coeficientes de difusão (D) para tempos máximos diferentes, &amp;lt;math&amp;gt;\gamma=3.4/128,\Delta t = 1/500000&amp;lt;/math&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos gráficos, é possível observar que quanto maior o coeficiente de difusão maior é a velocidade em que a mistura atinge a estabilidade. Além disso, vemos que valores baixos de t produzem soluções mais íngremes que valores altos de t.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Discussão de Resultados ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma propriedade observada no gráfico 1 é a de que os valores das soluções obtidas utilizando o método FTCS excedem os valores máximos e mínimos permitidos ( C=1 e C=-1), se estivesse modelando uma situação real isso iria contra a lei de conservação de massa, o que pode ocasionar erros nos resultados que exigem uma grande precisão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O método FTCS explícito limita-se por causa da condição de estabilidade, por isso esse método não é recomendado para modelos com alto &amp;lt;math&amp;gt;\gamma&amp;lt;/math&amp;gt;. Para tais modelos, o método FTCS implícito é mais recomendado por ser incondicionalmente estável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Implementção ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;source lang=&amp;quot;python&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
import matplotlib.pyplot as plt &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def vector_declaration(L,dx):&lt;br /&gt;
  c = [[],[]] # vetor concentração&lt;br /&gt;
  espaco = []&lt;br /&gt;
  # Condições iniciais&lt;br /&gt;
  for i in range(int(L/dx)+4):##+4 pois usaremos dois valores antes e depois do ultimo elemento do vetor c&lt;br /&gt;
    if (i&amp;lt;1/2*L/dx+2):&lt;br /&gt;
      c[0].append(-1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(-1)&lt;br /&gt;
    else:&lt;br /&gt;
      c[0].append(1)&lt;br /&gt;
      c[1].append(1)&lt;br /&gt;
    espaco.append(round(i/150,3))&lt;br /&gt;
  return c, espaco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
def CH_equation(gamma, D, dx, dt, L, TEMPO_MAX): # resolução numérica da equação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  c, espaco = vector_declaration(L, dx)&lt;br /&gt;
  i = 0&lt;br /&gt;
  for time in [t*dt/TEMPO_MAX for t in range(int(TEMPO_MAX/dt))]:&lt;br /&gt;
    for l in range(2,len(c[1][2:-2])):&lt;br /&gt;
      c1 = c[i][l-1]**3 - 2*c[i][l]**3 + c[i][l+1]**3&lt;br /&gt;
      c2 = -c[i][l-1] + 2*c[i][l] - c[i][l+1]&lt;br /&gt;
      c3 = c[i][l-2] -4*c[i][l-1] + 6*c[i][l] - 4*c[i][l+1] + c[i][l+2]&lt;br /&gt;
      c[1-i][l] = D*dt/(dx**2)*(c1+c2-gamma**2*c3/(dx**2)) + c[i][l]&lt;br /&gt;
   i = 1-i&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  return(espaco[2:-2],c[1-i][2:-2]) ##retirando os elementos a mais do vetor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tempo=1&lt;br /&gt;
tamanho=1/3.5&lt;br /&gt;
Difuse= 1&lt;br /&gt;
gamma=3.4*1/128&lt;br /&gt;
dt=1/500000&lt;br /&gt;
dx = 1/128&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
figure, axis = plt.subplots(2, 2)&lt;br /&gt;
plt.figure(dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/10, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[0, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/100, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 0].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/1000), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/1000))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/100), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/100))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].plot(*CH_equation(gamma, Difuse/1000, dx, dt, tamanho, tempo/10), label = &amp;quot;tempo: &amp;quot; + str(tempo/10))&lt;br /&gt;
axis[1, 1].legend(loc=&amp;quot;upper left&amp;quot;, prop={&#039;size&#039;: 6})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
plt.show()&lt;br /&gt;
plt.savefig(&#039;graficosDIFUSAO.png&#039;, dpi=500)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/source&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] SIBBING, Zimo. &#039;&#039;&#039;Numerical methods for the implentation of the Cahn-Hilliard equation in one dimension and a dynamic boundary condition in two dimensions&#039;&#039;&#039;, tese de bacharelado, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] MARKUS, Wilczek. &#039;&#039;&#039;The Cahn-Hilliard Equation&#039;&#039;&#039;, 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Free Energy of a Nonuniform System. I. Interfacial Free Energy&#039;&#039;&#039;. The Journal of Chemical Physics, 1958.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] CAHN, John W.; HILLIARD, John E. &#039;&#039;&#039;Spinodal decomposition: A reprise&#039;&#039;&#039;Acta Metallurgica, Volume 19, Issue 2, 1971&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]  https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Fick&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]  https://en.wikipedia.org/wiki/Spinodal_decomposition&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7]  https://pt.qaz.wiki/wiki/Cahn%E2%80%93Hilliard_equation&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8]  Daniel V. Schroeder. An Introduction to Thermal Physics. Addison-Wesley, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9]  Dongsun Lee, Joo-Youl Huh, Darae Jeong, Jaemin Shin, Ana Yun, and Junseok Kim. Physical, mathematical, and numerical derivations of the Cahn-Hilliard equation. Computational Materials Science, 2014.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Arthurdorn</name></author>
	</entry>
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